Catedral de Notre-Dame

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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Samantha Jennings Donati em Sab Jul 25, 2015 4:49 pm






O grande dia havia chegado e não havia momentos para se da ao luxo de enrolar, erguendo-me preguiçosamente da enorme cama que dividia com meu marido enquanto ainda ficava a descansar descendo para a cozinha onde tomava meu café vigiando o relógio de parede marcando os seus ponteiros darem a volta de 360º até marcar o horário.

Charlie estava tão linda quando qualquer princesa que já havia existido ou ainda existiria, o vestido de dama de honra branca e bem armada a fazia constantemente cair sentada mas isso não a irritava, muito o contrario ela parecia se diverti ainda mais, naquela cerimônia ela teria as atenções ao entrar antes da noiva e aquela pequena parcela a fazia feliz – Mamãe! Bolo! – Sua voz doce chegava até mim, ela aprendia as suas poucas palavras, pelo menos a que ela mas gostaria – Vida – Virei meu olhar para ela segurando suas mãozinhas e a erguendo fazendo ela me encarar com aqueles grandes olhos azuis familiares – Mamãe já lhe explicou, nada de bolo ainda, apenas depois do casamento .- Ela concordou balançando as perninhas para descer .

Chris parecia um tanto pensativo, talvez a questão de seu irmão caçula está se casamento, construiria sua família assim como Chris havia feito, a imagem de Sam como criança mudava a todos, eu mesma não acreditava de que dois alunos que eu havia ensinado agora estariam se unindo. Recordo o questionamento de Chris e Jesse naquela noite onde Sam havia anunciado que faria o pedido de casamento e os irmãos tentando descobrir o motivo que poderia fazê-los acreditar que não seria uma grande brincadeira, e a noite que a jovem Jennifer veio a nossa casa um tanto tímida para conhecer aqueles que seriam parte de sua família. Concordei com a cabeça abrindo um sorriso quando observei ele se aprontar e pedi minha ajuda, peguei sua gravata cinza dando uma volta em seu pescoço e começando a amarrar – Que carinha é essa? Em? – Perguntei – Ele está virando um homem, está crescendo- Respondeu-me – Pronto! Ele não poderia ter melhor exemplo de homem quanto ele já tem – Concluir o nó o beijando os lábios ternamente, tirando o amasse de seu terno.

O local estava tão lindo quanto poderia desejar, caminhávamos mais a entrada enquanto limpava a boca de Charlie antes de descer do colo do pai. Minha mão estava sobre a dele a qual mantinha em minha cintura prendendo-me sempre ao seu lado , o olhei com um sorriso – O senhor não está nada mal, senhor Rousseal. – Ri com minha voz de brincadeira enquanto entravamos. Antes de nos colocarmos em nossos lugares tive a chance de ir ao Sam o abraçando com ternura e como havia virado uma mania de corrigir a parte que havia amassado – Você está lindo cunhado, estou orgulhosa. – Beijei sua bochecha sem marca-la e tomei meu lugar mais a frente nas cadeiras, cruzando as pernas observando meu marido a frente no lugar dos padrinhos.  A cerimônia começou, os pequenos entravam Charlie a frente com seu sorriso faltando ainda dentes a nascerem, um passo de cada vez como ensaiamos e logo atrás Jennifer em seu lindo vestido tão radiante, jamais havia a visto assim, meus olhos seguiram para Samuel a frente do altar seus olhos brilhando ao ver sua noiva se aproximar, era difícil controlar emoções conforme a união deles se tornava oficial.



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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Sab Jul 25, 2015 10:44 pm

Apesar de estar de costas, eu tinha a plena consciência de que os olhares de todos se concentravam no noivo e na noiva. Quando parava pra prestar atenção nesse ponto, batia uma insegurança, não sei bem. Todo mundo ouvia as palavras do padre, que por vezes fazia citações da Bíblia. O momento estava cada vez mais próximo, e eu tive que manter minha habilidade muito bem controlada ali na frente, assim como a imensa vontade de sorrir, como se não houvesse amanhã. Algumas vezes, me vinha à cabeça como meus irmãos reagiam ao meu casamento, e não só eles claro. Digamos que eu estava deveras curioso pra saber o que minha cunhada achava, ela sempre foi muito ciumenta com a irmã. Por um momento, imaginei a presença de meus pais ali, e não tive como evitar o pensamento no que eles estariam pensando. Se estariam felizes, se no final da cerimônia minha mãe juntaria-se ao coro de mulheres chorando emocionadas. Talvez sim. Movido por tudo que pensei, acabei abrindo um pequeno sorriso, no canto da boca. Por sorte ele foi bem discreto. " E se alguém se opõe a essa união, que fale agora ou cale-se para sempre ". Quando ouvi o padre dizer isso, fiquei atento a qualquer voz que ousasse ecoar pela catedral, esperando que aquilo não viesse a acontecer. Mas ninguém ouviu nada, o local estava no mais pleno silêncio.

