Consultório III

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Consultório III

Mensagem por Helena Braddock Grinfild em Sab Set 14, 2013 8:42 am


Consultório III


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Re: Consultório III

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Dom Mar 29, 2015 5:22 pm

FIRST DAY AT NEW WORK – AND I HAVE VISITS
Primeiro, acadêmico de medicina bruxa na Tendrix, e agora tinha arranjado um emprego como estagiário universitário no St. Mungus. É, confesso que nunca me imaginei nessa vida de trabalhador e estudante ao mesmo tempo, muito menos de medicina bruxa. Sempre tive em mente algo como logística, direito ou administração, mas acabei indo bem longe. Não deixo de estar satisfeito, é claro, quem não estaria? Apesar de oficialmente formado, eu ainda tinha quinze anos, e brevemente faria dezesseis. Não era um adulto, apesar de levar a vida de um recém-adulto. Mas eu queria poder fazer tudo isso sendo eu mesmo, algo que infelizmente não seria possível. Tudo pela minha própria segurança. Adentrara o hospital agora há pouco, com a mesma aparência que tinha ao ir à Universidade: cabelos negros, sempre bem penteados; três centímetros mais baixo do que minha estatura normal; pele morena; olhos cor de mel. Esse era eu, e pra disfarçar mais ainda, punha óculos redondos em meu rosto. – Bom dia. – Cumprimentei as recepcionistas, com uma voz mais robusta do que a minha normal. Porém, notei uma das mulheres me chamar no balcão da recepção, e eu logo apareci, debruçando-me nele. 

Ela dissera que o curandeiro responsável pelas criaturas mágicas exigia minha presença no consultório III, no primeiro andar. – Obrigado por avisar. – Disparei as palavras rapidamente, e logo tratei de me dirigir ao local onde estava o curandeiro. Ao entrar no consultório, o homem notou minha presença imediatamente, e me chamou para perto dele. Não perdi tempo, e me aproximei do mesmo, observando o paciente na maca ao seu lado. – Mandou me chamar, senhor? – Perguntei a ele, curioso. Queria ver até onde poderia ajudar. Ele olhou o paciente, e em seguida, me falou que precisava que eu fizesse um raio x do braço direito daquele paciente. – Faço sim, mas antes me diga. O que aconteceu com ele? – Indaguei, ouvindo-o responder apressadamente que ele havia levado uma queda durante um voo sobre um dragão. Arregalei meus olhos, e peguei a varinha de dentro do jaleco branco que estava vestindo. – Ilcorporis braço direito! – Proferi o feitiço, que imediatamente emitiu efeito, nos mostrando uma visão interna da região, que por acaso apresentava uma fratura. O curandeiro resolveu a parte da fratura, mas havia ainda uma hemorragia na área, indicada por uma mancha. – Inner curatis!! – Pronunciei, dando um fim à hemorragia. 

O curandeiro me olhou torto, mas depois pediu que eu fosse até o armário ao final do consultório e trouxesse essência de ditamno e uma solução fortalecedora. Assenti, e após guardar a varinha de volta, caminhei apressado até o armário. Abri o mesmo, e procurei pelos itens que o curandeiro havia me solicitado, até encontrar um frasco de cada. Peguei ainda dois copinhos de café, e enquanto carregava tudo aquilo comigo, andei novamente para perto do homem. – Aqui, senhor. – Entreguei o frasco de ditamno e um dos copinhos a ele. Derramei parte da solução no copinho de café, e após o paciente recuperar sua consciência e o curandeiro situá-lo do que acontecia, entreguei o copinho ao paciente, que tomou a solução rapidamente.  Depois daquilo, o doutor disse que o levaria a um dos quartos de repouso, e que eu estava liberado, ao menos daquele caso. – Ok. – Falei sem rodeios, e após o paciente e o curandeiro saírem dali, ouvi uma voz feminina. A voz perguntava " Missy? Você está aqui? " Senti meu coração bater forte em meu peito, ao reconhecer a dona da voz, que parou ali à frente do consultório onde eu estava. Não podia perder aquela chance. Ela estava perto demais. Em dois segundos, reassumi minha forma física, e andei até a porta do consultório, onde ela estava. Cutuquei seu ombro, e sorri de canto ao vê-la virar, assustada. – A Missy não está aqui. – Murmurei, ansioso pela reação da garota, tão familiar, tão conhecida. Resolvi parar de sorrir, ainda que fosse um esforço enorme, porque há tanto tempo eu não a via.


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Re: Consultório III

Mensagem por Jennifer LeBlanc Rousseal em Dom Mar 29, 2015 6:13 pm




O sorriso que antes se mantinha em meu rosto agora sumiu. Tudo estava fora do lugar, minha vida, minhas emoções e meu mundo. As aulas de Arte das Trevas me incomodam e me maltratam, é comum eu voltar pra comunal da lufa com marcas roxas no corpo e sem comer nada. So que comia e ficava bem era a Sonserina e isso me torturava por dentro, porque não so eu, como minha irmã estávamos sofrendo e eu ainda não tinha Samuel junto de mim. Perder Sophie já foi doloroso, perder Samuel seria pior ainda.
 
Na lufa tínhamos a informação de uma lareira na grifinoria que ainda funcionava bem e eles tinha pó de flu escondido. Usávamos para escapar e conseguir coisas para nos manter. Quando souberam que nossa colega Annelise estava quase desmaiando de dor, pediram-me para ir ao mungus pedir ajuda à minha irmã e estagiaria Melissa. Usei a rede para ir e então cheguei à recepção. Não falei com ninguém por medo de ser um comensal, só peguei minha varinha e comecei a andar esgueirando-me nas paredes.
 
