O Bar

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Mensagem por Helena Braddock Grinfild em Seg Nov 07, 2016 1:47 pm


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Re: O Bar

Mensagem por Owen Drozdov Karev em Sex Dez 02, 2016 3:47 am

Ao me formar em Hogwarts, as coisas clarearam aos poucos e eu achei coerência onde eu menos esperava. Ver o mundo a minha volta me abriu meus olhos para a possibilidade de ter um negócio próprio ou aproveitar um emprego que me possibilitasse uma constante movimentação e essas eram minhas duas opções, porém ainda estava decidindo o que faria. Outra coisa que me tornei decidido foi quanto a Skyler, meu amor colegial que ainda estava ocupando a minha mente, me impossibilitando de ir a diante. Escrevi-lhe uma carta e marquei um ponto de encontro durante o dia, esperava que ela fosse. A ausência dela seria o sinal do Universo de que eu deveria deixar a história no passado e seguir com a minha vida. Cheguei ao vilarejo francês cerca de dez minutos antes, os quais gastei conferindo se minha roupa estava boa, usava camisa social, que era de um vermelho escuro similar a sangue, e uma calça social bege. A roupa havia sido meticulosamente escolhida e eu esperava que estivessem caindo bem em mim.

Eu me sentei em uma das mesas e fiquei a esperar, revezando os olhares entre a porta e qualquer outro ponto do bar, uma mulher acreditou que eu estava interessado nela pois ela me deu uma piscada. Eu não sorri e voltei meu olhar a qualquer outro ponto que não fosse próximo a ela ou a mulher viria até mim. Esse era mais uma das várias vezes que eu me impedia de fazer outra coisa devido ao que sentia por Skyler. Havia aproveitado alguns momentos de Hogwarts ficando com algumas garotas, mas nunca cheguei a namorar fora da minha sala comunal, porque não queria perder a possibilidade de me acertar com a garota que eu gostava desde que conheci, praticamente. Ao ver sua silhueta diante da porta, me levantei e esbocei um sorriso, ela havia vindo. Assumo que a emoção do momento quase me fez gritar para ela me ver porém me controlei e fiquei parado. Acompanhei cada um de seus passos com o olhar e me aproximei dela quando ela estava mais próxima da mesa. - Skyler! Quanto tempo. Obrigado por ter aceitado meu convite. - Lhe dei um beijo na mão e puxei a cadeira para ela se sentar e só me sentei após ela já estar perfeitamente confortável em sua cadeira.



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Re: O Bar

Mensagem por Skyler Antonov Navikev em Sex Dez 16, 2016 2:25 am

Sabe aquele friozinho na barriga? Foi inevitável. A carta era inesperada e ao mesmo tempo muito aguardada, pois de certa forma eu acreditava que ele não havia me apagado assim do nosso tempo de escola e depois de manter um contato com ele após nosso termino de escola, esperava la no fundo que ele um dia me chamasse para um mero chá da tarde. Eu não tinha certeza se ele me convidaria de qualquer forma, ainda me questionava se uma garota desastrada como eu merecia algum tipo de atenção vinda dele, porem, ele provou que eu merecia sim e eu não desperdicei aquela chance. Ajeitei-me em frente ao espelho colocando a mecha de cabelo que caia atras da orelha, o vestido se auto-passava por magia enquanto os sapatos se poliam sozinhos, me maquiava ao mesmo tempo que o perfume me rodeava borrifando a essência de lavanda forte do boticário da madame Bouviê por todo o meu corpo. Me vesti e coloquei os sapatos e depois aparatei de minha casa para o Bar do meu Vilarejo. Adentrei o local, conhecia o seu dono que parecia mais animado naquela noite, a atmosfera cheirava a cerveja e cigarros de ervas que eu preferia não citar quais, mas que reconhecia o cheiro. O perfume das batatas assadas recém saídas do forno enfestava o local enquanto eu o cruzava a procura de Owen. Foi quando o encontrei em uma mesa muito solitario, respirei fundo completamente nervosa enquanto me aproximava dele sorrindo como boba - Owen, digo o mesmo. Que isso foi um prazer, como você esta? - questionei sorrindo - Faz um tempinho que não nos vemos, quais são as novidades? - perguntei depois de seu cavalheirismo em puxar a minha cadeira. Sentei segurando o dorso da mão direita completamente rosada, as bochechas queimavam enquanto eu tentava parecer um pouco normal e mais madura.


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Re: O Bar

Mensagem por Owen Drozdov Karev em Dom Dez 18, 2016 2:38 pm

Ainda não estava adaptado as alterações no meu código de vestimenta, porque parece que quando você se torna adulto, certos tipos de roupas não parecem boas para encontros ou compromissos mais sérios. Ela havia sorrindo e tomei isso como um ponto positivo no geral e pensei a respeito das novidades e de como eu estava, fazia um bom tempo que eu não me questionava a respeito dessas coisas. Estava me limitando a viver ou sobreviver as coisas que aconteciam. - Eu estou bem e você, como está? - Encarei-a com um sorriso nos lábios, ela sempre me causava esse efeito. - Meu irmão está em Hogwarts e meu sobrinho também, isso não é uma novidade tão grande. Eu arrumei um emprego, mas estou ainda analisando se sigo na carreira medibruxa ou aceito esse emprego. - Tinha algumas dúvidas sobre meu futuro e Skyler era apenas uma delas.

