Sala de Tratamento

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Sala de Tratamento

Mensagem por Helena Braddock Grinfild em Sab Set 14, 2013 10:51 am


Sala de Tratamento


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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Penélope Beck. Schneider em Qui Maio 22, 2014 1:24 pm


Emergencias nunca acabam


Andava pelos corredores do hospital após uma longa manha na minha sala. Estava com fichas de pacientes que estavam em estado grave, e é claro que eu teria de cuidar deles pessoalmente – Aimée venha comigo. – chamei minha sobrinha que encontrei no meio do caminho. Ela já conhecia o local, eu já havia a deixado ali com outro medico, porem agora era diferente, ela trabalharia comigo neste momento, afinal que melhor que a tia e chefe para auxiliar esta jovem?
 
Adentrei a enfermaria Grunagor com a jovem e já me direcionei a uma aça de uma mulher – Aimée, venha. – disse chamando ela para mais perto de mim. A paciente estava em estado grave, com um corte profundo no abdomem e com o braço totalmente multilado – Esta é Melanie, 24 anos e escritora. Passeava por uma floresta ao entardecer quando foi atacada por uma criatura da qual ela não sabe dizer. A criatura multi-Lou o braço esquerdo dela e arranhou o abdomem dela deixando este corte profundo.  – expliquei para a menina que estava totalmente absorta fitando os ferimentos da mulher. Chamei sua atenção com estalar dos dedos e coloquei o prontuário medico sobre uma escrivaninha próxima – Aimée, preciso que você prepare uma poção para a dor dela, consegue fazer isso? – perguntei para a menina que concordou e ainda citou que sabia qual poção fazer.  Poderia bem eu fazer a poção, porem, eu cuidaria dos ferimentos mais superficiais antes e eu precisava que ela demonstrasse que sabe agir em um hospital como Mungus.
 
Ergui a varinha apontando-a para o braço ferido da mulher – Anestecsi! – anestesiei apenas o braço da jovem mulher que acabou suspirando de alivio – Doi muito não é, mas não se preocupe, esta em boas mãos. – afirmei a ela sorrido docemente e então pegando um pano em cima da mesinha de remédios. Peguei um pequeno vidrinho de H2O e molhei o pano com ele. Após o pano estar encharcado, torço o mesmo para que fique molhado razoavelmente. Estava preocupada com uma possível hemorragia na mulher, teria de ser rápida mas temia que a mesma não suportasse – Aimée terminou?! – gritei por ela quando logo ouço sua voz – Já estou acabando tia! – afirmou ela me trazendo a poção.  Limpe o ferimento do braço dela parcialmente já que parte dele estava quase irreconhecível. Assim que Aimée touxe a poção mas perto a peguei e ergui a mulher com a ajuda da menina – Beba, tudo por favor. – pedi para a mulher que bebeu sem fazer cena. Deitei-a denovo e então comecei a ação de verdade – Venha Aimée, aqui do meu lado por favor. – pedi para a menina que se aproximou.
 
Visualizei a roupa dela ficar mais encharcada de sangue no abdomem e então me apressei – Aimée rápido estanque este corte, use aquele feitiço que lhe ensinei! – disse a ela que logo se apressou – Estanque Sangria! – disse ela estancando perfeitamente o ferimento. Puxei-a para mais perto e lhe entreguei pano e água – Limpe este sangue e corte a parte da blusa que esta suja. – ela logo obedeceu seguindo para a outra área do corpo. Peguei minha varinha e então cuidei do machucado no braço – Headolov! – a dor dela foi finalizada com um raio de luz turquesa que penetrou na carne do braço esquerdo dela. Peguei a varinha e mirei na área muscular do braço dela – Musculum Remendo! – digo firme, mas o membro não se recupera totalmente. Mirei novamente no braço – Brackium Remendo! – ouço o som dos ossos se unindo e sigo para a pele que estava um horror. Havia uma poção sobre a mesa que tratava disso, era como um regenerador, mas eu estava preocupada se o ferimento resolveria ou se teríamos de amputar. Passei a poção sobre o braço cuidadosamente espalhando com uma gase. Assim que terminei de cuidar do braço mirei na área denovo – Headolov! Você precisa disso, e muito. – afirmei a ela. Assim, sai dali e fui para o abdomem. Aimée já estava tirando a peça de roupa e então disse a ela – Traça um clinco aqui urgentemente. – pegui a ela que saiu dali apressada. Mirei a varinha no abdomem dela – Headolov! – a dor cessa e eu logo cuido do corte – Asclépio! – o corte se cicatriza parcialmente por ser muito profundo. Eu não conseguiria cuidar daqueles ferimentos apenas com poções e feitiços, ela precisava de uma cirurgia urgente.
 

Assim que Aimée chegou alertei-a – Ela precisa ser operada, avise a uma enfermeira que prepare tudo e pode ir almoçar. – disse a ela logo mirando no corpo da mulher – Vive Mortis! – ajo no corpo dela a mantendo viva ate a chegada de um medico responsável pela cirurgia. Sai de perto dela e pedi que uma enfermeira cuidasse dela ate a chegada do medico. Logo segui ate o local onde o medico se encontrava e expliquei tudo a ele. Em seguida segui para minha sala apressada.
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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Oliver Moore em Sex Jul 25, 2014 10:55 am

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Fazia alguns dias desde o incidente que me conduzira ao estado de saúde de então. Graças às hábeis e bem treinadas mãos dos medi-bruxos, quando do atendimento emergencial, meu coração retumbava sem carregar nenhuma sequela. No entanto, as crises de asma aumentaram em quantidade e gravidade, sendo controladas pelo uso de muitas plantas medicinais; o que era preocupante, pois não estava em pleno gozo da capacidade cardíaca. No entanto, isto estava longe de ser o pior que poderia me acontecer.


[...]

Era de manhã e fazia muito frio pelos corredores do hospital. Eu jazia na cama tão apático quanto o empalidecido céu acinzentado. Logo que o enfermeiro percebeu que eu já estava com os olhos abertos ao nada, distante, conduziu a minha maca para a realização de mais exames complementares. Tirariam fotografias da minha cabeça e seria rápido e indolor, pelo menos foi o que disseram. Fui colocado deitado em direção a uma grande máquina que lembrava um grande tubo de ensaio. Eu não precisava ficar apreensivo porque eles estavam monitorando tudo. Estava escuro e abafado dentro do grande aparato médico, só precisaria ficar imóvel. Só que algo inesperado aconteceu na escuridão, no primeiro clarão irradiado eu acabei por lembrar do porquê de estar no hospital, coisa que eu não entendia muito bem até então. Eu o enxergava e seus olhos eram frios e atordoantes, daquele tipo que te intimida ao olhar no fundo deles. E ele sabia o que eu pensava e o que eu sentia naquele momento. Foi quando eu fui atingido pela dor mais tenebrosa de toda a minha vida. E depois eu acabei com aquela, tão conhecida por mim, incapacidade para respirar.