Fui de sala em sala procurando por Melissa. Ela não me disse em qual área trabalhava, talvez porque atuava em todas? Sei que não esta nada fácil acha-la – Melissa! Missy cadê você?! – exclamei baixo apavorada e com o coração quase saindo pela boca – Missy!? Vamos é a Jenn! – chamei mais uma vez minha irmã, mas nada dela aparecer. Passei para a outra sala, nela havia uma placa metálica que dizia “Consultório III”. Andei ate ele e fui entrando devagar. Parei ainda na porta e chamei por Missy novamente, mas o som de minha voz fora roubado após ver um rapaz ali. Senti a mão tremer com a varinha em punho e então dei passos curtos para trás, tentando me manter calma, ate que noto que do nada o rapaz muda de forma. Quando se aproximou de mim meu coração pareceu parar e meus olhos ficaram fixos. Eu perdi o controle sobre mim mesma, era surreal o que estava na minha frente – S-Sa-Samuel!? – pigarreio sentindo minha visão ficar turva. Minha cabeça começou a doer e então impulsivamente segurei em seu braço. Ele sorria como se estivesse muito feliz com o ocorrido e eu estava desnorteada. Como assim? Ele sai do castelo e vem parar no hospital? Assim e não me diz nada? Porque ele fugiu de mim? Porque não me falou nada. Velo ali só me deixou com mais raiva dele. Tirei minhas mãos dele e me afastei fechando a expressão de felicidade em velo – O que você faz aqui? – perguntei fria e sem expressão nenhuma, evitando a qualquer custo olhar em seus olhos. Sabia que não resistiria, eu o amava tanto que cederia às mentiras dele e isso estava fora de cogitação para mim. 



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Re: Consultório III

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Dom Mar 29, 2015 6:45 pm

FIRST DAY AT NEW WORK – AND I HAVE VISITS
Ela ficou calada por muito tempo, o que me preocupou. Eu sabia que iria dar trabalho pra contar tudo, porque ela simplesmente não sabia de nada. Mas eu não tive como contar, tudo aconteceu rápido demais. Depois de gaguejar meu nome, o que me deixou nervoso pelo fato de os demais funcionários não saberem minha real identidade, ela perguntou num tom frio o que eu fazia ali. Mordisquei o lábio inferior quando a mesma tirou a mão do meu braço. – Eu trabalho aqui. Sou estagiário universitário. – Falei, respondendo à pergunta dela. Só que eu tinha plena consciência de que ela tinha muitas indagações em mente. Por que eu sumi, por que não falei nada, quando não estava no Mungus onde eu estava... Suspirei pesado, e puxei ela de uma vez para dentro do consultório, e fechei a porta. – Vou contar tudo. Você deve ter muitas dúvidas, e vou saná-las aqui, agora. – Disse sério, e me sentei numa das macas, balançando as pernas e a encarando, receoso. – Espera, acho que tenho algo aqui... – Murmurei, levando uma das mãos aos bolsos do jaleco, e depois do jeans surrado que usava por baixo. E então, encontrei a cartinha que escrevera há alguns dias atrás, na sede da Ordem da Fênix.

Alisei o papel dobrado, e voltei a olhar para Jennifer. – Aqui. Vai ajudá-la a entender parte das coisas que vou te contar. – Entreguei o papelzinho à ela, que imediatamente o abriu e começou a ler. Desviei o olhar dela, sentindo um frio na barriga. O que ela pensaria de mim depois de ler a cartinha? Será que acharia que eu era um mentiroso? Não sei, não faço ideia. Só espero que ela não me julgue sem saber da real situação. Esperei pacientemente que ela terminasse de ler, e como ela não disse nada, e eu já não aguentava mais ficar calado, resolvi falar. – Se bem me lembro, não disse aonde estava. Bem, digamos que agora eu vivo na Ordem da Fênix, e eu curso medicina bruxa na Tendrix. – Optei por dizer aquilo tudo em um baixo tom, afinal, não sabia se tinha gente atrás da porta do consultório ouvindo o que eu dizia. Era melhor não arriscar. Pulei da maca, indo de encontro ao chão, e sem mais nem menos, me aproximei de Jennifer, até demais. Segurei seu rosto com minhas mãos, e depois de olhá-la nos olhos, colei meus lábios nos dela, beijando-a intensamente. Estava com saudades dela, e tinha ficado tempo demais sem vê-la. Não tinha como me controlar, tendo ela ali, tão perto de mim, como era antes. Afastei meus lábios dos seus, e encostei minha testa na dela, sentindo a respiração ofegante dela bater em meu rosto. – Desculpa, Jenn. – Ciciei, me sentindo culpado por tudo. Fiquei quieto, desta vez, esperando algo que ela pudesse fazer.


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Re: Consultório III

Mensagem por Jennifer LeBlanc Rousseal em Dom Mar 29, 2015 11:32 pm




Quando o olhei tive receio de estar sendo enganada por alguém, não sei isso parecia extremamente surreal para mim. Olhei para ele mesmo que me contendo, ele estava ali, na minha frente. Sonhei tanto em revê-lo, passei noites pensando que ele havia me deixado, ou pior, que tivesse morrido. Ele me afirmou explicar tudo e isso me trouxe a cena de um filme à mente onde a mocinha provavelmente negaria e isso acarretaria em muitos maus entendidos. Rapidamente reprimi essa ideia de negar ouvi-lo e lhe dei uma chance de me explicar tudo isso – Espero que seja bem convincente. – murmurei para ele ainda fria. Não podia saber se tudo o que ele dizia era verdade, mas contava com o amor que sentíamos um pelo outro e na confiança que escolhemos ter. Isso me fez perceber seus gestos e a cada ação dele eu fazia uma leitura de seus pensamentos. Quando ele levou a mão ao bolso constantemente pensei que seria impossível ele mentir, ele não faria isso comigo, se não, caso contrario não estaria ali disposto a provar sua “inocência” com um bilhete escrito anteriormente, outro fato que me levava a crer que ele nunca me esqueceu.
 