Como ninguém se pronunciou, o padre deu andamento à cerimônia. Desta vez, ele perguntava a mim se eu aceitava Jennifer como minha esposa. – Aceito. – Respondi sua pergunta sem pensar duas vezes. Ele repetiu a pergunta, mas dessa vez à ela. Meus olhos a encararam, e  ela disse que também aceitava. Senti a mão da mulher que eu amo tocar a minha, então a segurei. Dali em diante, foi só uma questão de tempo até todo mundo ouvir duas das principais frases ditas nos casamentos. Antes delas, porém não menos importante, meu irmão mais velho surgiu com as alianças de casamento, que eram diferentes das de noivado. Retirei minha aliança e Jenn fez o mesmo. Ela pegou a nova aliança e colocou em minha mão, e depois eu fiz o mesmo com ela. Christian se afastou, reassumindo sua posição junto aos demais padrinhos. " Então eu vos declaro marido e mulher ". Finalmente pude ouvir o padre pronunciar aquilo, o que me deu certo alívio. Agora era oficial: eu estava enfim casado com a mulher da minha vida, e não pude deixar de sorrir. Me sentia muitíssimo feliz, valeu a pena sofrer um pouquinho com a demora da noiva, que aliás, eu já podia chamar de esposa. Ainda soava estranho, mas logo iria me acostumar. " Pode beijar a noiva ", o padre disse, para encerrar de vez a cerimônia. Devagar, virei para minha esposa e me aproximei dela. Notei seus olhos cheios d'água, e sorri com isso. 

Como nos filmes, puxei ela pela cintura com uma das mãos, enquanto que a outra estava em sua nuca. Ela foi um pouco pra baixo e eu me curvei, para enfim beijá-la. Foi um beijo especial, verdadeiro, que traduzia tudo o que sentíamos um pelo outro. Senti ela entornar meu pescoço com seus braços durante o beijo, que tinha por música de fundo as palmas dos convidados. Trouxe-a para cima novamente e voltei a minha postura normal, sorrindo pra ela. Como o casamento era bem tradicional, seguimos também a parte das assinaturas, onde envolviam-se os noivos e os padrinhos e madrinhas, sendo que estes serviam como testemunhas da união matrimonial. Não hesitei em assinar meu nome nos papéis, e Jennifer também o fez. Meus irmãos, o gêmeo e o mais velho, também assinaram seus nomes, bem como a minha cunhada e os demais padrinhos. Encerrada essa parte, era a hora de sairmos. Então, estendi meu braço esquerdo, e Jenn o segurou. – Finalmente amor! – Sussurrei para a minha mulher, muito feliz com o que tinha acabado de acontecer conosco. Os casais de padrinhos vinham atrás de nós, e fomos recebidos com a mais que tradicional chuva de arroz, aos gritos de " vivam os noivos ". Olhei para Jennifer, que assim como eu esbanjava felicidade. No caso dela, algumas lágrimas persistiam em escorrer de seus olhos.


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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Jennifer LeBlanc Rousseal em Sab Jul 25, 2015 11:34 pm


Se eu pudesse resumir meu amor por Samuel em uma frase seria: Mais que a mim mesma. Porem isso não seria o suficiente então deixo os sentimentos falarem por si mesmos. Quando assinamos aqueles papeis foi como uma marca de tudo o que passamos, ali era a oficialização de que um pertencia ao outro ate o fim de nossas vidas. Não sei o dia de amanha, mas sei melhor do que ninguém que o agora é o que mais mexe comigo. É sempre complicado de se explicar como tudo acontece, como eu sinto tanto amor por ele se eu só amei uma pessoa quase que todo o inicio da minha juventude, mas eu posso dizer com toda a verdade, sinceridade e propriedade do mundo que não há amor como o que sinto por ele e isso pode parecer clichê de filme, mas filmes são baseados na realidade não são? Ninguem imagina ou cria o amor ou como gostaria que fosse, ele acontece e o meu aconteceu então para que esperar? Se eu tive a sorte de me casar com o homem que amo, para que desperdiçar isso?
 
Quando demos as mãos para sair da igreja eu não fui mais confiante na vida. Saímos sorrindo e eu me sentia tão feliz, estaria voando se meu marido não estivesse segurando em minhas mãos – Agora é a hora em que eu fecho os olhos para não ficar cega. – rio e então saio da catedral vendo as pessoas com arroz e um sorriso no rosto. Protejo-me sutilmente dos grãos de arroz que jogam em nos, mas logo essa ação cessa com o cessar de seus estoques de arroz, so o que resta são gritos animados e alguns amigos palhaços gritando ao fundo algumas frases de incentivo brincalhonas – como se fosse necessário. Olho para Samuel e lhe dou um selinho demorado que faz os convidados vibrarem, ate que minha irmã surge e me puxa – Eu adoraria se você pudesse devolver meu buque e parasse de me agredir ta? – rio e a abraço calorosamente sentindo uma ponta de emoção saltar de meus olhos em forma de lagrima. Ela me diz qualquer coisa ate que vejo minha mãe se aproximar e então me afasto dois passos de Sam para vê-la e abraça-la. É quando eu volto para perto de meu noivo, agora marido, para seguirmos para a festa que seria na casa da tia Mary, que maravilhosamente nos cedeu seu jardim.
 