- E você? Quais as novidades que me conta? Faz um bom tempo que não nos víamos. - Eu tentava me manter sério ou calmo, mas acabava dando alguns sorrisos que deviam deixar claro meus sentimentos por ela. Eu me sentia idiota por alimentar um sentimento por tanto tempo, talvez fosse fruto do meu costume de ser mais persistente que o necessário. Um dos atendentes se aproximou e me entregou o que parecia ser um cardápio e eu a olhei, dando um novo sorriso. - Acho que vamos ter que pedir algo. Quer algo em específico? - Olhei em seus olhos e esperei, afinal eu não era mal educado. Eu analisei as opções de bebidas, que eu sabia que ia precisar, e optei pelo hidromel. - Eu vou querer uma caneca grande de hidromel e chips de batata como acompanhamento. - Fiz meu pedido e abaixei o cardápio, deixando Skyler livre para demorar o quanto precisasse.



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Re: O Bar

Mensagem por Skyler Antonov Navikev em Seg Dez 19, 2016 1:30 am

Eu me questionava internamente quais eram as novidades que eu possuía e me surpreendia quando não encontrava nenhuma interessante o suficiente para ser dita em voz alta. Pense que uma jovem pouco peculiar não sai muito, mas talvez o fato dele cogitar a carreira medibruxa seja uma brecha interessante para iniciar um papo que eu tanto queria engatar. Eu sempre fui assim, calada, quieta na minha, dificilmente saia em encontros assim - Bom, eu não tenho lá grandes novidades, mas fico feliz em informar que trabalho como medibruxa no Mungos faz alguns meses, eu e minha irmã na verdade, não sei se conhece, Allison? - disse dando um sorriso de canto - Ah e moro sozinha num chalé em Tinworth. - declaro feliz em conquistar este feito. Não fiquei o encarando para ver sua expressão quanto à isso, talvez tivesse rido ou apenas deu de ombros sem se importar muito? Era uma incógnita, ate porque desviei os olhos por alguns segundos para a ponta das minhas unhas, antes de erguer o rosto novamente. Quando finalmente meu olhar se pregou ao dele dei meu melhor sorriso e recostei a coluna no encosto da confortavel cadeira de madeira escura - Hm, quero sim. - disse mantendo aquele sorriso ainda nos lábios que estavam úmidos de tanto mordisca-los. Olhei o cardápio a procura de algo delicioso que provavelmente eu não havia comido ainda - Quero um croissant de presunto parma e queijo, hmmm, e uma caneca de cerveja amanteigada com hortelã. - avisei ao garçom mudando de um sorriso tênue para algo mais gentil e cortês. Fechei o cardápio e devolvi ao rapaz que saiu em busca dos nossos pedidos. Nos segundos seguintes um silencio mortífero se instaurou e nove segundos depois ouvi o limpar de minha garganta tão alto que quase me deixou surda, isso na minha cabeça é claro, por fora soou delicadamente imagino, já que ele não se espantou nem nada parecido - Não sabia do seu interesse por medibruxaria. - declarei surpresa mesmo que ele tivesse tudo a ver com o cargo, a primeira vista. Seria interessante te-lo como companheiro de trabalho na Inglaterra, se fosse sua escolha, não imagino motivação maior para suportar os turnos tardios daquele hospital se não para tomar um hidromel com ele no fim do dia.


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Re: O Bar

Mensagem por Jamie Nicholas Harries em Seg Jan 02, 2017 6:12 am

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so i'm hiding the tears in my eyes.

As férias finalmente chegaram depois de um longo ano de trabalho e eu poderia parar para relaxar e desligar meu cérebro, sem ter que ficar me preocupando com estudos ou com meu trabalho em Beauxbatons. Agora eu tinha tempo de sobra para fazer tudo e nada ou qualquer coisa que viesse em minha cabeça, mas a questão é focar no momento e decidi há pouco que meu destino em primeiro lugar é o bar mais próximo. 

Adentrei o bar com um sorriso maroto no rosto, me direcionei em passos calmos até o balcão e pedi uma cerveja amanteigada para o atendente, que me entregou-a em poucos minutos. Agradeci o rapaz e com a cerveja amanteigada em mãos rumo em direção à uma mesa vazia, me sentando e dando uma olhada nas garotas nos arredores, todas muito atraentes, mas não era do meu interesse me envolver com nenhuma. 

Tempo depois, eu me encontrava descontraído rindo de uma discussão de um casal que estava sentado na mesa atrás de mim, mas minha atenção acabou sendo tomada quando meu olhar se encontrou com um horrível rosto familiar: Isaac Kitchy Strauss. 