- NÃÃÃÃÃÃOOOO! SAAAAAAI DAQUIIII! SOCORROOO! - urrei de dentro do aparelho, contorcendo-me em todas as direções possíveis. Provável que eu tenha danificado o aparelho, não sei ao certo. Tiveram que me dar tranquilizante para que conseguissem me retirar de lá de dentro. Desde então, fui acometido de um pavor sem precedentes. Tudo era motivo de desconfianças para mim. Mal conseguia me alimentar e a medicação agora era intravenosa, depois que os enfermeiros perceberam que eu dava um jeito de jogar fora a medicação via oral. Eu trocara o dia pela noite, pois quando estava tudo escuro eu via os olhos do meu agressor, tão frívolos. E isso fazia com que minhas mãos tremessem muito, além dos suores e palpitações.

O pior é que eu desejava permanecer ali, a me arriscar a por um pé para fora. Eu passei a evitar meu pai, que sempre se fazia presente, mas eu fingia estar dormindo quando ele chegava. Eu era imensamente grato por ele ter me salvado, no entanto, não tinha coragem de encará-lo depois desse evento. Eu o desrespeitei, saí de casa sem a sua permissão e ainda furtei seu dinheiro. Eu não ligava pelo que tinha me ocorrido, de verdade. Ocorre que colocando-me em risco, como consectário, o colocara também por ter ido me proteger. Isso me magoava.

Nessa tarde, o medi-bruxo que acompanhava de perto o meu quadro, chegou para nos dar o resultado do exame, refeito tantas vezes que até perdi a conta. Digo isso porque estavam nós três: papai, Slave e eu. E eu fingi estar dormindo, mesmo que eles estivessem falando alto propositalmente. - Sr. Von Mühlen, aparentemente Thomas não apresenta nenhuma sequela da maldição imperdoável - falou, em tom sério e convicto - esse tipo de magia é muito imprevisível, por isso ele terá de fazer acompanhamento ainda por um tempo até que se determine a extensão dos danos - ele tinha dito antes o contrário, agora, parecia se contradizer. Esses medi-bruxos especializados em tratamentos neurológicos eram todos doidos, isso sim. - A frequência cardíaca está boa, as crises de asma diminuíram, contudo - asseverou, com clareza - diagnosticamos nele, aquilo que os trouxas chamam de síndrome do pânico.

Nesse momento, me encolhi ainda mais debaixo das cobertas, enquanto ele prosseguia com as explicações técnicas a respeito do transtorno - nesse caso, considero que o melhor tratamento, devido ao evento tão traumático, seria o feito pelos obliviadores. Claro que contamos com especialistas, mas como toda intervenção dessa natureza, há riscos - levei as mãos para encobrir um suspiro, eu sabia o que aquilo significava, apagariam as minhas lembranças - podemos fazer ainda tratamentos medicamentosos com poções que controlam a ansiedade, mas além de mais longo, demanda maior atenção por parte dos responsáveis. Pois assim como ele fez aqui no hospital, os pacientes nessa condição tendem a não seguir muito bem as prescrições médicas - ponderou, designando os vários caminhos que eu poderia seguir à cura.

Eu sabia que a decisão estava inteiramente nas mãos de meu pai, afinal, ele era o responsável por mim. Mas antes que ele tomasse qualquer decisão, na pior das hipóteses, eu ter parte de minhas lembranças arrancadas para sempre de mim; precisava dizer a ele que sentia muito pelo o que eu fiz, talvez não houvesse outra oportunidade para tanto. Por isso, quando o medi-bruxo deixou a sala, eu saí debaixo das cobertas, com os olhos que mais pareciam quebrar como ondas, de tantas lágrimas que rolavam. - Papai, eu preciso conversar com o senhor - entoei, enfraquecido. Tudo parecia desmoronar.


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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Convidado em Sex Jul 25, 2014 1:58 pm






Saving Son


Não esqueça-te de ouvir esta melodia... Poderás ser a última ação que executará em vossa humilde existência...









Internação. Apesar da melhora do estado de meu pequeno Thommy, o estado no qual o mesmo se encontrava não era nada animador, enquanto seu pequeno coração recuperava-se aos poucos, as crises asmáticas persistiam e perturbar-lhe e entristecer-me. Mesmo com todo o aparato hospitalar envolvendo-o, ainda não possuía sobre mim a plena segurança de que um dia tudo pudesse por fim melhorar ou simplesmente retornar ao que um dia era. Estava aflito, algo que se elevava a cada segundo que podia visualizar Thomas no St. Mungus. A culpa ainda estava presente em grande parte de meus pensamentos, Slave parecia perceber meu estado psicológico, porém, o silêncio entre nós se fazia algo vigorosamente recíproco.

[...]

A cada dia que se passava, uma nova bateria de exames era realizada com Thomas. Apesar de demonstrar imensa vontade em visualizar todo o processo envolvendo o tratamento de meu garoto, ainda haviam limitações e normas hospitalares que não permitiam-me adentrar e consequentemente visualizar certos procedimentos. Era por essas e outras questões que sempre odiei protocolos em qualquer espécie. Apesar disso, algumas exceções salvavam-me de toda a burocracia, dessa forma, lá estava eu novamente no St. Mungus a tentar demonstrar a força que havia esvaído-se de mim há certo tempo. As únicas questões que foram permitidas a mim questionar, revelaram-me que Thomas passaria por uma análise por meio de uma espécie de Eletroencefalograma. Em meio a toda aquela situação, apenas o suposto nome do procedimento já fazia-me sentir calafrios pelo corpo.

Sorri brevemente á Thomas enquanto o mesmo era conduzido até a imensa aparelhagem. Ao ver a abertura em sua vestimenta hospitalar nas costas, senti-me enraivecido pela forma que tais pacientes eram tratados em relação á vestimentas. Thomas se mostrava um exemplo disso, já que a roupa pouco agasalhava-lhe e ainda mantinha exposta uma área que deve ser poupada de toda e qualquer intervenção. Mesmo refletindo sobre processos e chances de vitória, meu foco se direcionava á saúde de meu pequeno garoto, porém, logo que cruzei os dedos percebi que problemas maiores estavam por vir. Thomas contorcia-se dentro da máquina, as lembranças pareciam penetrá-lo de forma pavorosa, algo que somente pôde ser amenizado com a intervenção por meio de tranquilizantes. Porém, na realidade, eu também necessitava urgentemente tranquilizar-me.

