O Bar

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Re: O Bar

Mensagem por Carmela d'Andigné Bourbon em Sab Jun 24, 2017 8:51 pm

no need for us to hesitate

We're all alone, let's take control
Quando a perna dele tocou a minha, soube que aquilo seria divertido. Thierry era a pessoa mais incrível que eu conhecia exatamente por não ligar para nada, ao menos quando se tratava de nós dois. Tenho certeza de que, caso não fosse tradição familiar e tivesse tantos ganhos financeiros, ele teria impedido meu noivado. Por um momento eu mesma pensei em fazer isso, anunciar nosso caso e me casar com ele, mas que burra seria trocar dinheiro e poder por amor, sendo este gratuito e dormindo no quarto ao lado? Então eu segui o teatrinho, e vendo Thierry ali, com aqueles olhos tão lindos transmitindo desejo e perversão, soube que Alejandro, Cassandra e nenhum dos Bourbon poderiam nos impedir. Seríamos amantes, ao menos no que dependesse de mim, e eu o arrastaria para meus braços com toda a certeza. Mesmo que ele casasse, mesmo que tivesse seus próprios herdeiros: Thierry François d'Andigné di Bourbon era meu, de corpo e mente. Sua voz era sensual e seu toque muito convidativo, mas a velha e boa desconfiança não me permitia o agarrar ali mesmo. Se eu o levasse para o banheiro, no entanto, aquilo acabaria bem demais e eu também não achava ser uma boa ideia. Fixei meus olhos no seus e desvencilhei nossos dedos, espalmando ambas as minhas mãos em suas coxas. Eu estava abusando da sorte e sabia disso, mas havia tanta saudade do contato dos nossos corpos que eu não conseguia resistir. — Que se dane aquela vaca! — Falei mais para mim mesma do que para Thierry, me apoiando nas mãos em suas coxas para elevar meu tronco até nossas bocas estarem muito próximas. — Só um. Só um e nós iremos nos comportar. — Rocei meus lábios nos dele e iniciei um beijo lento, que virou rápido e quente muito mais rápido do que eu imaginava. Nossas línguas, tão íntimas, brincavam uma com a outra. As mãos dele passeavam pelo meu corpo. Retomei ao juízo alguns instantes depois, dando-lhe um selinho antes de voltar a posição inicial. Encarei ao nosso redor e agradeci aos deuses por ninguém estar nos observando. Também, com aquelas vestes, quem iria querer saber de nossas vidas? Mordi os lábios sem querer quando Thierry encontrou meu olhar novamente. Céus, faltava tão pouco para aquilo fugir completamente dos meus planos. — Que tal uma bebida gelada? Está quente aqui. — Me abanei exageradamente e acabei rindo disso. Céus, como era fácil rir e mostrar os dentes na companhia dele! Então os assuntos sérios voltaram a me assombrar como dementadores. Minha mão esquerda voltou a buscar pela de Thierry e meu sorriso se perdeu. — Odeio esse assunto tanto quanto você, mas conversei com Aretha e preciso… — Desviei o olhar para longe, encarando um ponto qualquer. — Preciso engravidar logo. Gerar mini asnos como o pai. — Rolei os olhos e soltei um suspiro misto de sofrimento e fúria. — E aí eu posso torturar e o matar em seguida. Você pode assistir se quiseres, querido. Será divertido. — Meu olhar ainda estava naquele pontinho. Não estava empolgada em ver a raiva estampada no rosto de Thierry, e eu sabia que estaria. — E se ele for virgem? — Voltei a encarar meu sobrinho com uma careta de espanto. Alejandro tinha muita beleza, mas a personalidade e a dependência por Cassandra o fazia um fraco. Quem tem relações sexuais com um fraco? Eu teria, em breve, e isso seria tão ruim quanto sequer pensar. Senti minha alma agoniar-se. — Preciso de você, Thierry.


OFF: As postagens entre Carmela e Thierry estão pausadas e interrupções serão desconsideradas por serem posts relacionados a trama. Valeu, flw.