Sorte a minha, Isaac ainda não tinha notado minha presença e eu precisava agir rápido. O garoto é um porre, vive fazendo comentários desagradáveis e eu nunca entendi qual é o problema dele. Nos conhecemos há quatro anos aqui no Vilarejo de Chambérri, a tia dele mora aqui e ele e a família a visitam todo ano. No primeiro ano em que o vi aqui, quando nos conhecemos, eu estava comendo um cachorro quente na praça e observando a fonte quando ele se aproximou e se sentou ao meu lado no banco. Ele ficou me observando enquanto eu comia o cachorro quente e depois de alguns minutos pediu um pedaço, eu o encarei meio sem jeito, aliás é bem estranho alguém como ele mendigar comida, ele estava até bem vestido demais para o meu gosto, então eu obviamente recusei e falei que não era muito higiênico. Retardado do jeito que Isaac era e é, ele não me compreendeu e ficou muito bravo, então deu um tapão em meu cachorro quente que caiu em minha roupa, sujando-a toda e ainda por cima o molho de tomate que estava pelando caiu no meu tórax e no meu colo, queimando minha salsicha, se é que me entende. Eu explodi de raiva e me levantei em um pulo do banco, puxando-o pela gola da camisa junto comigo e dando-lhe um soco, ele capotou zonzo pro lado e eu imaginei que ele me deixaria em paz, então me distraí tentando me limpar e acabei levando um soco também. O irmão de Isaac chegou logo depois para impedir a grande briga que estava potencialmente se desenvolvendo e então cada um seguiu seu rumo. No segundo ano, acabei me esbarrando com ele e como já esperado aconteceram mais brigas, mas não estou com tempo para explicar outra história de ódio. No terceiro ano eu tive a sorte de não me encontrar com ele e agora, no quarto ano, cá estou eu à poucos metros de distância do capeta.

Dei um último gole na minha cerveja amanteigada e me levantei da mesa onde estava sentado, em seguida andei o mais rápido e discreto possível até a saída do local. Assim que passei pelas portas do bar, virei em uma esquina aleatória e depois de já estar à uns bons metros de distância do bar, dei um longo suspiro de alívio.

 Sã e salvo.  Era o que eu achava...antes de escutar Isaac falando uma besteira aleatória atrás de mim e dando uma risada irritante, me virei para o garoto e revirei os olhos  O que você quer, Isaac?
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Re: O Bar

Mensagem por Owen Drozdov Karev em Ter Fev 07, 2017 2:17 am

Era notório que sua mente parecia trabalhar em busca de uma resposta para minha pergunta, acabei dando um sorriso de canto ao notar isso. Podiam ter se passado anos, mas ela continuava sendo igual a garota que um dia conheci. Ela havia se tornado mais bonita com a idade, os traços de mulher havia deixado Skyler mais linda do que já era. - Lembro de ter visto pelos corredores, era da grifinória também, não é? - Ergui as sobrancelhas, pois o detalhe sobre a casa me veio a mente só depois que falei. Fiquei surpreso por saber que ela tinha chalé próprio enquanto eu ainda lutava para ter o meu lugar. - Queria poder dizer que tenho um também, mas ainda falta um pouco para conseguir algo. - Sorri e olhei nos olhos dela por alguns segundo e desviei o olhar antes que parecesse estranho demais.

Ela fez meu olhar ser capturado pelo dela, por mais que eu tivesse tentado não olhá-la, sua presença era o suficiente para que eu perdesse meu auto controle. - Por favor, senhorita. - Sorri e esperei ela fazer o próprio pedido, fiquei espantado por vê-la beber, era algo que raramente via a mulher diante de mim fazer. Mais uma entre tantas coisas novas entre nós. Só depois do pedido dela que fiz o meu. Acabei me assustando com o limpar de garganta de Skyler, acabei puxando conversa e dei um sorriso. - Há algumas coisas sobre mim que você ainda não sabe, mas espero que isso mude em breve. - Pisquei para ela com o meu melhor sorriso no rosto, a realidade era que ela havia me inspirado a seguir essa carreira. - A verdade é que no fim das contas foi você que me fez querer seguir isso todas vezes que me remendou. - Sorri com humor e me ajeitei na cadeira, precisava de alguns goles de hidromel para ser capaz de fazer o que necessitava fazer. Quase agradeci em alto e bom tom quando os pedidos chegaram e dei um gole no hidromel.



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Re: O Bar

Mensagem por Elle August. Bertrand em Dom Fev 26, 2017 5:28 pm

Poucos dias antes de partir em retorno à Beauxbatons, Eléonore decidiu abandonar sua fortaleza de cristal e sair para passar um tempo em algum pub. Chamou alguns colegas e marcou às 19h no bar do vilarejo bruxo francês. O momento iria servir para jogar conversa fora; fofocar, saber das novidades e discutir o futuro. Falando a verdade, a loira não era de se preocupar com o que viria, mas de algum tempo para cá seus pensamentos estavam mudando, talvez fosse pela chegada da maioridade. Já no lugar combinado não hesitou em entrar no estabelecimento. Escolheu uma acomodação ao fundo e retirou seu casaco de pele pondo-o pendurado sobre a cadeira. Sentou-se e apanhou o cardápio. 

Onde punha o pé era motivo para que os presentes a espionassem. No bar não foi diferente. Sorria para os curiosos de forma delicada. Nunca se irritou com a atenção extrema. Não demorou mais do que 15 minutos para que seus amigos chegassem. Cumprimentos por todos os lados, os convidados se sentavam e a confraternização se iniciava. A todo o instante drinks e petiscos chegavam à mesa. 