Saímos da frente da catedral e seguimos logo para o carro que François havia deixado estacionado. Não queria nada daqueles adornos que põem em carros de casamento, acho brega –q. Como tipicamente ocorre eu e Samuel saímos no carro para longe da catedral onde os convidados ficam. Segui dali para o apartamento pessoal de mamãe onde eu iria passar antes de seguirmos para a festa. Mostrei para Samuel onde era, já que ele dirigia e todo o trajeto ate la não contive o sorriso – Pensei que meu coração fosse escapar pela boca. – ri do comentário tolo que fiz apertando o abdômen como se me faltasse ar. Olhava para ele e mexia em seu cabelo, sempre tive mania de fazer isso, ate que chegamos. Ia abrindo a porta do carro quando Samuel pega em minha mao e sai na frente abrindo-a como um cavalheiro. Brinco com ele e reverencio como faziam antigamente, uma leve flexionada e erguida do vestido e logo subi as escadas com meu buque na mão. Chegando na porta ergo a barra do vestido na parte da frente e retiro a varinha do tecido onde havia o prendido, miro-o para a porta depois de me certificar de que trouxas não viram nada – Alohomora. – e a porta se abre, adentro então rindo e puxando meu maravilhoso marido que ainda me olhava – Desculpa, esqueci de pegar a chave com minha mãe, nervosismo ok? – ri e então andei alguns passos de costas ate me recompor e respirar fundo – Volto já. – disse e o deixei na sala luxuosa de mamãe. Vou ate o quarto dela e la eu faço o mais importante que Emy havia me ensinado. Comecei a por o vestido de festa que era conjunto do de noiva, o coloquei e ajeitei a saia do vestido de noiva novamente e então retorno do mesmo jeito para a sala – Vamos amor? – murmuro e então estendo minha mão para ele pegando meu buque no sofá – Voce aparata? Ainda tenho medo de fazer isso. – murmuro e então seguro firme em sua mão e dali aparatamos para os jardins dos Wittelsbach em Londres.


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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Dom Jul 26, 2015 4:25 pm

Sorri do comentário dela, enquanto enfrentávamos a chuva de arroz para sair da catedral. Muitas pessoas estavam por ali, gritando e acenando para nós dois. Quando nos beijamos, os gritos e comemorações aumentaram ainda mais. Minha esposa foi falar com sua irmã e sua mãe, foi quando vi meu irmão mais velho, sua mulher e filha. Me aproximei dos três, e cumprimentei o Christian com um abraço. Fiz o mesmo com Samantha e também beijei sua bochecha. Estendi os braços para segurar minha sobrinha um pouquinho no colo, e Samantha me entregou ela. – Quem que tava toda linda lá no tapete vermelho? – Perguntei bobo à pequena, que começou a rir e bater palminha. Olhei para o lado, e vi que minha esposa já havia terminado de falar com a família dela, ao menos que provisoriamente, já que ela certamente os veria na festa. Apertei levemente as bochechas da Charlie, pouco antes de devolvê-la a seus pais. Dei um tchauzinho pra eles, e em seguida Mylo surgiu, com seus pais adotivos. O abracei, e sorri para meus parentes distantes, que cuidaram dele por todos esses anos. Quando o soltei, lembrei de algo. Revirei o terno, e achei a chave do meu carro, que resolvi entregar pra ele. – Vou deixar você dirigir um pouquinho, mas se me trouxer problemas eu mato você! – O alertei. Claro que ele se vangloriou e disse que não aconteceria nada. Cheguei perto de Jenn novamente. – Volvo prata. – Disse ao gêmeo, para depois dar total atenção à minha linda esposa.

Assim que saímos ambos entramos no carro do tio dela, e assim dei a partida. Atentei bem para as orientações dela, que indicavam onde era o apartamento de sua mãe, e assim fui dirigindo, sentindo ela mexer em meu cabelo. Ouvi ela comentar que seu coração parecia que sairia de sua boca, e não pude deixar de rir. Tirei uma das mãos do volante, e segurei na mão dela. – Eu também estava bastante nervoso. – Admiti, sorrindo ao lembrar de alguns momentos bastante tensos daquele dia. Faz parte, afinal, era um dia bem especial. – Agora entendo o desespero dos noivos, com esse negócio da noiva atrasar. – Fiz uma careta. Logo chegamos à casa de minha sogra, e eu desci do carro primeiro. Fui rápido o suficiente pra abrir a porta do carona, de onde minha esposa saiu. Ela fez uma reverência, o que nos fez rir um pouquinho antes de entramos na casa juntos, depois de ela abrir a porta com magia, alegando que esqueceu a chave com a mãe por estar nervosa. Fiz que sim com a cabeça, e sentei no sofá da sala enquanto a aguardava. Ela não demorou muito, logo estava de volta, já com o vestido que usaria na festa que era também muito lindo, assim como ela. Levantei do sofá rapidamente, e esperei que ela pegasse o buquê. – Vamos! – Respondi-a, e me posicionei logo ao seu lado. Minha esposa revelou o medo que ainda tinha de aparatar, quando pediu pra que eu fizesse isso. Depois de rir um pouco, segurei em sua mão e assim aparatei junto dela para o jardim da família Wittelsbach, onde aconteceria nossa festa.