Quando ele me entregou aquele pedaço de papel amassado, meu coração gelou. O estado do papel não era dos melhores, parecia que tinha dias ali naquele bolso. Comecei a ler cada trecho imaginando sua voz aflita narrando-me isso. Não pude acreditar no que li, era tudo muito surreal e sórdido. Minhas mãos ficaram tremulas, meus pés gelaram e meu coração estava parando, literalmente desconfio – Como posso crer nisso? Porque você me escondeu que era herdeiro Samuel? Porque fez isso comigo? Eu tinha pensado que você tinha fugido e cansado de mim, que tinha morrido... Você não devia ter feito isso! – uma lagrima rolou em minha face. Meus olhos berravam meu amor e alivio por vê-lo bem, mas uma parte magoada de mim estava extravasava pensamentos antes reprimidos pela ausência dele. Outra parte de mim passou a compreender que tudo feito por ele foi necessário e gritava de alegria em te-lo ali. Entrei em conflito. Não sabia mais o que pensar. Meu corpo o desejava, mas minha faísca de magoa insistia em resistir fria. Ele então derrama em mim em uma curta explicação tudo o que houve, tornando as coisas mais claras em minhas mente. Ele então salta próximo a mim, o que me causa um extremo frio dentro de mim. Meu coração que antes parecia ter falecido, agora bate tão forte que minha cabeça pulsa e os tímpanos resistem a explodir. Sinto a pressão e o calor subir em minha pele, tornando a sensação interior de meu corpo gélida, próxima ao calor que minha pele agora exalava próximo a ele. Sinto suas mãos em minha face e o meu corpo ceder-se totalmente a ele e impulsivamente o beijar intensamente, deixando o papel antes em minhas mãos cair, enquanto minhas mãos iam em torno de seu pescoço. Entreguei-me totalmente à aquele beijo, estava morta de saudade dele, meus gestos foram expressivos ao que eu sentia; O amo e nada importa! Seus pedidos de desculpas após nosso beijo se torna musica dramática a meus ouvidos. Posso sentir o arrependimento pesar na voz dele. Fico ofegante momentaneamente, mas volto a respirar quando sinto suas mãos ainda a me tocar e então pego em seu braço, firme para garantir que ele não saia mais de perto de mim – Claro que te perdoo mon amour! – exclamo alegre o beijando, mas um beijo de matar a saudade, tal que agora não me incomodava mais.


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Re: Consultório III

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Seg Mar 30, 2015 3:52 pm

FIRST DAY AT NEW WORK – AND I HAVE VISITS
Encarar uma Jennifer fria não era fácil pra mim. Mas ela tem seus motivos para agir daquela forma, e eu só podia estender meu sentimento de culpa, por tudo. Sem contar que eu simplesmente sumi, sem dar satisfações, sem dizer aonde fui, porque e como estava. E como se não bastasse, ela tinha se preocupado. Eu a tinha deixado sozinha em Hogwarts, que não era mais um lugar seguro. – Não se preocupe. Além de convencê-la, só existem verdades nesse papel. – Tentei fazê-la acreditar que na cartinha havia tudo, exceto o local onde eu estava e os que frequentava. Mas, como escrevera aquilo pensando em entregá-la, não sei bem como, em Hogwarts, pela minha segurança não disse tais informações. Seria demais, fora que escrever à ela já fora um risco, caso eu quisesse mesmo dar a ela no castelo. Aguardava impaciente que ela terminasse de ler logo aquilo, e ao mesmo tempo ansiava pra que ela falasse algo sobre. Quando ouvi-a falar, ergui a cabeça, e encarei o rosto dela, até ver uma lágrima cair de seus olhos, depois de ela terminar de falar. Mais um motivo para me sentir culpado: fiz ela chorar. Já não aguentava mais, toda aquela culpa, aquele peso em minha consciência, martelando diariamente em minha cabeça, só que no momento, era pior. Era pior porque ela falava à minha frente, porque ela estava ali. E ela tinha suas razões.  – Não chora! Não por minha causa, Jenn! – Falei preocupado, ainda que longe dela. Depois de suspirar baixinho e pensar um pouco, resolvi me aproximar, pra falar alguma coisa. Por mais que eu não tivesse dito nada, eu tinha motivos, e precisava explicar isso pra ela. 