O ponteiro apontava 00h. Os convidados iam se despedindo e deixando o bar. Eléonore fez o mesmo. Em poucos instantes saiu do local.


*Post flashback; acontecimento ocorrido no período das férias
*Uso de habilidade


Eléonore Augustine Bertrand | Paris | 17.11.97 | Escorpião

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Re: O Bar

Mensagem por Skyler Antonov Navikev em Qua Abr 26, 2017 2:10 pm

Meu chalé era pequeno, eu não gostava de nada exagerado, ate porque de onde eu vim tudo tinha seu exagero e eu ja estava estafada disso, era suficiente para mim e eu não precisava de mais do que aquilo para viver bem ate agora - Vai conseguir antes do que imagina, espero. - comento positiva. Eu o estudava enquanto ele declarava seus mistérios. Claro que eu  imaginava que não o conhecia bem, afinal a unica coisa que fiz na nossa época de escola foi ser gentil e curar seus ferimentos que na maioria eram causados por mim mesma - A verdade é que se eu não te fizesse se machucar tantas vezes não teria que remenda-lo. - concluo relembrando o fato a ele - Se bem que pelo menos agora você gosta tanto de medibruxaria quando eu, então, por nada. - brinco sorrindo convencida escondendo os lábios no copo de cerveja que chegou logo em seguida. O croissant estava bem quente e a cerveja tao gelada quanto a ponta dos meus dedos que estranhamente sempre foram frios - Mas então você pretende trabalhar em qual área da medibruxaria? - pergunto casualmente enquanto beberico da cerveja e a devolvo a mesa.


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Re: O Bar

Mensagem por Owen Drozdov Karev em Qui Abr 27, 2017 10:23 am

Ela tentou confortá-lo e ele deu uma risada abafada, era claro que ele gostaria de gozar dessa grande conquista, porém sabia que isso levaria alguns anos, pois os trabalhos que vinha fazendo eram de renda muito baixa. - Esperto que sim, amo meus irmãos e nossa família, porém não tenho mais paciência para dividir as coisas como antes. - Ele estava na fase revoltado e tudo a sua volta parecia incomodar ele, a cara dela enquanto ele falava sobre meus mistérios foi engraçada, mas menos engraçada do que a frase dita por ela.  - Isso é um pequeno fator nos meus acidentes, quando não era você que causava, você estava envolvida na causa. - Ele deu uma risada se lembrando das vezes que trombou em algumas coisas por estar observando a mulher diante de si e isso acabou mal, até mesmo uma vez chegou a abrir um supercílio em uma dessas vezes.

Por sorte, Skyler sempre o ajudava a se recuperar, mesmo sem entender como ele conseguiu alguns ferimentos, então ela falou uma verdade e ele foi obrigado a aceitar. - Sim, tudo isso teve bons frutos no fim, tá vendo? -  Ele sorriu e piscou para a garota que ele amava desde os tempos estudantis, ele deu um gole na própria bebida só para deixar as coisas se assentarem um pouco dentro dele e sorriu com a pergunta que a loira fez. - Eu acredito que teria mais futuro na área de acidentes mágicos ou relacionadas a criaturas. - Ele estava se perguntando sobre outras possíveis áreas, mas essas eram definitivamente as que ele mais tinha afinidade. - Você foi para qual delas? - Ele passou uma mão pelo cabelo, pois tinha tido um leve incomodo no couro cabeludo, mas preferiu fingir que era apenas um tique nervoso. Owen estava pensando a respeito do quanto as coisas mudaram em tão pouco tempo, porém sua impulsividade juvenil se mantinha igual, afinal ainda tinha a mesma vontade de ter algo mais sério com Skyler do que quando era apenas um garoto bobão. - Tenho que lhe perguntar uma coisa. Não me leve a mal, mas é que sempre tive a curiosidade. - Ele se defendeu antes mesmo de perguntar algo, pois sabia que poderia ser mal interpretado e não queria isso. - Por que você sempre fugia quando eu te beijava? - Ele fez a pergunta antes que a coragem de fazê-la se esvaísse de seu ser.