[...]

Por mais que Thomas apresentasse progressos, seus regressos pareciam pesar muito mais. Meu contato com Thommy pouco se realizava, já que o mesmo trocou drasticamente o dia pela noite, algo que não alterava-se nem com os furtos de Guloseimas executados por Slave. O corpo franzino de Thomas emagrecia cada vez mais, além disso, entristecia-me pelo fato da medicação ser intravenosa, dessa forma, meu pequeno se fazia mais uma vez conectado por meios de locomoção de sua medicação, intercalados por agulhas pavorosas que perfuravam não somente meu filho, mas também meus pequenos feixes de esperança. Horas agonizantes se fizeram presentes entre a realização e o resultado do exame, e mesmo com o meu desacordo, Slave e sua teimosia insistente permitiram-me incluí-lo na apreensiva divulgação dos resultados.

Tamborilava os dedos por dentro do moletom á espera do Medi-Bruxo responsável pelo caso de Thomas. Alguns minutos foram necessários para que o mesmo se fizesse presente diante de meus olhos, o aspecto sério e por vezes rígido fazia-me lembrar de muitas de minhas expressões e atitudes, dessa forma, tentei imitá-lo expressivamente, outra tentativa falha de fazer-me forte. Entre boas e más notícias, o peso do lado maléfico da situação se fazia muito maior do que o benéfico. Não haviam sequelas, e apesar da frequência cardíaca se mostrar boa, algo fez-me arregalar os olhos diante do funcionário hospitalar. Síndrome do Pânico. Logo ao ouvir tais palavras fora eu quem permanecera em pleno Pânico, apesar de nunca ter sequer ouvido falar de tal situação, deduções apenas faziam-me imaginar o pior - Isto és grave Dr.? - Questionei-o logo ao cruzar meus braços sobre meu peito, o mesmo apenas assentiu, já que haviam mais informações a serem expressas.

Obliviadores. Nunca pude imaginar que tais pessoas pudessem relacionar-se de maneira tão radical ao meio hospitalar, assim como o Medi-Bruxo dissera haviam riscos nos quais são expressamente irreversíveis. Logicamente a questão poderia ser resolvida com facilidade, mas submetê-lo á uma coisa dessas era algo pior do que mandá-lo para uma Guerra sem precedentes. Pude perceber a movimentação de Thomas em seu leito, e lancei-lhe um olhar sério ao enfim saber a justificativa da medicação intravenosa. Logicamente ele era apenas um garoto, e sua clara preferência de sabores não incluía remédios. Mesmo assim, grande parte da Força de Vontade na jornada rumo á cura teria de brotar de meu pequeno filho - Compreendo Dr. Como o Sr. deves mesmo compreender, este tipo de decisão exige mais de reflexões. E mesmo estando ciente de que cada segundo és valioso, admito que necessito de tempo para pensar... - Minha resistência contra mais lágrimas esvaía-se pouco a pouco, dessa forma, compreendendo minha ação, o Medi-Bruxo sorriu-me singelamente, deixando-me ali com meu filho e o seu fiel escudeiro, para enfim buscar uma resposta.

O silêncio ali presente logo quebrou-me no momento em que enfim Thomas manifestou-se, superando algumas de suas características relacionadas á iniciativa e anti-sociabilidade. Mesmo ao ouvir sua doce voz, suas palavras faziam-me imensamente pesadas ao ser audíveis. Prossegui a passos lentos em direção ao mesmo, e logo sentando-me ao seu lado, mantendo as pernas fora do leito, limpo com o polegar direito algumas de suas contínuas lágrimas, algo que deixou-me com os olhos já marejados - Não chores... Pois acabarei a chorar também... - Murmurei cabisbaixo, prosseguindo após de uma triste pausa - Percebo que ouviste tudo o que o envolve garoto, pois bem... Como pai devo levar em conta vossa decisão já que tu és o principal foco nisso... Enfim, podes dizer-me o que quiseres, estou todo á ouvidos... - Mesmo com toda a seriedade presente em minha expressão, meus olhos entregavam-me de tal maneira, que não pude evitar envolvê-lo em um abraço aconchegante, onde mantinha sua cabeça sobre meu peito, e aproveitava-me para passar levemente a mão canhota em seus cabelos negros.


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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Oliver Moore em Sex Jul 25, 2014 10:40 pm

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Fiquei sem reação com a aproximação repentina de meu pai, se eu tivesse vivendo um outro momento na minha vida, provavelmente, isso seria tudo que eu poderia desejar do mesmo. Só que infelizmente não era essa a questão. Por um instante, me aninhei ainda mais quando o homem sentou-se ao meu lado. Eu o temia mais do que tudo, considerei que ele pudesse ser bruto comigo, fruto de minha frágil saúde mental.

Arregalei ainda mais as duas safiras azuis em lugar de olhos, todo trêmulo, atento as suas palavras que caíram como um bálsamo. Papai me envolveu com um abraço, daqueles que protege e envolve, eu soluçava baixo em seu tórax enquanto meus cabelos tão negros quanto as asas dos corvos eram acariciados. Só sei que o agarrei com toda - pouca - força que dispunha em meus braços e se eu não precisasse verbalizar o que estava sentindo com clareza, talvez eu desejaria que o mundo parasse, para não ter de nos desvencilharmos. 

Me afastei um pouco do homem que parecia tão abatido, quanto eu nunca houvera presenciado antes. Engoli seco, tentando encontrar as palavras mais adequadas, mas eu sei que tudo que eu precisava fazer era colocar para fora aquilo que me consumia dia após dia, e que, definhava-me de dentro para fora. - Pa-papai... - fraquejei, não conseguindo olhar para os seus olhos num primeiro momento - Eu... eu quero que o senhor saiba que eu me recordei de tudo... - ao lembrar dos detalhes, gelei, dos pés à cabeça fazendo uma curta pausa. Eu precisava aguentar, e se nunca pudesse dizer o quanto sentia muito por tudo?