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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Convidado em Sab Ago 01, 2015 10:18 pm












Casamento




Conforme a cerimônia passou, observou a tudo logo encontrando Alexandra. Respeitou o momento compreendendo o silêncio exigido para tal. Após a cerimônia, cumprimentou a distância os noivos. Com certeza tanto eu quanto Alexa estávamos com grandes preocupações para com outras festividades. E sem dúvidas havíamos marcado nossa presença. Conforme os convidados saiam da Catedral, fiz o mesmo, aparatando dali com Alexa.
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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Jayce A. Grover em Dom Maio 15, 2016 2:24 pm



 Faltavam poucos minutos para que o avião chegasse e pudéssemos embarcar e assim chegar ao nosso objetivo: Paris. Por que vamos a Paris? Não sei e pouco me importa, apenas chegou aos meus ouvidos que meu pai estava à negócios e resolveu chamar a família inteira para passar as férias lá, esta que é composta por Claire ("Mãe"), Joseph ("Pai") e Joseph Jr. ("Irmão"). O porquê das aspas você deve estar se perguntando, mas o motivo é bem simples, não pertenço verdadeiramente à família Grover. Meu verdadeiro pai já era um velho professor quando eu nasci, e Joseph foi o melhor aluno que meu pai já teve. Sendo assim, com a morte de meu pai, Joseph virou meu tutor e logo me adotou e começou a me chamar de filho, mas temos ainda o Joseph Jr. que dado momento ainda é o herdeiro, um absurdo! EU que tenho que ser o herdeiro, se eu vim à esta família, foi para dominá-la, para vê-los depender de mim, seja meu método sangrento ou pacífico.

 Nosso avião tinha chegado e embarcamos, obviamente, na primeira classe, para eu querer ser tanto o herdeiro, a herança tem que ser enorme, que idiota brigaria com foices para uma simples esmola como herança? Demorou aproximadamente 1h e 20min de Londres para Paris, teve um processo enorme ainda para que pudéssemos sair do terminal, mas por meu pai ser um grande empresário, acho que ele conseguiu adiantar o processo para que pudéssemos nos ver livres dali e aproveitar a cidade.

 Saindo do terminal, nossos pais iriam até o hotel fazer a reserva e essas coisas e deixaram uma certa quantia de dinheiro para mim e para o Jo Jr (apelido "carinhoso" para meu irmãozinho, agora se ele gosta é outra história) passear pela cidade, nos despedimos e depois de uma certa distância que eles estavam de nós, agarrei a nuca do meu irmãozinho e comecei a apertar com as unhas.
-Vamos aproveitar a cidade, irmãozinho. Dizia com um sorriso maléfico no rosto agora que estávamos sozinhos, poderia fazer qualquer coisa para infernizar a vida dele.

Fomos em vários locais, sorveterias, livrarias, lojas de roupas e qualquer outro lugar que seja possível gastar dinheiro e obviamente, quase todo o dinheiro foi gasto apenas e exclusivamente comigo - mas é claro que eu deixaria uma quantia para imprevistos - e passando por todas essas lojas sempre tinha a visão privilegiada de ver meu irmão cada vez mais fraco, com fome, cansado e sem o brilho nos olhos por ter que acompanhar aquele que destrói sua vida gradativamente.

Por fim chegamos até a catedral de Notre-Dame, uma visão espetacular de uma das mais famosas catedrais da cidade, nunca tinha visto nada parecido, cada passo no terreno era uma sensação de formigamento no corpo, até que entramos para que eu pudesse descansar, sentei próximo a uma bela garota provavelmente francesa que observava o jeito como eu tratava meu irmão como um empregado ou algo do tipo, ela provavelmente sabia que ele era meu irmão já que o chamei assim várias vezes enquanto perto dela.

Fala  , "Pensamento"
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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Margo Köl. Ostëngard em Dom Maio 15, 2016 3:32 pm


The devil's knocking at your door

Eu não fazia a mínima ideia do motivo de estar naquela Catedral. Vejamos... Eu não sou a pessoa mais religiosa do mundo e tinha acabado de cometer um pecado bem na frente do local sagrado. Observei risonha enquanto uma criancinha que tinha ousado se aproximar de mim para me irritar voltava para os seus pais aos berros. Seria possível estar na frente de uma igreja e ainda agir como se o próprio capeta estivesse agindo na sua vida? Pergunte isso aquela criança, ela que começou e eu só tive o prazer de revidar. Afinal... Quem perdoa são as forças superiores, nós estamos aqui para jogar tudo na cara mesmo. — Great! — Bufei ao mesmo tempo em que revirava os olhos. Os pais do mini capeta estavam vindo para onde eu estava, mas não fiquei tempo o suficiente ali para que eles chegassem perto e me dessem o sermão que deveria ser direcionado para o monstrinho que eles estavam criando.