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Re: O Bar

Mensagem por Skyler Antonov Navikev em Qui Maio 18, 2017 11:39 pm

Saber que eu era as vezes a causa e nao a causadora me fazia surgir varias questoes a mente e eu buscava parte das respostas em seu olhar ou jeito de agir, mas de forma alguma eu perguntaria, sou tímida o suficiente pra entender que isso estava fora de cogitação, ainda mais quando se gosta da pessoa, o que é o meu caso. Então, enquanto a conversa flui ele me responde algo que me deixa muito satisfeita ja que eu era funcionaria de uma das áreas que ele comentou - Bom, recentemente o Mungus ficou com pouca verba e eles uniram duas alas pra poupar espaço e funcionários, então, eu me torneio medibruxa da ala da maternidade e ataques por criaturas. - comento satisfeita e então o observo atentamente, eu nunca havia notado ate aquele momento como seu olhar e seu sorriso eram harmoniosamente lindos, eu fiquei encantada e tive de me esforçar para não ficar por horas o observando seu rosto, não queria ser indelicada, mas nem precisei, ele ja fez isso por mim. Não que eu tivesse repudiado a pergunta e não tivesse gostado do comentário/pergunta, mas é que exigia uma mudança de uma parte de mim que era meio desconfortavel de abrir mão, mesmo assim me senti confortavel suficiente para admitir seguido de uma risada nervosa - Não ria de mim! - exigi eu mesma rindo - Acontece que eu entrava em panico e não sabia como agir, eu sempre tive uma queda por você, mas sou tímida demais, ai imagina que me dava ataque de panico, eu ficava envergonhada por não saber como agir e saia correndo... Patético, eu sei. - admiti e logo completei me defendendo - Mas eu nunca tive mãe pra me explicar como agir nessas horas, hoje to mais controlada graças a Deus. - rio e continuo a observa-lo. Bebi da cerveja novamente e provei do croissant enquanto sentia a mistura do quente e frio delicioso em minha boca. Eu sempre quis ser legilimente pra saber o que se passava na mente das pessoas num momento como aquele, praticamente me delatei ali a frente de Owen e so o que conseguia fazer era beber e comer para não ter que roer as unhas de nervoso. 


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Re: O Bar

Mensagem por Carmela d'Andigné Bourbon em Ter Jun 20, 2017 10:31 pm

no need for us to hesitate

We're all alone, let's take control
Carmela encarou a si mesma no espelho diversas vezes, e em nenhuma havia gostado do próprio reflexo. No lugar dos habituais trajes elegantes e refinados, lá estavam um par de calças jeans comuns, uma bota acima do joelho de cor preta tal qual a capa que lhe cobria o tronco. A intenção era parecer o mais discreta possível e não conquistar olhares admirados em sua direção, mas a sensação de desleixo e de simplicidade a deixavam agoniada. Desde quando era uma garotinha vestira-se com classe, e hábitos tão fortes não costumam mudar tão facilmente. A jovem mulher respirou fundo e aceitou que aquilo era o mais próximo de uma bruxa comum poderia vestir, e ao menos para aquele encontro, era exatamente essa personagem que ela precisaria interpretar. Alinhou alguns fios de cabelo e saiu de seu quarto.

O trajeto até o bar fora rápido. Diferente do planejado, alguns rostos viraram eu sua direção ao vê-la cruzar as ruas do vilarejo já tão conhecido. Com os olhos sedutores e um rosto tão lindo, mesmo vestida como uma dementadora ainda chamaria a atenção. Abaixou o rosto, coisa que detestava fazer, e caminhou o mais discretamente possível. Que vergonha seria se algum conhecido a visse vestida assim! Mas o motivo de tamanho constrangimento valeria a pena, e só de pensar nisso teve de morder o lábio inferior para conter um sorriso. Aliás, sorrir em público também não era comum a ela. 

Ao adentrar uma ruela, lá estava o bar combinado. Abriu a porta e gostou da vista: não era sujo nem tinha odor de cabra morta, ainda assim mantinha um ar mais discreto, como se fosse de fato seguro estar ali. Seu olhar percorreu o ambiente e não viu Thierry imediatamente, e sim depois de alguns passos em direção a um canto mais reservado do local. Se permitiu tirar a capa enquanto caminhava até ele, sentindo as bochechas arderem de vergonha ao ser vista vestindo-se tão comumente por alguém que lhe conhecia tão bem. Eis que valeria a pena. Haviam dois bancos, um em frente ao outro, e entre eles estava uma mesinha bem típica de bares - só que limpa. Pensou em sentar-se em frente ao sobrinho, mas já estava com um pé afundado em perigo, por que não afundar também a perna? Quando Thierry se pôs em pé para lhe receber, Carmela simplesmente passou pelo mesmo e sentou-se no banco onde este estava, encostando-se na parede e ostentando um sorriso travesso. — Se incomoda? — Provocou, rindo debochada antes de vê-lo sentar-se ao seu lado. — Cassandra está me caçando em nossa própria casa, Thierry! Aposto que aquela velha desgraçada está planejando alguma coisa. — Carmela sentiu um peso enorme despencar de seus ombros. Era tão bom estar acompanhada de alguém com quem poderia ser completamente honesta! Seus olhos buscaram o do sobrinho e ela mordeu o lábio mais uma vez. Quem era Cassandra perto daquele rosto tão perfeito? Quis contornar o maxilar de Thierry com os dedos, mas sentiu que não podia. E se algum pau mandado da velha a tivesse seguido? Ela sempre tivera mais sorte do que juízo.


OFF: As postagens entre Carmela e Thierry estão pausadas e interrupções serão desconsideradas por serem posts relacionados a trama. Valeu, flw.