- Me, me desculpe por ter ido à Travessa do Tranco sozinho... eu, eu buscava achar um animal de estimação di-diferente por lá... - inspirei fundo, na tentativa de encontrar forças para prosseguir - me desculpe por, por ter colocado o senhor em risco quando foi me resgatar - a voz se embargava à medida que expulsava o motivo de toda a minha tristeza e lamento - de-desculpe-me por ter furtado seu dinheiro e ter ido ao Beco Diagonal sozinho... - o desespero em minhas palavras aumentavam gradativamente às desculpas nunca dantes tão sinceras por mim proferidas. - Eu sei que sou um estorvo em sua vida... a minha doença só te dá dor de cabeça e aborrecimentos - referia-me à asma que sempre fora motivo de muitas privações e preocupações, tanto para mim, quanto ao meu pai, talvez em escala muito maior.

- Eu só queria te deixar orgulhoso, pela primeira vez na vida - apenas nesse momento, permiti-me encarar meu pai fixamente em seus belos olhos azulados - mas acabei por estragar tudo - peguei a manga da camisola do hospital que trajava, para poder limpar os fluídos que escorriam de meu nariz e olhos - me perdoe, pai! - exclamei em tom de súplica, parecia que tinha me livrado de uma tonelada que recaía sobre minha consciência.

- Eu só queria que o senhor nunca olhasse para mim dessa forma - crocitei, com o coração rachado em dois ante ao olhar de meu pai, mesclado em pena e decepção. Me dei conta de que talvez esse fosse um de meus maiores medos, o de decepcioná-lo e eu o havia feito, estava estampado em seu rosto. Nesse momento, coloquei-me prostrado próximo à pernas de meu pai, agarrando-lhe ambas as mãos; num gesto muito simbólico de redenção. Eu não tinha forças para levantar, eu não queria me levantar. A vergonha e arrependimento tomavam conte de mim de tal forma, que não me permitiriam me erguer novamente, ainda que meu pai assim ordenasse.

- Eu tenho medo, ele estava dentro da minha cabeça... - ciciei, ainda com a cabeça próximo aos meus joelhos, aterrorizado pelo meu agressor que usou da legilimência para me torturar - eu... simplesmente não posso mais me ajudar... - segurei com mais intensidade ainda as mãos de meu pai, evidenciando-se assim, que colocava a minha vida em tuas mãos, pois não tinha mais nenhuma condição de opinar o que fosse. - Eu confio em ti, meu pai...

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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Convidado em Sab Jul 26, 2014 9:31 am

 

"I'm bullet proof, nothing to lose,Fire away, fire away"
Preocupação


A bela jovem adentrou o recinto, tinha longos cabelos loiros, levemente ondulados, olhos verdes e pele branca, vestia roupas escuras, com botas que iam até os joelhos, em sua face, a angustia era bem aparente.

Chegara de viagem a apenas uma hora, e nesse meio tempo havia sido avisada de que seu filho, Thomas, se encontrava no mungus em um estado não muito bom.

Porque não a avisaram antes? Porque o seu pequeno?

Perguntas rondavam sua mente, enquanto ela andava apressada pelos corredores do hospital, o coração apertado, parou uma garota no corredor.

-Thomas Schweinsteiger Von Mühlen, poderia me informar onde ele se encontra?- perguntou a ela, a voz transparecendo de preocupação.

-Ah sim o garoto... Quarto andar, na sala de tratamento- respondeu-lhe a enfermeira.

"Por que se referirá a seu filho como o garoto? O que afinal acontecera com ele? Por que não lhe diziam?"

Pensamentos frustrantes, ela entrou no elevador rapidamente, socando o botão, não aguentava mais essa enrolação, pareceu uma eternidade, e então a porta se abriu, e ela disparou para fora.
Olhou ao redor e adentrou a sala, já avistando o belo homem, os olhos vermelhos, havia chorado? Ela suspeitava que sim. E na cama ao seu lado, jazia o garoto, seu filho.

-Thommy- Disse colocando a mão na boca, para abafar o choro, lagrimas escorriam por seus olhos agora.- Como aconteceu?-  perguntou tentando-se recompor, dessa vez se direcionando a Victor.

Encaminhou-se em direção ao filho e acariciou seus cabelos.

-Meu pequeno...

clothes: this (clica!) # tags:  Atiele# music: Titaniun.  # Thanks Maay From TPO.
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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Convidado em Sab Jul 26, 2014 2:44 pm






Wake me up when september ends


Não esqueça-te de ouvir esta melodia... Poderás ser a última ação que executará em vossa humilde existência...









Rejeição. Realmente não era de fácil compreensão as reações de Thomas diante de minhas repentinas atitudes. Há pouco tempo atrás era considerado seu pior temor, talvez isto devesse ocorrer até os dias atuais, e o modo do qual eu mesmo alterava-me meu estado da água para o vinho deveria estar a causar uma péssima impressão diante de meu próprio filho, que talvez acostumado á apenas visualizar externamente entre mesmo outros membros de nossa vasta família demonstrações de afeto, não parecia compreender a justificativa de eu não criar barreiras tão fortes entre nós, envolvendo o carinho e afeto suficientes sempre necessários em quaisquer relacionamentos, inclusive os familiares.

[...]

Thomas mesmo com uma idade tão tenra, teria a árdua tarefa de ter uma conversa de tamanha seriedade comigo, mesmo com algumas lágrimas a percorrer meu rosto, havia muitas mais das quais eu controlava arduamente, ainda mantinha o pequeno envolvido em meus braços, talvez se eu fosse mais amoroso durante os tempos de menos preocupação haveria menos dificuldade de argumentação entre nós dois - Sim Thommy... Suponho que não somente viver, mas também recordar do que viveste deves ser horrível... - Pronunciei brevemente, evitando encarar o pequeno envolvido cabisbaixo, deixando-o continuar sem muitas interrupções.

Desculpas. Será mesmo que era Thomas quem deveria pedir desculpas á mim? A culpa não era dele, tampouco do pobre Elfo que sofria na mão da família Von Mühlen. A culpa era minha, única e simplesmente minha, e agora eu quem estava com o futuro de meu filho em minhas mãos, sentia-me em uma corda bamba sobre um altíssimo penhasco, entre a cruz e a espada em suas extremidades, com meu filho pendurado apenas a segurar minha mão, quase sem nenhuma resistência e próximo ao triste fato de desabar na escuridão e no seu triste fim - Não tens de pedir desculpas... E saiba que não és um estorvo, mas sim uma dádiva em minha vida... Tu fez-me aprender o valor que se adquire após de ser ter um presente como ti, eu me sinto muito melhor por ter auxiliado na geração de alguém com caráter tão excelente como o seu... - Suspirei profundamente após responder tais palavras, talvez até mais que Thomas, minhas mãos transpiravam e tremiam compulsivamente.

