Enfermaria Daí Lyewellyn

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Re: Enfermaria Daí Lyewellyn

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Dom Jan 31, 2016 5:50 pm

Como de costume, lá estava eu, bebericando mais uma xícara de café durante um dos raros momentos em que eu não atendia ninguém. O St. Mungus não estava com tantos funcionários, e às vezes, eu precisava ficar mais tempo trabalhando, porque se não, os pacientes não seriam atendidos. Minha aparência denunciava que eu estava cansado, que dormia mal na maioria das vezes, isso quando eu dormia. O trabalho estava exigindo mais do que nunca de todos os funcionários, não só de mim, e nós estávamos nos esforçando demais. O sono era tamanho que ali, sentado numa cadeira em plena enfermaria, meus olhos pesaram e acabaram se fechando, e assim, por tranquilos dez minutos, eu cochilei. Acordei depois desse tempo, ao sentir algo molhar meu braço. E então, vi o café que antes estava no copo espalhado pela mesa, sujando até mesmo meu jaleco branco. - Vou me lembrar de não cochilar mais. - Falei meio irônico, pegando a varinha para dar um jeito naquela sujeira. - Limpeza! - Ao proferir aquele feitiço, limpei o café da mesa, e depois apontei a varinha para a mancha em meu jaleco. - Tergeo! - E logo, a mancha sumiu. Mal terminei de limpar aquela bagunça, e já escutei baterem à porta da enfermaria. Imediatamente, me pus de pé, e eu mesmo abri a porta. O paciente segurava com força em seu braço, como se quisesse estancar o sangue ou algo parecido, pelo menos foi essa a impressão que tive. Ajudei o moço a deitar-se numa das macas, e tão logo busquei meus óculos no bolso do jaleco. - Bom dia, senhor. Sou Samuel, enfermeiro. Poderia me dizer o que houve com você? - Perguntei, sem maiores rodeios. Não havia tempo para enrolações. O homem custou um pouco a responder, provavelmente por causa da dor que sentia, mas falou que se chamava Orion Ackermann e tinha sido picado por uma cobra.

Pressionei meus lábios, assentindo em seguida. Eram episódios comuns de acontecer, mas raras eram as vezes em que os casos eram graves. - Entendo. E você sabe se essa cobra era venenosa? - Mais indagações. Alguns pacientes sequer tinham saco pra ficar respondendo às perguntas médicas, e confesso que até mesmo eu as acho irritantes e repetitivas. Porém, elas são necessárias para um tratamento correto da doença, lesão ou qualquer outra irregularidade. Por fim, o rapaz respondeu que a cobra não era venenosa, e eu agradeci por ano ser uma. Era certo de que se fosse, seria bem pior do que já estava sendo. - OkVou começar então. - Avisei-o, pegando algodão e álcool para que pudesse limpar o ferimento. Como foi na área do antebraço, não precisei rasgar a manga da veste dele, já que a área afetada estava descoberta. - Estanque Sangria! - Murmurei com a varinha apontada para o ferimento, que teve o sangue estancado imediatamente. Mesmo assim, o sangue que já havia saído ainda estava espalhado pelo pelo antebraço. Assim, peguei o algodão e o molhei no álcool, para então passar o mesmo pela região, limpando-a. Provavelmente pelo contato do álcool com o machucado, o paciente se retorceu um pouco com a dor, e eu não ignorei isso. - Relidor! - Dei um jeito na dor dele, e depois terminei de limpar o ferimento. - Um momento. - Disse, largando a varinha numa mesinha perto da maca e joguei o algodão avermelhado no lixo. Em seguida, andei até o armário de poções, de onde tirei um frasco da poção para picada de cobra. Junto com o frasco, peguei também um copinho descartável e assim retornei para onde estava o paciente.