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Re: O Bar

Mensagem por Thierry d'Andigné Bourbon em Qua Jun 21, 2017 10:54 pm

Honey Pie
I hate u, but I love u.
Eu odiava ter que me encontrar escondido, odiava ainda mais ter que usar trapos para encontrá-la. Dessa vez seria diferente, eu estaria ocupado demais, sairia do hospital e iria de encontro a ela apenas com um sobretudo para cobrir minhas vestes. Eu não estava dando a mínima para discrição, pelo menos não tanto quanto Carmela deveria estar. Eu estava cansado, cansado de toda aquela farsa e cansado de viver de migalhas. Sim, eu estava falando do maldito casamento. O tonto do Alejandro tinha Carmela o tempo todo desde que Aretha anunciara a droga do noivado. Eu não me importava nem um pouco com aquilo, na verdade não me importaria[i/] se não sentisse Carmela diferente. Eu poderia abrir mão de qualquer coisa por ela e nós sabíamos que Aretha tinha um plano insano envolvendo ela e o acéfalo espanhol, contudo eu contava com a sensatez de Carmela para continuarmos juntos, para sempre. O fato de vê-la se envolvendo com essa cerimônia mais do que deveria me deixava ensandecido. O plano não era aquele, nem de longe, e mesmo que ela estivesse sendo pressionada para se envolver ainda mais com essa cerimônia ridícula, ela poderia contornar a situação. Aquilo estava sugando-a, deixando-a cansada e infeliz e eu não suportava vê-la daquela maneira. Se ela não desse um jeito de arrumar a situação e melhorar o quadro para nosso favor, eu com certeza darei. 

Notei quando ela chegou. Estava simples, contudo não há simplicidade quando se trata de Carmela. Até o traje mais discreto possível passaria não passaria despercebido naquele corpo. Mandei o garçom ir embora pela milésima vez quando ele aproximou-se de mim perguntando se eu queria algo. Fui seco em dizer que se quisesse algo o teria chamado. O garoto de rosto sardento apenas engoliu em seco e saiu andando bem quando eu levantei e observei Carmela se aproximando, sentando sem nem ao menos me cumprimentar. Fixei o olhar aonde ela deveria estar e sentei-me lentamente, ignorando sua provocação. Joguei meus olhos sobre ela e os revirei ao ouvir a primeira coisa que ela disse à mim. Desde o começo ela sabia que seria assim então não havia motivos para reclamar. Não concordei, não discordei, apenas a observei. Fitei-a, estreitei os olhos, trinquei o maxilar e tive vontade de xingá-la ao vê-la mordendo o lábio inferior. Carmela mexia comigo, é verdade, mas eu estava irritado o suficiente para não cair de maneira alguma em suas garras. Ela não havia me cumprimentado, não havia sequer me tocado e já chegou jogando seus problemas em cima de mim. Eu estava temperamental o suficiente para fazer daquilo uma discussão, contudo aguardei e resolvi seguir o rumo que ela havia dado à conversa. —  É óbvio que ela está planejando algo, meu bem. — Sorri cínico e apertei os olhos. Desfiz a expressão com a mesma rapidez e segurei o queixo dela, rapidamente, sentindo o desconforto que isso causava nela. Afastei minha mão de seu rosto, provavelmente ela deve estar com medo de que Cassandra, aquela velha cretina, tenha mandado alguém para persegui-la, e acredite, ela seria capaz de fazer isso e eu tinha plena consciência disso. Contudo, eu jamais temeria ela ou quaisquer outros membros da família. Quando se tratava da relação entre Carmela e eu, eu optava mais pela ousadia e coragem do que por precaução e sigilo. — Você está muito diferente, Carmen. —  Eu a chamava assim e ela sabia muito bem o motivo. —  Você está com medo, insegura, eu sinto isso daqui. Além do mais, mal tem tido tempo para mim, por que não deixou que aquela velha idiota e o pamonha do seu noivo cuidassem do casamento sozinhos? —  Eu estava agindo feito uma garotinha carente e talvez tenha aumentado um pouco o tom de voz, mas eu não me importava, eu adorava explodir quando tinha que explodir e adorava fazer isso com Carmela, pois sempre terminava da melhor maneira possível. Carmela tentava argumentar, mas, sinceramente, eu não queria ouvir. Alejandro estava tirando-me do sério de uma maneira a qual jamais conseguiu. Olhando para Carmela agora, eu só conseguia visualizar a imagem dele e era horrível ter que associá-la e ele, mas era impossível não fazê-lo, não quando a tão trágica data se aproximava ainda mais. —  Contratasse alguém para cuidar disso. — Explodi a interrompendo. Massageei uma têmpora e olhei ao redor para ver se mais alguém prestava a atenção em nós e felizmente todos estavam felizes demais para nos notar. — Eu estou um poço de estresse. Esse casamento... essa nova geração da família, Cassandra com aquela cara de quem está maquinando algo que eu não consigo descobrir... — Suspirei frustrado e encostei na parede, assim como ela havia feito quando chegou. — Eu sinto que vou explodir."Uma pena que tenha que ser com você" pensei fitando aqueles enormes olhos e aqueles lábios finos, porém extremamente atraentes. — Me perdoe, Carmen. —  Murmurei segurando sua mão sobre a mesa, apertando-a com força. Ela parecia tão cansada, porém continuava linda, estonteante.