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Re: O Bar

Mensagem por Thierry d'Andigné Bourbon em Dom Jun 25, 2017 11:56 pm

Honey Pie
I hate u, but I love u.
Ao sentir seu toque em minha coxa, meu corpo inteiro ficou febril. Seus toques me faziam sentir tesão, mas vê-la xingando e agindo com irresponsabilidade deixava-me mais animado ainda. Mordi o lábio inferior e assenti, vendo-a aproximar-se e abri um enorme sorriso sabendo que teria dela o que tanto queria. Minha tia disse que só teríamos apenas um contato, porém eu sei que se eu quisesse eu a faria perder o controle até querer mais e mais. Estremeci ao sentir seus lábios passarem lentamente sobre os meus. Meu lábio inferior foi sugado e então ela iniciou um beijo lento que fez com que meu corpo esquentasse ainda mais. Agarrei sua nuca enquanto nossas línguas brincavam uma com a outra loucamente. Levei minha mão livre até sua perna, apertando sua coxa com força, controlando-me para não enfia-la entre as pernas de Carmela. Odeio ter que me policiar e manter o controle, mas até eu tinha que admitir às vezes que para tudo havia limite. Meus olhos estavam fechados quando ela afastou-se dando-me um último selinho que tentei transformar em outro beijo quente, mas fui violentamente censurado com uma mordida no lábio superior. O lambi enquanto ela olhava ao redor, preocupada. Toda aquela preocupação, apesar de ser desnecessária, era extremamente sexy. Sorri balançando a cabeça positivamente sobre a bebida, embora discordasse de que qualquer bebida servida fizesse a temperatura ali abaixar, quer dizer, pelo menos não a minha.

Eu estava adorando passar aquele tempo com ela. Havia até esquecido o motivo pelo qual passei a semana inteira estressado. Bem, havia até ser novamente lembrado. Fechei a cara imediatamente e encarei um ponto qualquer enquanto ela falava dos malditos filhos. Alejandro não poderia deitar-se com Carmela. Ele não era homem suficiente. Eu não conseguia imaginá-los juntos em um momento íntimo, embora me enfureça apenas pensar, que dirá discutir sobre esse assunto. Apertei a mão de minha tia, mas sem encará-la nos olhos. Tudo que ela dizia parecia ser em vão, no fim das contas ela teria que deitar-se com o tongo de qualquer maneira, contudo... — Eu posso dar-lhe esse filho. Você só precisa deitar-se com ele uma única vez e eu lhe dou esse filho. — Procurei os olhos de Carmela e apertei sua mão em confirmação. Ela podia confiar em mim, e sabia que eu seria capaz. Nós só tínhamos um ao outro nessa história e era melhor que permanecesse assim, eu não suportaria ter que lidar com o fato de que Carmela e Alejandro estavam dormindo, todos os dias, juntos... Argh!




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Re: O Bar

Mensagem por Carmela d'Andigné Bourbon em Seg Jul 03, 2017 8:08 pm

no need for us to hesitate

We're all alone, let's take control
Quando deixei escapar que precisaria da ajuda de Thierry, não sabia exatamente de que tipo de ajuda precisava. Meu interior pedia que ele fizesse Alejandro sumir, mas nós dois sabíamos que não seria possível. Meu noivo era atraente, só cego não veria, mas ele era o tipo de cara que chama atenção em um bar, mas quando você se aproxima e ele diz a primeira palavra, perde totalmente o encanto. Um homem fraco, manipulável e romântico era o desejo de qualquer pessoa que goste de mandar, mas ele estava muitos níveis abaixo de mim, coisa que eu não conseguia deixar de levar em consideração. E então veio a proposta de Thierry, me fazendo prender a respiração. Do que ele estava falando? Não seria novidade me envolver sexualmente com Thierry, mas procriação era algo que eu jamais imaginei que seria ofertado. Ri de nervoso e lhe beijei com urgência. Eu não fazia a menor ideia do que estava fazendo, mas ninguém se oferecia para ser o pai biológico de uma criança que nunca poderia chamar de filho, pior: teria de ver outro homem criar achando que é seu. Aquilo era prova de amor o suficiente para mim, e aquele beijo era minha forma de demonstrar a reciprocidade do sentimento. Minha língua buscava a dele enquanto meu pensamento passeava pela possibilidade. Éramos parecidos fisicamente, ambos de cabelos negros, olhos claros, altura similar e alguns outros traços notáveis. Já haviam achado que fossemos irmãos antes. O bebê poderia ser uma cópia de Thierry que nem mesmo Cassandra desconfiaria, pensando ter herdado tantas características de mim. Eu teria um herdeiro Monserrat di Bourbon e teria todo o poder de ambas as famílias em minhas mãos. Era brilhante! Mesmo que Thierry viesse a se casar com Ananza, Melinoe ou Cheryl, ainda assim eu teria sido a primeira a unir de fato as famílias e teria mais privilégios do que qualquer outro. Só havia um pequeno problema. Afastei meus lábios dos de Thierry e o esperei abrir os olhos, encarando-os. — Mesmo que seja somente uma vez, como vamos saber quem é o legítimo pai? — Maldito Alejandro! Maldita Cassandra que não o soube criar! E lá estávamos no ponto zero novamente. — A não ser que o façamos acreditar que houve sexo. Isso é possível? — Questionei, voltando a entrelaçar nossos dedos. Quando a vítima era Thierry, eu não gostava de usar aquele olhar de gato de botas, nem morder meus lábios tão lentamente que chegavam a doer, muito menos oferecer carinho para lhe hipnotizar, mas eu precisava de uma solução, e talvez o incentivo o fizesse pensar em algo, algo que nem eu mesma conseguia planejar. Suspirei e joguei meu último "incentivo". — Preciso de sua ajuda, amor. — Eu nunca o havia chamado assim antes, mas não deixava de ser verdade. Se eu tinha alguma alma gêmea, metade da laranja, açúcar caramelizado da minha maçã do amor ou qualquer uma dessas porcarias, o homem em minha frente certamente o seria.