Antes de mais nada, passei o polegar suavemente em seu rosto, limpando a lágrima que caíra de seus olhos bonitos. – Escuta, eu não contei nada antes porque eu não achei que fosse algo importante. Ah, eu carrego o sangue de Helga Hufflepuff, mas e daí? Até essa maldita invasão, nada tinha mudado na minha vida. Tanto que os demais herdeiros nem sabiam que eu era um deles! – Comecei a explicar, tentando fazer isso de maneira calma. Me afastei um pouco dela, mas continuei a olhar em seus olhos. – Ainda continuávamos só eu e você, entende? – Ao falar isso, não me contive, e abri um pequeno sorriso no canto de meus lábios. Porém, ao pensar nos ataques, no que eu poderia ter sofrido e no tempo que passei longe daquela garota, o sorriso aos poucos foi sumindo, até restar somente uma expressão séria em meu rosto. – Mas aconteceram os ataques. E junto com isso, me capturaram e cortaram minha mão, para ter meu sangue. Na verdade, eles queriam o sangue da Aimée, só que eu tinha assumido a forma física dela, pra salvá-la. – Mostrei a palma da minha mão direita, onde ainda estava a cicatriz do longo corte que o comensal fizera ali. – Jenn, se os aurores não tivessem aparecido, eu não estaria aqui. E aí, não tivemos escolha. Membros da ordem nos levaram para a sede dela, e vivemos lá até agora. – Por fim, terminei de falar. Os detalhes estavam na carta, que eu demorei pra escrever, mas eu queria que ela ouvisse parte daquilo da minha boca. Na minha cabeça, era mais fácil de ela acreditar em mim. Depois de beijá-la e de pedir desculpas a ela, senti seu toque em meu braço, e abaixei a cabeça. O que isso queria dizer? Ela ainda ficaria com raiva de mim? 

Ouvir a voz dela me causou expectativa e ansiedade, fazendo com que meu coração aumentasse seu ritmo do batimento cardíaco. Quando ela terminou de falar, mal tive tempo de sorrir, porque a mesma já havia tomado conta de meus lábios. Retribuí ao beijo, puxando-a para mais perto de mim e colocando toda a saudade que sentia pra fora. Com certa relutância, desgrudei nossos lábios, e me limitei a reproduzir um sorriso enorme. – Sobre eu ter fugido por estar cansado de você ou não te querer mais... – Retomei uma parte da fala anterior dela, que havia me magoado internamente. – Como pôde ter pensado isso? Nem quando eu era Monitor-Chefe eu larguei você, ainda que tivesse minhas ocupações. Tá certo que minha atual situação nem se compara ao antigo monitor, mas mesmo assim. – Dei uma pausa, respirando fundo e devagar. – Jennifer, coloca na sua cabeça que eu amo você. Cara, eu te amo! E eu nunca deixei de te amar! – É, eu estava claramente me declarando num consultório médico. Mas eu não ligava para o espaço ou a situação em que estava. O que importava, era que eu finalmente tinha a garota que eu amava ali comigo, depois do que pareceu uma eternidade. – Je t'aime, amour. – Imitei o francês dela, propositalmente, e por mais ridículo que tivesse sido, o que eu disse era a mais pura verdade. Podia dizer que era uma das poucas certezas que eu tinha em minha vida. – Será que se eu falar no seu idioma você entende? – Falei carinhoso à ela, colocando uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha.


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Re: Consultório III

Mensagem por Jennifer LeBlanc Rousseal em Ter Abr 14, 2015 1:29 am




Era muita informação para mim. Tudo parecia surreal, mas aos poucos comecei a entender afinal o que ocorrera. Sorri como se estivesse aliviada, mas não consigo conter uma lagrima que rola em minha face. Estava finalmente com ele e sabia os motivos e agora me sentia uma idiota por ter duvidado tanto dele. Nunca fui firme para namoros, ele é meu primeiro namorado desde que comecei a minha vida! Quando cheguei em Hogwarts foi o primeiro com o qual me afeiçoei e desde então estamos juntos, quatro anos juntos e de repente estes eventos nos separam sem nem um pouco de misericórdia.
 
Deixe-me ser levada pela situação e naquele momento o nosso beijo foi o que me trouxe para mais perto ainda de seus sentimentos mais profundos, de uma forma tão intensa que mal podia discordar de uma só palavra dele, era como se passasse a compreender tudo o que ele sentia – Você tenta me entender, sei que errei em pensar isso, mas poxa, eu estava magoada, não sabia de nada! – exclamei arrasada por dentro, como se meu peito se contraísse e explodisse instantaneamente, destruído-me por dentro. Sua respiração e aproximação se tornaram mais desconfortáveis para mim, mas não de um modo ruim. Estava pela primeira vez depois de anos com vergonha em timidez de Samuel. Ouvi-lo dizer que me ama foi o que me tranquilizou. Senti um peso fluir para fora do meu corpo – Mon amour, perdão, amo você, também nunca deixei de ama-lo... – sorri boba quando ele murmurou – Claro que entendo! –praticamente gritei e então saltei nele o abraçando forte. Afundei meu rosto em seu ombro e então me segurei a ele, sentindo seu perfume e seu corpo quente abraçando o meu. Senti-lo finalmente novamente como meu namorado, o único que verdadeiramente amo era maravilhoso.


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Re: Consultório III

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Seg Abr 20, 2015 3:20 pm

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Tentei me manter paciente, enquanto ela tentava absorver todas aquelas informações novas, mas nem sempre era fácil. Apesar de ser geralmente tranquilo, eu já não conseguia mais aplicar isso a mim. Quer dizer, não agora, não na atual situação, com todas essas voltas que minha vida deu. Revirei os olhos quando ela voltou a falar, porém a encarei de maneira séria, e claro que não fiquei calado. – Sei que você não sabia de nada, e já entendi que isso é culpa minha. – Protestei, cruzando os braços. – Bom, o importante é que agora você sabe de tudo. – Suspirei, assim que terminei de falar, como se tivesse demorado pra contar tudo à ela, e de fato, demorou. Mas, pelo menos agora, acho que quanto a esse ponto estou bem resolvido com ela, o que me aliviava em muito. E depois de tanto tempo, ouvi-la me chamar de " mon amour " novamente me causava tanta vergonha quanto no primeiro dia que ela fizera isso. De certo modo, parecia tudo novo, como se tivéssemos recomeçado, mas não do zero. 