E era por esse motivo que eu nunca iria ter filhos, Merlin me livre ter que lidar com um pequeno ser enviado pelo capeta.

Me afastei tão rápido quanto podia, me embrenhando pela multidão de gente ansiosa para assistir a cerimônia ou seja lá o que aquilo fosse. Estava cansada de ficar andando por ali sem rumo, mas não tinha muito mais o que fazer. As aulas tinham terminado e eu não via a hora de chegar o próximo ano para que eu pudesse me juntar aos alunos de Hogwarts no intercâmbio. Me joguei numa cadeira qualquer, não tinha ideia de para onde ir e o cansaço se embrenhava pelo meu corpo como o ar entrava pelos meus pulmões. Não fiquei por muito tempo sozinha, logo chegaram dois garotos e se sentaram ao meu lado. Permaneci quieta por todo o tempo em que via um garoto maltratar o outro. Eu ouvi várias vezes a palavra irmão na conversa dos dois, mas a relação ali parecia mais a de um mestre com o seu empregado. Simplesmente ridículo. Porém, aquilo ali estava mais interessante do que observar as pessoas passando para lá e para cá com os olhos brilhando.

Se eu fosse você já teria socado a cara dele — As palavras saíram sem que eu pudesse me controlar. Fazer o que? Eu não gostava de colocar lenha na fogueira, meu negócio era com a gasolina mesmo. Os garotos pararam por um momento para me olhar. — Sério, quem se deixa ser tratado assim? Ce qui est absurde! — Deixei que um sorriso se formasse em meus lábios.  




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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Jayce A. Grover em Dom Maio 15, 2016 4:10 pm



Arqueei a sobrancelha ao ouvir a sugestão da garota e em seguida dei uma gargalhada . 
- A senhorita acha mesmo que ele nunca tentou me socar? Além de inútil ele também é um fraco, o soco dele não dói mais do que uma picada de mosquito.

Dizia entre as pausas do riso enquanto o irmãozinho abaixava a cabeça com raiva.

- Joseph, deixe as compras aqui e vá para o hotel. - Puxava a gola do garoto e falava próximo ao seu ouvido. - E se ousar contar para o pai e a mãe que eu comprei tudo para mim, já sabe o que vai acontecer, não é

Dizia enquanto soltava a gola do garoto e o empurrava para trás, jogava uma cédula no chão e olhava para ele com um falso sorriso. 

- Para o taxi, irmãozinho. - Observava ele se abaixar, pegar a cédula e ir embora , deixando-me com a garota sentada ao meu lado. Após a saída do irmão humilhado, me virava para a garota e proferia. - Pelo seu sorriso após a frase, presumo que não seja a pessoa mais santa para estar numa catedral, presumo também que sua tentativa foi um pouco falha, já estou há anos instaurando o terror nele. - Passo as mãos nos meus cabelos os jogando para trás, já que o vento tinha deixado alguns fios rebeldes sobre minha face que dedurava minha nacionalidade. 

Olhava para a arquitetura da catedral enquanto conversava com a garota. - O que a trás aqui? Certamente não é uma turista como eu e certamente deve ter maculado algumas vezes antes deste acontecimento. Veio pedir perdão? - Solto um sorriso de leve tendo certeza de que este não era o motivo do porquê ela estava aqui


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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Margo Köl. Ostëngard em Dom Maio 15, 2016 4:47 pm


The devil's knocking at your door

Revirei os olhos ao notar que minha tentativa de criar um conflito ali tinha sido uma grande perda de tempo. O garoto que estava sempre carregando uma expressão assustada no rosto não servia nem para se defender e eu pude ver melhor o porquê quando o garoto que obviamente mandava ali abriu a boca para falar. Eu não era do tipo defensora dos fracos e oprimidos, estava mais para advogada do diabo e foi por esse motivo que logo simpatizei com o garoto que fazia questão de destratar seu irmão. Era desumano? Era. Eu ligava? Não, não ligava.

Que pena, estava pronta para me deliciar com uma bela pancadaria na frente da igreja — Murmurei baixinho, continuando a observar os dois irmãos. Uma parte de mim ainda sentia dó do Joseph - descobri o nome minutos depois -, mas a outra parte - uma muito maior - sentia vontade de dar uns bons tapas na cara dele e gritar REAJA. Joseph parecia um fantoche na mão do outro ali e foi sendo humilhado e sob ameaças que ele se retirou do local, abandonando a Catedral e sendo livre do irmão maléfico.