- Saiba que deixou-me orgulhoso por sua bravura e atitude... Coisas das quais nunca possui coragem alguma em realizar. Por ter um coração de ouro meu filho, infelizmente não pôde notar a malícia, a perversidade e a impetuosidade que envolvem a Travessa anexa ao Beco Diagonal... - Nesse momento, minhas mãos trêmulas moveram-se para limpar suas lágrimas, porém Thommy já tratara de executar o mesmo, sua súplica deixou-me com o coração em pedaços, ele não merecia viver aquilo, pudera eu trocar de lugar com meu pequeno, pelo menos para aliviá-lo de tamanho sofrimento - Sabes que sempre estarei disposto a ajudá-lo, auxiliá-lo e principalmente perdoá-lo de quaisquer ações que venha a executar... Porém, eu quem devo pedir vosso perdão pela minha falta de presença, e de privá-lo de tantas experiências que poderiam tornar-se excelentes lembranças em vossa existência... - Ao dizer isso, permiti-me depositar um beijo breve em sua testa pálida.

O modo como Thomas se rendera, pulverizara os pedaços de meu coração que já se encontrava em pedaços, algo que deixava ainda mais latente a pessoa da qual se faz responsável pela culpa envolvendo tal situação, eu - Sei que sou um bruto diante de vós, mas saiba que meu único pensamento não envolve decepção e muito menos pena... Mas sim o medo de perdê-lo, jamais permitirei que interfiram em tuas memórias, pois mesmo que a cura fosse atingida, ainda há o risco de que esqueças das pessoas que mais amam-te, eu e vossa mãe. Tu tens de ser forte meu garoto, estarei disposto a ajudar-te em tudo... - Ainda prostrado aos meus pés, prossegui próximo do mesmo, ajudando-o a sentar-se, e disse-lhe - Daqui em diante terás o compromisso de seguir á risca toda a medicação necessária, enviar-me corujas periódicas e prosseguir com vossos estudos... Promete-me?

Alice ainda estava a viajar, e nem possuía a consciência do que nos envolvia. Realmente sentia medo em visualizar sua reação, e logo que reflexões sobre isso se fizeram presentes em minha mente. Minha bela cônjuge se fez presente naquele singelo leito, como qualquer mãe, as lágrimas irromperam seu rosto e esta logo aproximou-se de Thomas - És uma longa história Alice... Não sei se já possui pleno conhecimento dos fatos, mas por favor, és melhor não relembrar de tais lembranças, pois és algo que assombra-me imensamente querida.


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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Oliver Moore em Sab Ago 02, 2014 1:05 am

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É curioso como mesmo diante das situações mais pavorosas, o ser humano tem uma enorme capacidade de adaptação e aprendizado. De se reinventar ante cada obstáculo, erguendo-se mesmo face da mais cruel intempérie. E no meio disso tudo, estava eu, talvez tendo desfrutado de um dos momentos mais emocionantes, sinceros e puros nesses meus onze anos de vida. O amor pelo meu pai declarado era pulsante. Por mais que ele não tivesse falado essas três palavras, ele me deu uma prova de seu amor incondicional por mim, algo que eu nunca tivera dado-me conta até então.

As palavras proferidas por meu pai recaíam como júbilo para a minha triste alma e eu não conseguia fazer nada além de demonstrar meu sentimento, que de tão profundo, se esvaía incessantemente pelos meus olhos. Eu me sentia protegido em seus braços, e eu imaginava o quão difícil poderia ser a vida daqueles que não foram abençoados com a presença do genitor em suas vidas. Eu me esforçava para sorrir, demonstrando assim que prosseguiria adiante e lutaria para que pudesse recompor minha saúde de forma plena de novo. Em meio a esse acalorado antagonismo, suspirei - vo-você só quis o melhor para...mim...meu pai. Eu, eu... não lhe culpo... por nada - praticamente fundindo o meu coração ao do homem, tamanho envolvimento físico e emocional com que estávamos conectados.

- E-eu... eu prometo papai. E-e-e-eu serei o me-melhor aluno de Hogwarts... se-seguirei to-todas as prescrições mé-médicas - ciciei, com as mãos depositadas de ambos os lados de seu rosto. Agora eu sabia como era a textura de sua pele, e era muito macia. - Vo-vocês... v-vão se can-cansar das minhas... cartas - completei com um meio riso, custando para que a voz embargada pudesse sair.

Cerrei os olhos ao receber o beijo na testa de meu pai, eu só queria ter uma penseira para que essa memória fosse perpetuada ao longo dos tempos. A esperança parecia voltar a me fazer companhia. Ao abri-los novamente, depois de ser tocado com tantas palavras afetuosas, eu sentenciei - sa-saiba meu p-pai... - usando todas as poucas forças que dispunha para conter o choro - que a-ainda que le-levassem minhas memórias de mim... - engoli seco, ao tratar da expectativa de um dos tratamentos - nunca poderiam apagar esse sentimento que só falta rebentar em meu peito pelo senhor e pela mamãe... - nesse momento, o abracei de uma forma como se fosse a última vez que fosse vê-lo - nunca... eu te amo.

Senti o doce afago nos meus negros cabelos, bem como a voz tão conhecida e bem estimada por mim. Mamãe acabava de chegar e aí que constatei que eu não poderia desejar mais nada em minha vida. Abri mais um dos braços para envolver na comunhão de afeto, tanto meu pai, quanto minha mãe, sentindo como se fosse padecer da overdose de emoções que estava sendo para mim esse dia.

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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Convidado em Sab Ago 02, 2014 11:53 am

 

"I'm bullet proof, nothing to lose,Fire away, fire away"
Preocupação

Suspirei resignada com as palavras de meu marido, sabia que ele não falaria nada, pelo menos não por hora, talvez mais tarde, mas ela acreditava que não, afinal ele parecia bastante abalado ainda com os acontecimentos recentes, e conhecendo-o como conhecia, sabia que não retornaria a tocar no assunto. 
-Tudo bem não irei insistir- disse ainda acariciando os cabelos de meu filho.
Estava tão fraco, era tao ruim pra mim vê-lo assim, suspirei e sentei-me na cama ao seu lado, recebendo aquele abraço gostoso, sentindo seu cheirinho de criança.