Recomeçávamos de onde havíamos parado, desde a última vez que nos vimos, e como um grande intervalo de tempo se instaurara entre os dois momentos, eu sentia como se fosse algo novo e familiar, ao mesmo tempo. – Me ama mesmo? – Perguntei duvidoso, mas ao mesmo tempo sorridente, apenas dando-me por satisfeito ao ouvir ela repetir o que dissera. – Claro que ama. Todos me amam. – Murmurei convencido, tocando um de meus dedos na pontinha do nariz dela. Sorri ao ouvi-la gritar que me entendia, e aumentei o sorriso ao sentir ela me abraçar forte. Retribuí o abraço, apertando-a em meus braços, mas sem exagerar. – Não sabe o quanto esperei por isso. – Sussurrei, beijando o pescoço dela. Era demais querer vê-la todos os dias, como antes? Não, mas infelizmente não seria possível. E pensar isso me irritava, como se eu tivesse culpa daquilo, o que na verdade eu não tinha. Só o que me confortava era pensar que alguma hora, tudo iria passar. Como diz a música: " Quando a chuva passar, quando o tempo abrir, abra a janela e veja eu sou o Sol. " No caso, o Sol era a Jennifer.


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Re: Consultório III

Mensagem por Jennifer LeBlanc Rousseal em Ter Abr 21, 2015 11:34 pm




Ele fez uma brincadeirinha boba que me fez sorrir novamente. Fechei os olhos lentamente ao senti-lo respirar tão perto assim de mim. Sorri boba e então abri os olhos azuis que eu tinha, dando de cara com ele me fitando - Convencido voce... mas sim, o amo e muito! - ri e então o beijei segurando seu rosto em minhas maos meio tremulas e machucadas. Logo abaixei o braço e afundei o punho totalmente em meus bolsos, sorrindo torto. Meu coração agora estava mais leve, mas claro, eu não ficava totalmente feliz. Se soubessem que eu era namorada do Samuel, digo, os comensais, poderia prejudica-lo, afinal eu sei do que esta havendo - Talvez tenha sido uma má ideia voce ter se aberto comigo... temo por sua segurança amor, não quero ser culpada por prejudicar voce. - senti minha voz fraquejar e meu coração saltar pela boca. Fiquei tremula, até lembrar-me do que vinherá fazer aqui. Com tanta euforia ao reencontra-lo acabei esquecendo-me de Annelise que deve estar aos prantos de tanta dor - Mon cher, voce sabe o que eu posso dar a minha amiga? Ela esta sentindo muita dor por causa das torturas e... - neste momento meu ar faltou e engasguei com meu temor ao relembrar tudo o que vivenciei. So voltei a respirar dez segundos depois, mas pareceram horas. Segurei firme na mão dele retirando minhas mãos rapidamente do bolso, pude as sentir gelada, mas fingi que nao era nada, so o que eu precisava agora era de algo para parar com nossas dores e a de Annelise claro.



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Re: Consultório III

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Qua Abr 22, 2015 7:19 pm

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Ri do comentário dela, e sem ter outra reação, ela me beijou rapidamente, ao que retribuí, abraçando-a. – É né, mas o convencido te ama. – Sorri mostrando todos os dentes, e apertei-a em meus braços, sentindo o perfume dela e sua presença ali, próxima a mim. Franzi o cenho quando ela começou a falar sobre ser uma má ideia eu ter contado tudo a ela, mas pensando bem, ela tinha lá sua razão. Podia me prejudicar, porém se fosse por ela, eu nunca veria isso como um problema. Na real, eu não dava importância. Sendo assim, apenas dei de ombros, e ela pareceu não entender. – Só vou me prejudicar se você contar isso aos comensais. – Falei pra ela, começando a pensar melhor sobre o assunto. Bem, realmente só ia sujar pro meu lado se ela comentasse com os seguidores do Lorde Zsadist sobre a minha situação, mas eles podiam ameaçar torturá-la se ela não falasse nada. Neste caso, eu não tinha como culpá-la, até porque eu tinha certeza que ela não me deduraria assim. – E você só vai fazer isso se eles ameaçarem torturar você. Não é amor? – Perguntei a ela, enquanto esperava por sua resposta, apesar de já ter uma ideia do que seria. 

Em seguida, mudado o assunto, Jennifer perguntou se eu sabia de algo para dar a uma amiga, que sofria com as torturas na escola. Claro que, se uma amiga dela sofria isso, comecei a pensar que acontecia o mesmo com ela, e cá entre nós, pode ser possível. Olhei para ela desconfiado. – Tem certeza que é só a sua amiga? Ou você também tá sendo agredida e não quer me falar? – Não consegui me aguentar, e disparei aquilo pra ela. Eu queria uma resposta, o mais rápido possível, antes que eu ficasse maluco com aquela possibilidade. Enfim, enquanto esperava, também pensei em alguma poção ou feitiço útil, mas era difícil sugerir algo assim, quando você não sabe que tipos de machucados foram gerados a partir daquelas agressões, mesmo que eu pudesse ter uma ideia. – Sobre a sua amiga... Depende muito da lesão que foi originada a partir da agressão. Preciso de detalhes. – Disse, olhando bem em seus olhos. – Você fala de arranhões? Cortes? Dores musculares? – Mencionava várias opções, para que ela entendesse melhor o que eu quis dizer com a necessidade dos detalhes. 