Santa? — Testei a palavra, para logo depois soltar uma gargalhada. Oh não, eu estava bem longe de ser uma santa. Estava mais para a filha caçula do próprio capeta. — Não sou a pessoa mais certinha do mundo, mas com toda a certeza sou mais pura que você — Arqueei a sombrancelha. Se eu estava para a filha caçula do capeta, aquele garoto ali poderia ser o braço direito dele. — Novamente... Que pena, eu gostaria muito de ver os dois brigando — Novamente deixei que um sorriso se formasse em meus lábios. — Eu amo ver a desordem sendo instalada — E amava mesmo, desde pequena adorava alimentar a chama do caos.

Olhei para o garoto com um sorriso zombeteiro nos lábios. Eu? Pedir perdão? Ele só podia estar de brincadeira. — Eu acho que já não posso mais ser perdoada — Dei de ombros. — Lista de pecados muito extensa, sabe? E nem ligo muito para isso também — Olhei para a Catedral novamente, eram tantas pessoas ali em busca do perdão para logo depois voltarem a fazer merda. Patético era a palavra certa para definir as pessoas ali. — Só estou matando o tempo e você? — Voltei a olhar para desconhecido.




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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Jayce A. Grover em Dom Maio 15, 2016 5:22 pm



Vi uma reação um tanto quanto inesperada da garota, ela realmente era má de corpo e alma, mas será que era mais malvada do que eu? Claro que não, eu sou único, não sou um simples demônio inferior, eu sou o próprio Lúcifer. Com aquela breve conversa, lembrei-me vagamente do meu primeiro dia na casa de meus novos pais, eu tinha acabado de chegar de trem - porque era o modo de transporte mais barato e eu não tinha uma condição financeira lá muito boam eu morava em Manchester naquela época, acabei aprendendo com a vida coisas que apenas as ruas ensinariam. Logo após chegar na mansão, o maldito cachorro mordeu minha perna tão forte que tenho a marca até hoje, guardei tanto ódio daquele cachorro que queria matá-lo, mas por enquanto eu tinha que me fazer de santo. Comecei a infernizar a vida de meu irmão matando o cachorro dele, depois conquistando a garota que ele amava desde a primeira série, rasgando seus deveres de casa antes da escola começar. Mas ele não poderia ousar dizer isso para o pai, já que este parecia desaprovar o filho, pois não agia com classe como eu, não era estudioso como eu e não fazia nada como eu.

Ainda não tinha me caído a ficha de que ela era maléfica a ponto de ver 2 irmãos se espancando em público dentro de uma igreja, afinal de contas, odeio ter que chamar esse verme de irmão, seu nome não merece sequer ficar com o meu em uma frase, então ela dizia ser mais pura do que eu, gargalhei levemente. - Com toda a certeza és mais pura do que eu, não conheço ninguém mais maléfico do que eu, módestia à parte. - Escutava atentamente cada palavra do que ela dizia, ela era única, totalmente diferente do que já vi, só não digo que ela é um reflexo meu porque já fiz muita coisa má nessa minha curta vida, então ela dizia que adorava a desordem sendo instalada, meu olhos brilhavam. - Sério? Penso da mesma maneira, sinto que vim ao mundo para vê-lo pegar fogo, ver a beleza do puro caos. - 

Alguns minutos que estávamos ali e eu já estava imerso em toda aquela conversa. - Entendo perfeitamente como é ter uma lista enorme de pecados. - Comecei a falar um pouco mais baixo para que não nos ouvissem. - Por exemplo, aquele verme que estava comigo tinha um cachorro chato para porra, ele me rendeu uma marca na perna, este cachorro foi o estopim de minha vingança para com o inútil de seu dono, alguns dias após o cachorro tinha morrido por overdose, pois "acidentalmente" tinha comido alguns remédios da dispensa. - Me orgulhava daquele feito, foi um dos mais bem prazerosos da minha vida, ver o rosto triste de todos foi simplesmente lindo.

Ela perguntou-me o que eu fazia naquela catedral logo após revelar seu motivo de estar lá. - Como já disse anteriormente, sou um turista fazendo seu papel de turista, mas deixemos isto de lado, você me surpreendeu com sua maldade. Me chamo Jayce, como te chamas? - 




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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Margo Köl. Ostëngard em Dom Maio 15, 2016 6:01 pm


The devil's knocking at your door

Só me dei conta de que o garoto era o próprio capeta quando ele confessou ter matado um cachorro só para perturbar o irmão. Aquilo fora o suficiente para minha mente gritar saia logo de perto desse psicopata antes que ele te corrompa mais do que você já é corrompida. Eu ouvi minha mente? Óbvio que não. Talvez aquele garoto precisasse de um psicólogo urgentemente, mas resolvi não falar nada. Vai que ele se irrita e resolve se vingar de mim? Eu não queria isso, não mesmo. Matar um cachorro não chegava nem perto das coisinhas bobas que eu já tinha feito, os pecados daquele garoto eram muito piores e por um momento eu senti vontade de rir. Dois pecadores que não estavam em busca de perdão numa catedral e um deles já tinha cometido o ato de matar. Lindo, não é?