Despejei o conteúdo do frasco no copinho, e entreguei o mesmo ao Sr. Ackermann. - Essa poção vai ajudar na sua recuperação, mas infelizmente o gosto dela não é muito bom. - Falei sereno, esperando que ele tomasse logo a poção, e assim ele o fez. A careta que o homem reproduziu foi bastante engraçada, e eu acabei rindo. Por sorte, instantes depois, apareceu uma estagiária ali, para checar se havia alguém precisando de ajuda. Quando ela me viu com o paciente, tratou de se aproximar. - Ainda bem que veio logo. Vou querer que faça um curativo básico nele, e também queria pedir pra que o deixasse cerca de uma hora e meia em observação, já que eu lhe dei uma poção. Durante esse tempo, qualquer incômodo que ele sentir, peça para que me chamem. - Deixei de sobreaviso, sorrindo gentilmente ao dar tapinhas leves no ombro da estagiária, que se prontificou para realizar o que eu havia solicitado. - Bem Sr. Ackermann, é isso. Espero que tenha mais cuidado com animais perigosos, e qualquer coisa, me chame. - Sorri ao final, apertando a mão do paciente e me retirando dali.


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Re: Enfermaria Daí Lyewellyn

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Seg Maio 30, 2016 10:19 pm

Estava quase encerrando meu turno no St. Mungus, mas isso não significava que estava perto de eu ir embora. Afinal, quase toda hora aparecia algum paciente na ala de ataques de criaturas mágicas, algo bastante curioso. Me parece que os bruxos estavam cada vez mais tendenciosos a sofrerem por conta das criaturas. Apesar de não me incomodar em ficar até mais tarde, agora eu tinha meus pequenos em casa e eu estava com muita saudade deles, além de que com certeza Jenn estava cansada e eu pretendia dar um descanso pra ela assim que eu chegasse em casa. Por isso a pressa em terminar meus afazeres aqui no hospital. Eu bebia um copo de água quando um dos estagiários apareceu pra me informar que acabara de aparecer mais um paciente na ala das criaturas. Terminei de beber a água imediatamente e joguei o copo no lixeiro, partindo logo atrás do jovem, que me conduziu ao local onde o paciente recém-chegado esperava por atendimento. - O que foi dessa vez? Picada de cobra ou mordida de fada mordente? - Fiz a pergunta com certo sarcasmo ao estagiário, que disse se tratar de mais uma mordida de fada. Era impressionante como todos os dias alguém aparecia nesse bendito hospital porque tinha sofrido mordida de fada. Onde arrumavam tanto tempo pra se ocupar com fadas mordentes, aí eu não sei. Ajeitei a gola do meu jaleco ao entrar na enfermaria, e logo avistei um adolescente deitado na maca, mas não consegui identificar de imediato o local da mordida, não antes de me aproximar. - Boa noite. Sou o enfermeiro Rousseal e junto com Berns, o estagiário, vou tratar do seu ferimento. - Informei simpaticamente, apossando-me da varinha depois de terminar de falar. 

Examinei o paciente com o olhar, até que avistei dois ferimentos levemente ensanguentados, reconhecendo ambos como mordidas de fadas mordentes. - Berns, vá atrás do antídoto para venenos incomuns e de uma poção repositora de sangue, rápido por favor. - Instruí o estagiário, que foi fazer exatamente o solicitado. - Estanque Sangria! - Verbalizei a magia, fazendo com que o sangue de uma das mordidas fosse estancado. - Estanque Sangria! - E fiz o mesmo com a outra. - Tergeo! Tergeo! - Limpei ambos os ferimentos, verificando se tinha sido algo muito profundo. Para a sorte do paciente, fora algo bem superficial e que dentro de pouco tempo estaria resolvido. Bem na hora, Berns retornou à enfermaria trazendo as duas soluções que eu pedi. Peguei o antídoto, que era uma pasta, e apliquei certa quantidade dela diretamente em cada uma das mordidas. Em seguida, ministrei uma dose da poção repositora de sangue ao paciente, que tomou-a sem reclamar. - Sente-se melhor? - Indaguei de modo atencioso, satisfazendo-me com a resposta que ouvi. - Qual o seu nome? - Perguntei no momento em que peguei o prontuário médico do adolescente, para que pudesse preencher os dados. - Karl Crookes, 16 anos, atacado por fadas mordentes... - Falava comigo mesmo, enquanto colocava essas informações no prontuário. Assim que terminei de preencher, voltei-me para o paciente. - Bem Karl, como seu caso foi mais leve, você já está liberado. Porém, você deve evitar esforço pelo menos até a manhã seguinte. - Afirmei num tom sério, e ajudei Karl a se erguer da maca. O mesmo agradeceu pelo tratamento e logo deixou a enfermaria. Eu e Berns fizemos exatamente o mesmo, no instante seguinte.


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