-Meu pequeno, logo estaremos em casa, e mamãe vai cuidar de você, e dar muito carinho ta? fazer aqueles doces que você tanto gosta- disse já com lagrimas escorrendo por meus olhos novamente, mas logo tratei de enxuga-las, não queria vê-lo triste.
-O que o médico disse? Como ele está? Quando poderemos leva-lo pra casa?- Perguntei agora me direcionando a Victor.
clothes: this (clica!) # tags:  Atiele# music: Titaniun.  # Thanks Maay From TPO.
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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Convidado em Ter Ago 05, 2014 9:52 am

The Hope of a Little Angel
Não esqueça-te de ouvir esta melodia...

Poderás ser a última ação que realizarás em

vossa humilde existência...


Superação. Há dias atrás, ouvir esta palavra provinda dos lábios de alguém não interferia tanto em minha vida como hoje interfere. Estava diante de um exemplo vivo de superação diária, meu filho, que desde cedo teve de lidar com a dureza de carregar uma doença, que em certos momentos, chegava a ser cruel. Viver este tipo de experiência nos dá um valor inigualável de humildade, enquanto nos faz perceber que a vida é algo tão frágil que simplesmente não tem preço, é algo que não se compra, e nenhum valor material pode custear.

[...]

A partir daquele momento pude perceber o valor dos detalhes em nossas devidas existências, um simples detalhe pode fazer do belo sonho, um horrível pesadelo. A rigidez tão presente em meu ser nos últimos anos, se esvaiu em sua maioria diante dos momentos convividos com Thomas nos últimos dias. O Milagroso caso de Thomas Von Mühlen, pareceu repercutir de certa maneira pelos corredores vastos do Hospital St. Mungus, com diversas citações demonstrando principalmente que a Vida é algo imensamente frágil, mas que a esperança de um pequeno anjo pode salvar aquilo que por muitos já é considerado sem salvação.

- Saiba que vosso perdão és uma das poucas coisas que confortam-me de fato Thommy... - Pronunciei brevemente logo ao ouvir Alice argumentar brevemente diante de Thomas, já a demonstrar algumas lágrimas em seu resto e também a prometer aquilo a que nenhuma criança resiste, Doces. Thomas também retribuía com sinceras promessas, algo que fizera-me sorrir um pouco mais diante do mesmo, algo que permitiu-me rir brevemente de sua última citação, dizendo-lhe - Veremos quem irás mandar mais correspondências ao outro meu pequeno... Amo-te imensamente meu pequeno Thommy. - Pronunciei involuntariamente tais palavras, abraçando-o fortemente. Realmente sua última declaração á respeito de como manteria o foco de suas memórias para quem realmente ama, me fez emocionar-me imensamente.

- Suponho que o Medibruxo Responsável pelo Caso de Thommy possa dizer-lhe pessoalmente o estado de nosso filho. - Respondi-lhe calmamente, ao visualizar o homem de aspecto atlético e vestes hospitalares que acabara de adentrar ao leito. O aspecto sério fez-me sentir um temível arrepio, e por mais que ainda houvesse esperança, a expressão do Medibruxo á minha frente não revelava algo que pudesse ser considerado como bom - Sim Sr. Von Mühlen, venho especialmente para informar-lhes á respeito do Caso de Thomas... - A seriedade em suas palavras era mais do que latente -  Podem mesmo visualizar que teu filho encontra em situação estável, porém o caso no qual enfrenta pode-se dizer que se expõe de maneira traiçoeira e mesmo estando bem, ainda há riscos de recaídas. - Mesmo sendo realista, o Medibruxo de fato conseguia atingir-me nas piores feridas - Em minha humilde opinião, este garoto já deveria estar no conforto de sua residência, porém, os protocolos hospitalares nos obrigam a fazê-lo permanecer por um período de no mínimo 12 horas em Observação. Do mais, é isso, tenham um Bom dia.

Correspondi ao mesmo com um breve aceno positivo de cabeça, enquanto este direcionava-se á porta com a prancheta em mãos, sorrindo novamente, dirigindo-me as duas melhores pessoas que poderiam existir em minha vida, pronuncio o que tanto queria poder dizer - Graças á Merlin logo estaremos em casa. - Suspirei profundamente, logo unindo Alice e Thomas em um abraço fraterno, momento do qual queria que durasse para todo o sempre.


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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Oliver Moore em Seg Ago 11, 2014 3:39 pm

St. Mungu's
Life and Death
 

Outro tímido e frágil sorriso brotou de meus lábios com o aproximar de minha mãe junto da minha cabeça e ouvidos, prometendo-me aquilo que qualquer criança não negaria, em hipóteses alguma - promete fazer o de marshmallow banhado em chocolate? - pronunciei, sentindo-me um pouco mais reconfortado pela presença de meu pai e minha mãe ali, no momento em que precisava mais deles.

Enxuguei o restante das lágrimas ao ver a emoção de meu pai e todo o zelo e preocupação de minha mãe. Entrelacei as mãos umas nas outras enquanto eles conversavam a respeito de minha condição e, só então, pude me ater a outro ponto qualquer do quarto. Ao visualizar Slave - o pequeno elfo - lá no cantinho, todo choroso e preocupado, não consegui disfarçar o meu sorriso de admiração pela frágil criatura. Acenei com a cabeça ao meu fiel escudeiro e dei duas batidinhas no espaço livre no colchão ao meu lado esquerdo.

Os enormes olhos de bola de tênis me fitaram incrédulos, nem eu mesmo acreditava no que acabava de fazer, no entanto, confirmei a ordem com um aceno positivo de cabeça. Instantaneamente, a criatura saiu de de seu humilde espaço e com um estalar de dedos, aparatou sentado ao meu lado, desalinhando os lençóis  que tornaram-se o meu verdadeiro porto seguro depois dos últimos acontecimentos. 

Eu havia ouvido a respeito nos corredores, quando da realização dos inúmeros exames, que fora graças ao pequeno elfo que eu pudera ter sido salvo por meu pai na Borgin & Burkes, mesmo porque, ele era o único a saber do meu paradeiro na ocasião. Evidentemente que eu atribuía todo o crédito ao meu pai, contudo, também admitia que a participação daquele fora tão crucial quanto ou então, eu não estaria fazendo mais parte desse plano. - Não chores, elfo - balbuciei, ao passo que meus olhos voltavam-se a se encher - obrigado Slave, você me salvou - era tudo que conseguia dizer, creio que também mais nada precisasse ser dito, tendo em vista o meu gesto feito em seguida, coisa que eu jamais cogitaria um dia realizar.

Envolvi o elfo em meus braços, de tão franzino, conseguia sentir os ossos de sua coluna nas pontas de meus dedos. Eu não me importava dele ser inferior ou estar trajado em trapos sujos ou cheirando a estrume de hipogrifo. Nesse instante, tudo isso era imensamente inferior ao que ele tinha feito por mim - saiba que não levantarei mais nenhum dedo contra ti e isso é uma promessa - falei, o olhando fixamente nos imensos olhos, chegando até mesmo a secar algumas de suas lágrimas com os dedos.