Eu gostava sim de ver o circo pegando fogo, não havia nada mais legal do que ver os outros se desesperando ao perceber todo o mundinho que eles julgavam ser perfeito ruindo. Não sabia quando tinha desenvolvido prazer por esse sentimento, mas estava lá e eu duvidava muito que algum dia fosse embora. Eu também tinha o péssimo hábito de ficar atraída pelo perigoso, talvez fosse isso que tenha me impedido de correr assim que o estranho confessou ter matado um pobre cachorro - sim, eu ainda estava pensando nisso. Soltei um assobio, olhando para ele com certo receio. — Ow, acho que sou sim uma santa perto de você hein — Brinquei. Eu só podia imaginar a cara do outro irmão ao ver seu mascote ser morto sem poder fazer nada. E agora eu tinha o pressentimento de que estava ferrada porque estava dando a chance daquele projeto de demônio me conhecer.

Eu sou Margo, muito prazer — Me apresentei, novamente deixando que um sorriso tomasse conta dos meus lábios e fazendo um sinal de joinha com a mão. — Bom, espero que aproveite sua estadia por aqui e recomendo que visite a Torre Eiffel, é bem mais legal que essa igreja — Se não fossem as cerimônias aquela igreja seria perfeita. O estilo gótico chamava a atenção, mas era só isso... Não havia nada demais ali. — Você sempre é daquele jeito com o seu irmão? — Perguntei, sem conseguir conter minha curiosidade.




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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Jayce A. Grover em Dom Maio 15, 2016 7:16 pm



Algumas pessoas podiam dizer que eu sou louco, sádico, desequilibrado, encapetado, mas fazer o que? Eu sou mesmo. Pude sentir uma certa hesitação por parte da garota devido a minha presença, talvez porque ela seja uma das poucas pessoas que realmente conhecem minha natureza,  geralmente me disfarço em uma crosta de simpatia e coleguismo, parecendo a personificação da gentileza, mas na verdade uso deste artifício para tomar vantagem, afinal, para quê se arriscar se você não vai ter lucro? Sempre  cobro a minha parte. Alguns podem dizer que sou um lobo em pele de cordeiro, mas acho que sou algo bem mais profundo que isso, já que eu não tenho amigos, tenho aliados.

Ela se dizia ser uma santa perto de mim, apenas acenei com a cabeça como em aprovação, logo passei novamente as mãos no cabelo como em um vício que adquiri quando comecei a deixar meus cabelos na altura da nuca, logo ela diz seu nome. - Margo é um belo nome e combina com você, quem o escolheu? - Respondo com um sorriso, já que ela sorriu para mim.

Então ela começa a sugerir que eu fosse à Torre Eiffel, solto um leve riso abafado com as mãos ao ouvir aquilo. - Eu já vim aqui antes, mas fiquei tão pouco tempo que não consegui ver quase nada, agora que tenho tempo seria uma ótima pedida ter uma guia, não acha? - Dizia fazendo uma sugestão.

Então sou questionado sobre o jeito que trato o verme. - Na verdade não, estudamos em lugares diferentes e nas duas escolas ficamos quase um ano inteiro sem se ver, só sou assim quando estamos em férias e ele me dê motivos. Mas diga-me mais sobre você, tem irmãos? - Pergunto amistosamente.




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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Margo Köl. Ostëngard em Dom Maio 15, 2016 7:43 pm


The devil's knocking at your door

Minha mãe — Respondi a pergunta dele, me lembrando da mulher que tinha me trazido a esse mundo para plantar a sementinha da discórdia. Ela tinha acertado em cheio com o meu nome, ainda mais depois que começaram a me apelidar de amargo. Para mim não havia apelido melhor que esse. Eu era mesmo um pouco amarga e por mais que isso irritasse algumas pessoas... Adorava ser assim. Não via sentido em ser dócil com todo mundo e muito menos salgada, preferia o meio-termo. Amargar a vida dos outros e assim ficaria tudo certo.

Eu não sabia se deveria de fato me aproximar de Jayce. Tudo bem que eu tinha atração pelo perigo e tudo mais, mas eu também não era burra e aquele garoto transpirava problemas. Por fim, acabei ignorando a parte da minha consciência que me mandava logo sair, taquei o foda-se e fiz o que tinha vontade. — Bem, eu conheço essa cidade tão bem quando a mim mesma e posso ser sua guia se quiser — Mordi meu lábio inferior, era tanta coisa para mostrar que provavelmente eu passaria o resto do dia conversando com o mini demônio ali - isso se ele não se cansasse da conversa e resolvesse voltar  para brincar com seu fantoche.