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Re: O Bar

Mensagem por Carmela d'Andigné Bourbon em Qua Jun 21, 2017 11:59 pm

no need for us to hesitate

We're all alone, let's take control
A família Bourbon não mistura seu sangue, então todas as crianças são criadas e doutrinadas com o mesmo princípio de seus antecessores. Carmela sempre soube que precisaria se casar com algum de seus parentes. Isso não havia sido problema até então, já que se encantou pelo filho de sua irmã quando entrou na fase onde garotos passam de criaturas nojentas para criaturas nojentas que beijam. Sempre havia sido Thierry, muito por terem a mesma tutora, muito por terem muito em comum. Ele só fazia ficar mais lindo e interessante a cada novo ano, e o sentimento de Carmela só fazia ficar mais forte. Alejandro caiu de paraquedas em sua vida. Toda aquela coisa de casar com um de seus familiares passou a ser um peso gigante sobre seus ombros. O noivo era um projeto de vegetal, mimado e fiel demais a Cassandra. Aretha não sabia dos sentimentos de Carmela, e mesmo que soubesse, Alejandro seguiria sendo o candidato ideal: traria fortuna, era facilmente manipulável e o mais importante, lhe daria um herdeiro de heranças incontestáveis. O próprio Thierry que estava em sua frente com uma cara de poucos amigos a havia lhe dado um sermão sobre como ela só existia para continuar a linhagem e toda aquela conversa sobre ser útil e seguir os ensinamentos. Todos pareciam gostar da ideia, menos Carmela, que só aceitou participar do próprio casamento por ser ambiciosa demais. Eis que o "grande dia" ficava cada vez mais próximo, e agora que havia saído de Beauxbatons e estava desempregada não tinha mais desculpas para não ajudar a organizar o evento. E como era chato! Mesmo para alguém que gosta de coisas elegantes. Digamos que não há decoração que salve um casamento forçado. 

Estava cansada. Cansada de Cassandra, Ananza, Aretha e de si mesma. Cansada de fingir empolgação sobre o evento e de inventar desculpas para fugir do noivo. Exausta por manter uma máscara por tanto tempo e por não ter Thierry ao seu lado naquela bagunça que estava sua vida. O homem estava ao seu lado, mas parecia enfurecido. Não ficou irritada com a fala grosseira e sarcástica vinda do sobrinho por saber que agiria exatamente igual quando fosse a vez dele de se casar. Abriu a boca para retribuir a grosseria, mas foi impedida quando a mão do homem lhe tomou o queixo. Seu corpo estremeceu e ela teve de resistir à vontade de fechar os olhos para desfrutar do toque. E se alguém visse? Seu coração se rompeu em mil pedaços ao ouvir seu apelido ser pronunciado com um tom decepcionado, quase triste. Observou Thierry a questionar sobre coisas que ela mesma já havia se questionado. Respirou fundo, se aproximando um pouco do mesmo para tentar se explicar. — Você sabe que não estou ajudando por querer, Thi. Estou desempregada até o casamento passar e sem desculpas para fugir dessas reuniões todas. Alejandro está mais difícil de dobrar do que… — A voz alterada de Thierry a fez se calar. Ele realmente estava chateado, e ela odiou a sensação de ter sido a causa desse sentimento. — Você tem razão sobre como me sinto. É meu dever e tenho muito a ganhar, fico honrada com a confiança, mas bancar a boa moça com aquela gente está me deixando irritada! Quero matar aquele imbecil a cada vez que o vejo! — Sentiu o peso das palavras caírem de seus ombros mais uma vez. Havia tanto em jogo, ela deveria sentir-se feliz por ter sido a escolhida para os planos magníficos que estavam se desenrolando, mas às vezes, somente as vezes, aquilo parecia mais do que a paciência dela poderia aguentar. Que Cassandra fosse para o quinto dos infernos! Carmela pôs a mão direita no rosto de Thierry e lhe acariciou a bochecha com o polegar. — Você não vai explodir. Sou a mesma Carmen, exceto pelas vestes de segunda mão. — Brincou, rindo da própria piada. — Podem me casar com quem quiser, ainda vou acabar na sua cama. — Mesmo que seu interior gritasse por moderação, aproximou seus lábios dos de Thierry e lhe deu um selinho rápido. — Sabe, ainda prefiro discussões mais calorosas… elas sempre terminam melhor. — Sorriu, mordendo o lábio em seguida. 

O bar não era a definição de descrição, mas Carmela sentia-se confortável para desfrutar de mais contato físico com Thierry. A verdade é que sentira falta do toque forte e ao mesmo tempo carinhoso do sobrinho, mas as coisas estavam tão corridas que encontrá-lo estava quase impossível! Cassandra merecia uma morte lenta e dolorosa, e a teria logo no que dependesse de Carmela. Aproveitou a mão de Thierry a sua e entrelaçou seus dedos, encarando os olhos brilhantes em sua frente. A vontade de beijá-lo só ficava maior, e aqueles dedos entrelaçados começaram a parecer muito pouco contato. Besteiras rondavam sua mente, mas tudo que tinha coragem de fazer naquele momento estava ali, naquelas duas mãos unidas. Embora o silêncio estivesse confortável, como se somente tocar fosse tão bom que nada mais precisaria ser feito, ela cortou o momento. — Precisamos de um lugar. — Percebendo o olhar confuso do sobrinho teve vontade de rir. — Um lugar em que eu possa te beijar até você implorar para que eu pare. — Quis acrescentar "longe daquela vaca tão velha que deveria produzir leite em pó", mas não quis estragar o momento trazendo-a novamente para a conversa. 