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Re: Consultório III

Mensagem por Jennifer LeBlanc Rousseal em Qui Abr 30, 2015 11:47 pm




Fiquei abismada quando ele passou a insinuar que eu faria tal coisa. Mesmo sabendo que nao foi sua intenção, nunca faria isso, jamais em sã consciência faria tal coisa - Samuel, nunca faria isso com você, nao sou louca, mas entenda que se eles descobrem que sou sua namorada e resolvem usar a poção da verdade em mim, nao serei mais eu entende? Eles podem me torturar o quanto quiser, enquanto for eu mesma nunca irei falar nada. - explico minha linha de raciocínio e então sinto meu peito gelar. Fico meio triste, mas entendo que ele nao fez por mal, embora tenha me chateado.

Mudamos de assunto e então ele me questiona algo que aperta ainda mais meu peito. Não tinha coragem de dizer a ele e deixa-lo mais chateado. Engulo seco e evito fita-lo nos olhos, virando-me para o lado. Fiquei de costas para ele e abaixei a cabeça. Após me lembrar de todas aquelas aulas eu pude sentir uma lagrima rolar. Sequei e respirei fundo sentindo-o me puxar. Eu tinha que escolher rápido, ou falava ou mentia e o deixava pior - Durante as aulas de artes das trevas tivemos uns desentendimentos. Melissa passou mal por nao ter comido direito e quando fui ajuda-la eles nos... - minha voz falha e não consigo dizer nada do que as memorias me recordam. Era doloroso demais para mim. Com certeza ele ja deve ter entendido, entao poupei-me de falar mais e acabar chorando. Abri a blusa de frio meio suja que eu usava. Samuel podia nao ter nem sequer ligado, mas eu estava suja de poeira da lareira e minhas roupas estavam amassadas e sujas de pó, nao muito, mas também nao estavam em bom estado. Ergui a manga da minha blusa e então mostrei as marcas roxas no meu braço. Depois que ele tateou pude sentir leves dores, mas disfarcei ao máximo. Mostrei também a queimadura em meu abdômen. Aquilo era demais para mim.


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Re: Consultório III

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Sab Maio 02, 2015 3:58 pm

FIRST DAY AT NEW WORK – AND I HAVE VISITS
A reação dela não poderia ter sido outra, senão discordar e tentar me fazer entender que ela não seria capaz de fazer aquilo em sã consciência. E eu acreditei, ou melhor, acredito nela. Ouvi-la falar me fez morder meu lábio, pensando na possibilidade de acontecer algo grave como o que ela dizia. Seria mesmo muito ruim se soubessem algo de mim, a esta altura do campeonato, além de que não se trata apenas de mim, mas dos outros herdeiros. – Realmente pode acontecer. Mas você ansiava tanto pela verdade que eu não conseguiria mais omitir o que estava acontecendo, tanto que nem pensei nisso. – Encarei-a sério. Apesar de ela ter tocado num ponto importante, e preocupante, estava cansado de falar sobre a minha vida na atual conjuntura. Queria saber dela, e não esqueci da pergunta que havia feito, ainda sem resposta. Ela ter virado de costas por um tempo e ter ficado calada não ajudou. Foram atitudes como aquelas que me fizeram desconfiar de que alguma coisa tinha acontecido, e Jennifer não queria contar. Poxa, eu me abri com ela, por que ela não faz o mesmo? Quando puxei-a e pensei em dizer algo, ela falou primeiro. E ainda que não tenha concluído o que queria dizer, já era o suficiente pra mim. Torturaram-na, e eu estava longe. Não podia fazer nada. Pensar naquilo não melhorava em nada as coisas. Continuei quieto, enquanto ela resolveu mostrar os machucados que ganhara. Marcas roxas nos membros superiores, claras de que bateram nela, e uma queimadura na região abdominal.

Como proceder? Em todo esse tempo, eu sabia que isso poderia ter acontecido, mas vivenciar era pior do que somente imaginar. – Jennifer, deita nessa maca. – Pedi com a voz baixa e irritada. Ela demorou, mas assim que se deitou ali, coloquei na minha cabeça que ia cuidar daquilo. Pensei um pouco, e resolvi que antes de mais nada, perguntaria algumas coisas à ela. Me aproximei da maca, e ainda com dificuldade de encarar aquilo, respirei fundo. – O que te incomoda com mais intensidade? Os hematomas ou a queimadura? – Indaguei. Antes que ela pudesse responder, falei de novo. – Há quanto tempo foi isso? – Além da natural preocupação que tinha, se tratando dela, tentava agir como se estivesse com um paciente normal, em dias de trabalho comuns. Ajudava a não pensar muito em como ela sofrera com tudo aquilo. Por alguns instantes, saí do consultório, deixando-a deitada na maca, mas logo retornei, com uma compressa gelada e algumas pomadas. Ao me reaproximar, entreguei a compressa à ela. – Coloque sobre as áreas arroxeadas. Vai ajudar a fazer com que essas manchas sumam. – Murmurei preocupado. – Posso? – Perguntei, após colocar um pouco da pomada em minha mão e apontar para a queimadura. Apenas quando ela respondeu, apliquei a substância em toda a área afetada, tentando não causar muita dor ao entrar em contato com ela. – Tá doendo? – Disparei imediatamente, ao notar ela fazer uma careta. Assim que terminei, soltei um suspiro, sentando em uma das extremidades da maca. Ao passar de cinco minutos, retirei a varinha do bolso do jaleco, e apontei para a queimadura. – Curation Ardens. – Proferi inerte.