Assenti ao ouvir ele explicar como as coisas funcionavam entre ele e o irmão, mas estava claro que Jayce não queria conversar muito mais sobre aquilo quando ele direcionou o foco da conversa para mim. — Tenho duas irmãs, mas não as vejo muito — Dei de ombros. — Elas escolheram a Inglaterra e eu... Bem, sempre preferi a França, mas as vezes sinto falta delas — E sentia mesmo. Não era de me apegar muito as pessoas, mas eu amava minhas irmãs com o pouco de sentimento que havia em mim.




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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Jayce A. Grover em Dom Maio 15, 2016 8:14 pm



Quando ela mencionou que as irmãs escolheram a Inglaterra e ela preferiu a França, tive uma leve sensação de que se tratava de Hogwarts e Beauxbatons, balancei a cabeça dizendo para mim mesmo que não deve ser real que ela seja bruxa, mas resolvi dar algumas pistas, se ela fosse realmente uma bruxa, ela entenderia que sou um semelhante. - O vermezinho escolheu uma escola na Noruega, o que não faz muito sentido, já que lá eles são conhecidos por serem durões, gosto de dizer que eles são bem Sturm und Drang. - Disse me referindo à Durmstrang, apenas quem conhece a história sabe que essa expressão é praticamente a inspiração do nome da escola, um simples trouxa acharia que se trata de apenas mais um internato. - Eu escolhi a Inglaterra também, talvez eu até tenha as visto, mas a Inglaterra é grande. - Disse agora dando uma pista de Hogwarts com um simples sorriso no rosto, geralmente minhas expressões são muito bem forçadas, mas nessa conversa surpreendentemente tudo o que eu dizia e fazia era realmente verdadeiro, meio que não conseguia ser falso com ela ali.

A sua afirmação sobre as irmãs me deixou tão entretido que até tinha esquecido de confirmar sobre ela ser minha guia. - Desculpa. Falar sobre as escolas me deixou tão entretido que até esqueci de dizer que adoraria que fosse minha guia, Margo. - 

Levantei-me do assento em que estávamos e estendi minha mão para Margo num ato de cavalheirismo, pego todas as compras e as boto dentro de apenas uma sacola, mesmo que parecesse muita coisa, tinha comprado quase nada, apenas as sacolas que eram meio grandes demais. - E então, vamos para algum lugar diferente? Essa catedral é muito escura e me dá nos nervos ver as pessoas fazerem promessas

Vi a garota um pouco receosa antes de dar sua resposta, rezava para que fosse sim já que estava gostando realmente de conversar com ela. Só que algo me preocupava, ainda não sabia se ela era uma bruxa e caso fosse, pelo que ela disse deve estudar em Beauxbatons que é muito longe de meu colégio, assim não poderíamos conversar durante o ano letivo, digo isso porque realmente gostaria de ter algum laço com ela, ela me entende - Sabe, não costumo confiar nas pessoas, mas quando confio é melhor não me decepcionar - Digo revelando que confiava na garota.




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Re: Catedral de Notre-Dame

Mensagem por Margo Köl. Ostëngard em Dom Maio 15, 2016 9:49 pm


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Franzi a testa conforme ia ouvindo o que o Jayce falava. As coisas não faziam sentido nenhum e parecia que ele estava querendo que eu descobrisse algo. E esse algo eu descobri quando ele citou a expressão Sturm e Drang. Mas... Qual era a probabilidade de eu me esbarrar com um bruxo naquele lugar? Seria muita coincidência. Eu estava começando a ficar ansiosa e louca para perguntar se ele era mesmo um bruxo, mas Jayce tinha dito que escolheu a Inglaterra, ou seja, ele estava em Hogwarts - a mesma escola das minhas irmãs. Sinceramente, eu não sabia se ficava triste ou aliviada, ainda não tinha me decidido se seria bom dar continuidade a nova amizade ali.

Olhei para a mão de Jayce e logo depois para o rosto dele. Eu deveria ir ou voltar para a segurança de minha casa? Fiz minha escolha quando o mesmo deixou claro que confiava em mim, um erro que ele estava fazendo questão de cometer. Quem é que confia numa pessoa que acabou de conhecer? O garoto era mais insano do que eu pensava. Segurei a mão de Jayce para me levantar do assento e sair logo daquela igreja. — Vamos sim, apesar de achar o estilo da catedral lindo eu também já não aguento mais — Como ele havia dito, ver todas aquelas pessoas fazendo promessas que obviamente não iriam cumprir me deixava possessa.

Então você estuda em Hogwarts? — Perguntei de uma vez e sem rodeios. Comigo era assim: Tudo ou nada. Se tinha uma coisa que eu odiava era enrolação, a falta de paciência para essas coisas era minha melhor amiga desde sempre. — Sim, eu pesquei seu pequeno enigma sobre Durmstrang — Dei um sorriso maroto, era muito estranho que irmão dele tivesse escolhido a escola que pegava mais pesado. — E como você já deve ter percebido, eu sou de Beauxbatons — Nunca tinha me arrependido de ter escolhido a França, mas agora estava começando a fazê-lo.




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