[...]

Doze horas depois, o medi-bruxo que acompanhava o meu caso se fez presente para dar a melhor notícia de todas, isto, ao meus pais, já que por mim, eu não tornaria a sair do alvo quarto tão cedo. Meneei a fronte em negativa, mas fora graças ao amparo de minha mãe, com palavras de incentivo e amor, que consegui encontrar forças, sei lá de onde, para me erguer da cama. Ainda haveria um longo tratamento até que eu pudesse voltar a de fato, ser detentor de minhas plenas faculdades mentais. Teria de tomar uma poção de líquido turvo ao amanhecer e outra, cujo aspecto lembrava relva, antes de dormir. E não importasse o que ocorresse, era crucial que eu não interrompesse o tratamento, tendo até mesmo de prometer aos meus pais que assim o faria, ao passo que eles assinavam um termo de responsabilidade.

Ainda, caso necessitasse de qualquer amparo o medi-bruxo me informaou que eu poderia contar com a enfermaria de Hogwarts, que dispunha de todo o aparato humano e material para os meus cuidados.

Entrelacei os dedos da destra aos da minha mãe, com toda a força que poderia impor aos mesmos, passo a passo, em direção ao exterior. Um fraco sorriso irradiou de meus lábios ao ser tocado novamente pelos feixes de sol, que me impediam de enxergar com clareza. Eu quase havia esquecido como era essa sensação. Já não importava o meu erro, nem toda a dor ou sofrimento impingidos a mim na Travessa do Tranco. Tudo parecia ter se dissipado ao experimentar novamente as simples sensações de ter os cabelos bagunçados pelo vento ou o eriçar dos pelos do braço. Eu estava vivo e um futuro sublime de aventuras, derrotas e vitórias, iniciar-se-ia a partir de então. No mais, mamãe e papai estavam ali de alicerces a mim. O que mais eu poderia querer?

Nessa toada, nós três deixamos o hospital St. Mungu's, palco desse que foi, tal qual intitulado pelos próprios profissionais da saúde, de O Milagroso Caso de Thomas Von Mühlen.

Thomas Von Mühlen, Victor S. Von Mühlen e Alice S. Von Mühlen saíram do local.



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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Aimée Clarissa Beckermann em Sab Dez 06, 2014 1:18 pm


A never say...
Havia algumas regras que a maioria dos estagiários do St. Mungus deveriam obedecer. Dentre eles estava a regra de maior significado. Sempre responder ao chamado de ajuda de um curandeiro-chefe, ainda mais quando este chamado provinha da sala de tratamento destinada aqueles que se feriam pelo uso indevido de magia. Minhas passadas eram rápidas e os acenos breves a conhecidos que trabalhavam por ali. As poções que haviam sido pedida balançavam em uma estranha sincronia dentro dos bolsos de meu jaleco esbranquiçado. Ao mesmo tempo em que eu temia estar chegando tarde demais, eu sabia que não havia demorado o suficiente para que o feitiço fosse revertido. No fim das contas Aileen havia anunciado que naquele dia eu não faria nada alem de observar o atendimento e estender as poções quando necessário.

Batendo na porta de leve, esperei que minha entrada fosse permitida antes de adentrar o local rapidamente posicionando-me ao lado de Aileen, observando-a atentamente. O procedimento era simples, o garoto havia atingido a si próprio com o feitiço das lesmas, o que o fazia cuspir lesmas o tempo todo, algo bem nojento de se ver. Sem demonstrar meu asco pela cena, entreguei a poção a Aileen afastando-me um pouco do balde onde o garoto despejava as lesmas. Assim que o procedimento de reversão foi finalizado, Aileen me dispensou indicando que eu deveria permanecer o restante do dia na ala de preparo a poções. Não que eu me importasse, o pessoal de lá era bem animado e por vezes eu nem mesmo era tratada como a estagiária atrapalhada. Assentindo brevemente em acordo com as palavras de Aileen, saí do local.


 
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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Samuel Heloi Rousseal em Sex Maio 01, 2015 6:01 pm

WORKING HARD 
Mais um dia no Mungus, sob meu já conhecido disfarce, graças ao uso da habilidade. Tomava uma xícara de café, quando ouvi alguém murmurar meu nome falso: Hans. E o sobrenome não importa, ninguém nunca havia me perguntado. – Hm? –  Direcionei o olhar a recepcionista, que fora quem me chamara. Ao ouvir ela dizer " trabalho pra você ", larguei o café ali, e enquanto andava para o local, abotoava os botões do jaleco branco. Ao chegar, tentei a sala de tratamento, e vi um paciente sozinho ali. Rapidamente, adentrei a sala e postei-me ao lado da moça deitada na maca. – O que houve? – Findei a pergunta, pegando o prontuário da mesma. Lá dizia que ela fora atingida por vários feitiços, incluindo Sectumsempra. – Vulnera Sanentur! – Disse, primeiramente. Aos poucos, os cortes provocados pelo feitiço iam se curando.

Além disso, haviam cortes e arranhões nos dois braços e no rosto. – Asclépio! – Dizia repetidas vezes, cicatrizando os machucados. Nisso, a vítima acordou, ao que lancei um sorriso a mesma. – Olá. Sou Hans, e você está no St. Mungus agora. – Murmurei ainda sorridente, com a varinha na mão. Ela pareceu assustada ao saber disso. – Moça, o que houve com você? – Indaguei curioso, ouvindo ela responder que fora torturada após brigar com o marido. Fiquei na minha, mas sabia que aquilo era algo grave, então resolvi falar. – Sei que não é certo me meter, mas acho que devia reportar o caso ao Ministério ou à polícia. – Opinei, e logo percebi ela fazer uma careta. – O que há? – Perguntei com a testa franzida, sendo que ela reclamou de uma queimadura. 