Passei a mão na cabeça dela, e dei um sorriso pequeno. – Sente-se melhor? – Indaguei com curiosidade, esperando que ela estivesse pelo menos sentisse menos dor. Lembrei de ela ter mencionado a irmã, e rapidamente peguei a pomada. – Pode levar. E uma compressa também seria útil, mas daqui que você retorne, ela não vai mais estar gelada. – Tentei pensar em algo que ela pudesse fazer, que substituísse a compressa de gelo, e então tive uma ideia. – Se precisar, enrole cubos de gelo num pano ou toalha, e faça o mesmo que está fazendo agora com a compressa. – Disse por fim. Apesar de me irritar com a possibilidade de acontecer aquilo, ou pior, novamente, pelo menos ela não precisaria vir até aqui para tratar das lesões, além de que aquilo serviria para outras pessoas em situações parecidas. É um horror pensar que aquilo é normal em Hogwarts, e que qualquer um está sujeito a essas agressões.


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Re: Consultório III

Mensagem por Jennifer LeBlanc Rousseal em Sab Maio 02, 2015 5:42 pm




Senti a voz de Samuel mudar de uma forma nada confortável. A princípio fitei o chão dispersa pensando no que ele estaria passando com todas essas informações, tudo isso de uma vez só. Não queria que ele sofresse tanto com tudo o que estava acontecendo no mundo bruxo, mas não era só ele, todos estávamos. Quando dei por mim deitei-me logo na maca como ele havia “ordenado”. Deitei-me de lado e repousei a cabeça deixando meus cabelos recaírem sobre meu rosto. Uma lagrima rolou quando o esforço fez as dores ficarem pior. Levei o pulso ate a face e sequei a lagrima, realinhando a mecha de cabelo que caia em minha face. Olhei para a frente, vendo o consultório onde estávamos, fitei qualquer coisa ali, mas não conseguia olhar para ele – Foi há... há uma semana. – murmurei para ele depois de refletir cinco segundos. Quando ouvi a porta se abrir olhei para trás notando que ele saia por ela. Logo afundei minha face no travesseiro e então fiquei ali, tentando não pensar em tudo aquilo, apenas convencendo-me de que não fora uma boa ideia vir aqui e que de agora em diante eu teria, mais do que ninguém, que tomar muito cuidado. Quando ele voltou respirei fundo e voltei com a face para ele que me entregava uma compressa – Tabom... Pode, pode sim. – me senti uma estranha ali sob os cuidados do meu próprio namorado. Era tão estranho estar nesta situação, é difícil de explicar, mas naturalmente estou tentando ser o mais forte possível.
 
Coloquei a compressa sobre os hematomas e então senti o frio me ferir, mas com o tempo aliviou a dor de certa forma que nem o frio poderia me importar. Logo ele começou a passar a pomada na queimadura, eu somente tentei me conter, pois era importante não fraquejar. Ele me questionou sobre se eu sentia dor, mas só pelo silencio sabia que ele já havia notado, mesmo assim tentei tranquiliza-lo – Não, to bem. – murmurei tentando não parecer uma criancinha que se nega a ir ao medico. Logo posso ouvir a voz tremula de Samuel ao citar um feitiço de cura do qual conhecia bem. O incrível era que eu já estivera naquele hospital e ainda me questionava sobre como tratar meus amigos. Acho que na dor e sofrimento não nos ligamos muito ao passado, acabamos presos no presente constantemente árduo.
 
Logo depois disso senti a mao dele em minha cabeça, uma sensação tão agradável que chega me tranquilizar – Sim, estou bem melhor. – murmuro mesmo que esteja exagerando um pouco. Sei que ele esta magoado com esta situação e o mínimo que eu poderia fazer é isso. Olhei para ele que me instrui sobre a compressa, ouço em silencio e guardo tudo na memória. Seria de grande ajuda sim, e usaria com certeza. Com a pomada em mão virei-me para Samuel, ainda deitada na maca e então tentei me levantar. Ele me ajuda e então seguro em seu ombro, pisando no chão sem nenhum problema. Agora de pé conserto minha roupa e então fito sua face que não é a das melhores – Voce vai ficar bem? Promete? – perguntei sentindo minha voz fraquejar. Estico a mao direita que estava livre para acariciar sua face, sentia tanto a sua falta. Segurei a pomada com a mao esquerda e senti sua pele quente em minha mão, era tão bom saber que ele estava bem, ao menos agora eu saberia dele e não ficaria mais preocupada, o importante era ele tomar cuidado com Melissa – Amor, toma cuidado com a Missy, ela não pode saber que você esta aqui, de forma alguma. – murmurei para ele. Não era que eu não confiava na minha irmã, mas isso não podia ser dito a ninguém. Após fitar seus olhos por alguns segundos não me contive em abraça-lo, repousando a cabeça em seu ombro – Amo você e por favor, toma cuidado. é melhor você assumir a sua forma agora, alguém pode entrar. – disse desfrutando dos últimos momentos em que podia ver sua face como ela realmente era. Que situação terrível ele esta passando e eu desconfiava dele, mon dieu.