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Re: O Bar

Mensagem por Thierry d'Andigné Bourbon em Qui Jul 13, 2017 5:13 pm

Eu mataria por ela, Carmen sabia disso, no entanto não podíamos tirar Alejandro da jogada enquanto não houvesse o casamento e um maldito herdeiro. O máximo que eu poderia fazer era dar-lhe o tão sonhado filho, até porque eu tinha medo, medo de que Carmela tivesse que parir uma criança tão fraca quanto o pai. Seria melhor que esse filho fosse nosso, eu estava disposto a dar à ela ao menos isso, mesmo que o idiota do Alejandro pense que o filho era dele e o trate como tal. Eu não estava fazendo nenhum favor, eu sempre quis ser pai e desde quando éramos mais jovens havíamos prometido um ao outro que teríamos nosso filho juntos e que nada e nem ninguém nos impediria. Eu seria capaz de matar um filho de Carmela se soubesse que ele era do Alejandro e não meu, eu sei que isso é uma medida um pouco extrema, mas eu não tenho nenhuma pena de matar criança, eu já o fiz antes. Eu havia prometido à Carmen muito antes dessa loucura toda começar que eu seria o pai da primeira criança dela, e eu seria, nada nem ninguém iria nos impedir. Apertei sua mão com força enquanto ela me observava com um olhar de espanto após minha proposta. Seus lábios vieram velozmente em direção aos meus e dessa vez eu quem me surpreendi com o beijo urgente. Fechei os olhos deslizando minha mão livre até a nuca dela, aprofundando o beijo. Sua língua encontrou a minha e, loucamente, elas se acariciavam, colocando para fora todo aquele sentimento que tínhamos um pelo outro. Eu sequer sabia o que havia passado pela cabeça dela para que ela retribuísse a minha proposta dessa maneira, mas ela jamais poderia duvidar de que eu não toparia ser o pai do filho que Alejandro e ela iriam criar.

Abri os olhos lentamente ao sentir a boca dela afastando-se da minha. Encarei-a e antes mesmo de poder sentir a sensação boa que aquele olhar me trazia os contras do nosso plano começaram a me atingir como socos na boca do estômago. Carmela fora quem pôs em palavras tudo aquilo que eu já pensava. Fechei novamente os olhos enquanto suas dúvidas vinham à tona quase junto com as minhas. Haviam muitos empecilhos para que fizéssemos aquilo sem levantar suspeita, mas iria acontecer, nós faríamos acontecer. Suspirei cansado, trouxe sua mão até meu rosto e comecei a esfregá-lo nela, como um gato manhoso ao ouvi-la chamando-me de amor. — Nós vamos dar um jeito, Carmen. Vamos fazer isso juntos e vai dar certo, vamos pensar em algo. — Disse distribuindo selinhos em sua mão. Fitei os enormes olhos dela. — Eu te amo tanto. — Sussurrei mordendo a ponta do polegar dela. Nós daríamos nosso jeito, sempre soubemos agir sob pressão e não vai ser agora que será diferente. Eu moveria céu e terra para que isso acontecesse, eu jamais a deixaria parir um filho que não fosse meu, muito menos a deixaria carregá-lo em seu ventre. Seria como carregar um fardo, e de fardo para que Carmen carregue já basta Alejandro.
BY MITZI




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