OFF: As postagens entre Carmela e Thierry estão pausadas e interrupções serão desconsideradas por serem posts relacionados a trama. Valeu, flw.


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Re: O Bar

Mensagem por Thierry d'Andigné Bourbon em Sex Jun 23, 2017 10:56 pm

Honey Pie
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Desde o momento em que passei a enxergar Carmela como a mulher que ela era, tive a certeza de que nascemos para pertencer um ao outro. Sobre casar e passar a vida inteira com alguém, eu sabia que seria ela minha escolha, afinal nossa família funcionava assim e quando isso ocorria naturalmente era ainda melhor para os membros do quando jogavam uma parente aleatória em seus braços e os obrigava a sentir algum afeto por ela da noite para o dia. Contudo Aretha estragara tudo, Alejandro estragara tudo, os familiares que brigaram separaram-se anos atrás estragaram tudo, o universo estragara tudo. Eu culpava a tudo e a todos pela desgraça que estava ocorrendo em nossas vidas e por mais que me convencesse que nada poderia ser feito, que tinha que ser assim, eu não cabia em mim de tanto ódio. No começo eu conseguia ver  todos os benefícios que o lado espanhol traria com essa união, que apesar de incomodar-me no início, era necessária. E se tinha que ser Carmela ou eu a ser oferecido como sacrifício para que o grande plano fosse cumprido, que assim fosse. Mas, depois que conheci Alejandro, o único filho homem de Cassandra, e que obviamente casaria com Carmela caso ela fosse a escolhida, eu enlouqueci. Ele era um completo idiota, fraco, mimado e a ideia de que ele pudesse possuir Carmela não me passava de jeito nenhum pela cabeça. Eu o sondei, assim que Aretha anunciou que Carmela quem seria dada. Além de possuir um caso com uma trouxa, o imbecil era um completo frouxo, não tinha noção nenhuma de autodefesa e negava o envolvimento com a irmandade negra, sendo que toda a família servia à Lady das Trevas. Ele era tão estúpido que nem se preocupou em esconder os rastros que ele e aquela trouxa imunda deixavam. Foi muito fácil localizá-los e foi mais fácil ainda acabar com o casinho. A família sequer sabe, mas fora eu quem encerrei toda essa palhaçada. Ponto para Thierry novamente. Mas isso pouco importava, minha Carmela ainda se casaria com um cara que deita com trouxas e pior, ele iria possuí-la... 

[/i]
 — Também tenho vontade de matá-lo. — Conseguia compartilhar do mesmo sentimento que minha amada, mas a união era importante e ele era a peça fundamental para que ocorresse, afinal Carmela também era a única do sexo feminino que poderia casar com Alejandro do nosso lado da família. E isso me levava a outro incômodo: filhos. Carmela teria que se deitar com aquele... aquele... Meus pensamentos fora felizmente interrompidos quando ela tocou minha bochecha com seu polegar. Tive vontade de chupar seu dedo, estranho não? Eu sei, mas os toques de Carmela sempre causavam pensamentos e sensações inusitadas em mim. Mordi meu lábio inferior com demasiada força, primeiro para conter a gargalhada que eu soltaria devido a piada que ela havia feito e depois porque seu toque causava sempre uma sensação de que deveríamos fazer sexo, não importe aonde estivéssemos. Por isso a mordida, para me fazer sentir dor e cair na real.  Meu rosto queimou e eu fiquei sem palavras ao ouvir a frase seguinte. Encarei os olhos enormes de minha tia a desejei intensamente. Ela me ganhava com tão pouco que às vezes eu me sentia o mesmo aborrecente bobo que havia se apaixonado por ela. Quando seus lábios tocaram os meus rapidamente, fechei os olhos apenas sentindo a textura de seus lábios e o quanto eles me faziam falta. Só voltei a abri-los quando ouvi a risada dela, aquela risada divina que me fazia acreditar que o céu era um lugar na Terra. Qual lugar? Qualquer um em que ela esteja.

Eu não conseguia me controlar muito tempo perto de Carmela. Meu corpo já dava sinais de que ela estava mexendo comigo por dentro e por fora (se é que me entendem). Ajeitei-me na cadeira e observei a mulher diante de mim com as mãos grudadas nas minhas e os dedos enlaçados nos meus. Suas mãos era macias e bem cuidadas e no momento eu só desejava que elas estivessem tocando outro lugar. Encarei-a e logo desviei os olhos para aqueles lábios que tanto me convidam até eles, mesmo sem fazer nada. Fiquei fitando-os e desejando-os até que ela me tirou minha atenção com sua voz eletrizante. Lambi meus lábios ao entender o que ela quis dizer e estiquei uma de minhas pernas, alcançando uma das suas. — Por que não aqui? — Indaguei esfregando minha perna na sua, enquanto acariciava nossas mãos entrelaçadas. — Ou tem medo que sua futura sogrinha descubra? —  Sorri e levei uma de suas mãos até minha boca mordendo-a de leve enquanto a fitava nos olhos. Meu desejo por ela era imenso, eu poderia devorá-la ali mesmo, dentro daquele bar e ela sabia disso. Eu era meio insano, mas creio que isso fora o que atraíra Carmela até mim. Ela adorava um perigo e coisas inusitadas e comigo ela poderia ter ambos.




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