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Re: Consultório III

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Qua Set 02, 2015 9:46 pm



working hard today
Adentrei o consultório III apressado, após ter sido informado por um dos funcionários também de plantão que havia um paciente me aguardando. Rapidamente, vesti o jaleco branco por cima do suéter cinza que usava hoje, e peguei o prontuário sobre uma mesinha. Enquanto lia alguma coisa ou outra, me aproximei da maca mais próxima, onde repousava um jovem adolescente, fraco eu diria. — Olá? — Indaguei, observando curioso o paciente, que nem se moveu e tampouco falou. Isso me fez ficar preocupado, e então o olhei atentamente. Percebi que seu corpo estava muito ensaguentado, ele respirava descompassadamente e suava frio. Sem nem pensar duas vezes, saquei a varinha e larguei o prontuário numa mesa ali ao lado. — Vive mortis!! — Proferi, após arregaçar as mangas do jaleco. Visto que ele estava muito mal, tive que garantir sua sobrevivência, e naquele momento agradeci por existirem feitiços e mágicas. Caso contrário, aquela " garantia " não seria uma opção minha. Ainda com a varinha em mãos, procurei por indícios de lesões mais graves, como hemorragias internas, fraturas e outros. Só que eu não podia enxergar coisas internas a olho nu né? — Ilcorporis abdômen! — Falei, observando a visão interna do abdômen dele, onde notei haver uma hemorragia, que por Merlim não era tão grande. — Inner curatis! — Disse firmemente, estancando a hemorragia, que já não era mais um problema.

Após fazer aquilo, ouvi a porta se abrir estrondosamente, e vi uma funcionária se aproximar com alguns frascos e copos. — Ditamno e solução fortalecedora... — Murmurei para a mesma, ao reconhecer dois dos frascos de poções que ela trazia consigo. E então, ouvi-a comentar que o jovem havia caído de um dragão, no ar. Arregalei os olhos, e imediatamente apontei a varinha para um de seus braços. — Ilcorporis braço! — Pronunciei de imediato, tendo mais ou menos um raio-x do braço dele, onde identifiquei uma fratura considerável. —  Brackium remendo! Reparo Ossius! Reparo Ossius! — Falei, dando um " fim " à fratura originada, provavelmente, pelo impacto daquela queda, que deveria ter doído pra caramba. O jovem poderia estar morto, no entanto estava ali, sendo atendido e depois de algum tempo ficaria bem, fora de risco e saudável outra vez. — Estanque sangria! Estanque sangria! Estanque sangria! — Murmurava repetidamente o feitiço, estancando sangramentos externos de alguns machucados, também consequentes da queda, certamente. — Revive mortis! — Cancelei o primeiro feitiço que aplicara na vítima, e olhei para a funcionária. — Você aplica ditamno e eu dou a solução. — Deixei combinado, e então ela me passou o frasco com a solução. Despejei parte do conteúdo num copinho de café, e assim que o jovem foi acordando e recuperando seus sentidos, lentamente, entreguei o copo a ele.

Ele me lançou um olhar curioso, e ao olhar em volta, percebeu que estava num consultório e que já fora quase que devidamente tratado. — Tome aqui, vai ajudar no fortalecimento de seu osso recém consertado. — Comentei calmo, e com um sorriso simpático em meu rosto. Ele bebeu a solução, e estremeceu levemente com a sensação de ingestão do líquido. Devagar, ele agradeceu pelo cuidado com ele, que sabia que havia sido irresponsável a ponto de voar a uma altura considerada perigosa. — De fato, contudo você ficará bem. Agora, cuide-se rapaz! Não queremos você se arriscando a alturas elevadas outra vez! — Adverti-o, desta vez com uma expressão mais séria em minha face. Ele fez que sim com a cabeça, que posteriormente ele repousou no travesseiro da maca. Suspirei pesado, aliviado por ter corrido tudo bem. — Seu nome é? — Indaguei a ele, que respondeu, dizendo chamar-se Patrick Jordan. Assenti, e chamei a funcionária. — Quando terminar com ele, por favor verifique se há algum parente, amigo ou conhecido deste rapaz, e somente após levá-lo para um dos quartos de repouso você autoriza a entrada da pessoa, okay? — Ao vê-la balançar a cabeça em sentido afirmativo, olhei novamente para Patrick, sorrindo. — Bem, agora me retiro. A srta. Delavour cuidará de você. Caso aconteça algo, mande me chamar. — Direcionei a última frase à funcionária, que captou o recado. Guardei minha varinha mágica no bolso do jaleco, e após acenar ao paciente em recuperação, deixei o consultório.

Obs.: atemporal;




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Re: Consultório III

Mensagem por Michelly LeRoux Nikolaiev em Sex Nov 06, 2015 12:47 am

 
Eu o odeio! Aurore que tanto me avisou e eu não a ouvi, mas não darei o prazer a ela de lhe dizer eu te avisei, preciso tomar minhas decisões por mim mesma. Eu decidi sair de casa para trabalhar no intuito de distrair a cabeça, assim que cheguei ignorando a tudo e a todos fui direto para a ala de criaturas mágicas no consultório de Johanna, adoraria cobri-la afinal, acabo de me livrar de uma das piores criaturas, o homem, posso bem tratar de uns ferimentos.
 
Decidida e deliciando-me com uma bala de caramelo e cereja retirado do meu estoque em casa, adentro o consultório com um jaleco, blusa e saia de cintura alta, ela era folgada e leve e o melhor, longa, chegava aos meus pés e cobriam as rasteirinhas. Minha barriga mal aparecia agora que Agatha se fora, eu ainda estava mal mas superaria isso, o trabalho faz isso, ocupa nossa mente, mesmo que nem sempre de forma agradável – Oi? – exclamei ouvindo chamarem a mim ao lado de fora, um dos enfermeiros me avisou que já chegara um paciente – Ótimo, mande-o entrar. – disse com a cara enterrada na minha pasta de arquivos e receitas de poções.
 

 


Michelly
I've got the power in my veins.

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