Mas o que diabos esse homem tinha na cabeça? – Oh, não tinha percebido, perdão. – Desculpei-me pelo ocorrido, e analisei bem a queimadura, que por sorte era de primeiro grau. – Curation Ardens! – Falei, curando a queimadura. – Mais alguma coisa? – Perguntei a mesma, por precaução. Ela sorriu, e disse apenas que estava cansada. – Quanto à isso, não se preocupe. Logo uma enfermeira virá aqui para tratar de você. – Esclareci gentilmente. Em seguida, ela disse que quando recuperada iria direto acionar a justiça para cuidar de seu marido. – Muito bem. – Elogiei a atitude da mulher, e ao perceber uma enfermeira passar pelos corredores – já que tinha deixado a porta aberta – corri até a mesma. – Poderia levar aquela paciente para um quarto de repouso? – Apontei para a mulher de que tratara, e a enfermeira disse que cuidaria dela. Assim, com uma sensação de trabalho cumprido, saí do local, por um momento esquecendo de manter minha identidade secreta, mas logo corrigi isso.
                                                                


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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Ellie von Rewards Donati em Qua Abr 06, 2016 6:00 am



Meus cabelos loiros bailavam às minhas costas enquanto meu caminhar era lento e decidido. Em minhas mãos estava uma prancheta e minha varinha estava bem guardada no meu jaleco branco. Não via as pessoas que passavam por mim, apenas cumprimentava com um aceno de cabeça rápido toda vez que ouvia um "Bom dia, doutora" ou "Hey, Ellie". Minha cabeça doía um pouco, latejava lentamente do lado esquerdo, e eu tomaria algo depois pra isso, caso lembrasse. Minha noite de sono também não fora nada boa. Sonhos estranhos e saudades de minha filha Emmanuelle me castigavam há dias.

Segurei o trinco da porta enquanto terminava de ler os sintomas e exames daquela paciente. Angela Mozzetti havia dado entrada no Mungus há poucas horas sentindo coisas estranhas, como calafrios, febre, dores gerais. Poderia sim ser uma gripe comum, mas conforme os enfermeiros haviam me relatado, as vias nasais dela estavam avermelhadas e com um líquido pegajoso, transformando a respiração de Angela uma coisa mais sofrida. Nunca havia tratado uma paciente com essa doença, mas era algo a se aprender.

Assim que terminei de colocar luvas e uma máscara que filtrasse o ar que eu receberia, entrei na enfermaria onde uma moça jovem e bonita estava repousada e uma maca. Sua pele estava pálida e quase sem vida. Seu corpo, imóvel. Seu peito subia e descia muito lentamente, e... curto demais. Respiração difícil.   – Bom dia, Angela. Me chamo Ellizabeth e sou medibruxa. – seus olhos se viraram em minha direção lentamente, com grande esforço. – Não precisa falar nada. Melhor não evitar o esforço. – sorri levemente e voltei meu olhar para a prancheta. – Bom, serei direta. Você está com Gripe Lesma de Fogo. É uma doença bem comum, e curável. O que é o mais importante. – voltei a sorrir e olhei para ela. – Essa doença é transmitida principalmente pelo ar, saliva, secreções.. Então se você estiver no mesmo ambiente que uma pessoa contaminada, pode ter se contaminado. – Não iria colocar coisas precipitadas e que não tinha informações. Como ela ter beijado alguém contaminado, ter tido contato com fezes ou alguma coisa assim.

– O bom é que ficará aqui apenas por uma semana, tomando uma poção chamada Poção Letinis de oito em oito horas. Além dos feitiços e poções regularmente para aliviar as dores, febres e sintomas. – coloco a prancheta de lado e puxo a varinha. – Anapneo! – apontei para seu nariz, afim de limpar toda a secreção de suas vias respiratórias. –Headolov! – uma luz azul turquesa irradiou da varinha, onde fui passando pelo corpo todo dela, anestesiando todas as dores. – Respirate! – só para garantir que ela respiraria bem. – Hypnus! – por fim, algo que fizesse ela dormir bem. Em segundos seus olhos se fecharam, caindo no sono.

Enquanto caminhava, minha pena de repetição rápida ia escrevendo a poção padrão pra aquela doença, mais poções parafebre, dores, ânimo. Feitiços também para as dores e vias aéreas. Por fim, retirei a máscara e deixei a prancheta com a prescrição para a primeira enfermeira que vi, saindo dali.


run until the sun comes up;
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Re: Sala de Tratamento

Mensagem por Délia F. Castellari em Seg Jan 16, 2017 8:49 pm



속도를 높여 심장을 네게 맡겨. 걸음은 걸음은 버려. 빠르게 달려 .
s k y d i v e
Passar horas assinando pilhas e pilhas de papeis com toda a certeza não estava me fazendo nem um pouco bem. Meu humor não era mais um dos melhores, minha pele estava começando a ficar ressecada por falta de luz solar e meu cabelo parecia uma vassoura, daqui a pouco iam começar a me confundir com a diretora de Hogwarts. Onde já se viu, logo eu, Délia, ser confundida com uma britânica. Mas aquele hospital realmente precisava de mim.

Funcionários que simplesmente paravam de trabalhar, dinheiro que deveria ser gasto com melhorias simplesmente sumindo... Parecia até que a antiga diretora tinha feito algumas aulinhas no Brasil. Foi preciso quase de um mês pra que tudo entrasse nos eixos novamente. O maior problema era só a falta de funcionários, já que além de mim o hospital só tinha mais quatro médica.

Já estava tão acostumada a ficar trancada na minha nova sala que nem lembrava mais que ainda era a Clínica Geral da ala de Danos Causados por Magia. E levei um baita susto quando uma das minhas colegas de trabalho entrou correndo em minha sala.

Saí desesperada pelos corredores do hospital, entrando na sala de tratamento feito um furacão e me deparando com um cara completamente ensanguentado.

— O que aconteceu com ele? — perguntei para Kat, já indo até o paciente enquanto prendia o cabelo em um coque.

Ouvi as desculpas que Kat dizia, reclamando que simplesmente tinham jogado o cara ali e dado uma explicação meia boca. Revirei os olhos, perguntando-me de onde pessoas assim apareciam.

— Tudo bem, tudo bem... Parece que ele foi acertado por um Fodio. — fui até uma estante com poções, pegando uma Limpa Ferida e voltando para a mesa onde o paciente estava. — Você deu sorte, hein. — sussurrei, pingando um pouco da poção no braço dele. Quando tive a certeza de que o ferimento estava limpo, deixei a poção na mesinha ao lado e peguei minha varinha. — Estanque Sangria. — em poucos segundos o sangramento parou.

Enquanto eu limpava o ferimento com algumas gazes comecei a ouvir alguns gemidos de dor, indicando que o paciente havia acordado.

— Relidor — apontei a varinha para ele, fazendo com que a dor ficasse pelo menos um pouco suportável. — Qual o seu nome? — perguntei pra ele, tentando distraí-lo do ferimento enquanto continuava lançando alguns feitiços para curá-lo.
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Re: Sala de Tratamento

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