Observatório de Astronomia

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Observatório de Astronomia

Mensagem por Irina Aliyev Rakhmonov em Qui Fev 16, 2017 7:31 pm


Observatório de Astronomia

O céu é o limite! Neste local, as estrelas, planetas, cometas e outros corpos celestes, são tudo o que importa. Observe o quanto quiser e estude as mais belas constelações e galáxias!

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Re: Observatório de Astronomia

Mensagem por Antonella Chamber. McCain em Dom Jul 09, 2017 11:40 pm

Stay for as long as you have time
Quando o toque de recolher foi soado na comunal da Persévérer, Raleigh estava terminando as últimas linhas da carta que entregaria à coruja no dia seguinte. A troca de correspondências entre ela e o aluno de Hogwarts já não ocorria mais em segredo, rumores de que a monitora teria se apaixonado por um sonserino durante o Halloween logo começaram a correr pela escola, deixando os ouvidos de sua família em alerta, o que incluía sua tia Behati, que não havia aprovado nem um pouco aquele tipo de boato e proibira os alunos de falar sobre o assunto, mas não se envolvia nas questões do coração no que dizia respeito a própria sobrinha.

Mas quanto mais tentava-se abafar o caso, mais combustível se parecia dar ao assunto. Raleigh já não podia evitar os olhares tortos e cochichos quando passava, e somente ela sabia o quão terrível era tentar dormir à noite com tais problemas em mente. Não foram poucas ás vezes em que tivera terríveis pesadelos e acordara aos prantos na manhã seguinte, atrasando-se para aulas, esquecendo-se de rondas e desanimando-se quanto aos estudos. Os amigos mais próximos tentavam animá-la novamente, a ignorar as más línguas e as piadinhas, mas aos poucos, a McCain percebia que não era tão forte quanto acreditava que fosse.

Na carta, planos ambiciosos para sua transferência (titia já está assinando os papéis, poderemos ficar juntos em breve <3) eram trocados e situações eram imaginadas. Logan lhe prometera mostrar todos os recantos de Hogwarts e grande parte do mundo bruxo britânico, coisa que Raleigh mal podia esperar e que era a principal base de seus melhores sonhos. Ao final da escrita, enrolou o pergaminho com delicadeza e pressa e o guardou dentro das vestes púrpuras, era dia de ronda, e ela não pensava em faltar outra vez, ou perderia seu posto como monitora. O tinteiro e a pena de pavão foram enfiados em sua mochila com agilidade enquanto reunia as meninas remanescentes para que seguissem em fila pelas escadas em direção ao dormitório. Cole, um de seus amigos mais próximos e por quem tinha forte admiração já havia feito seu trabalho e posto todos os garotos na cama quando dera 21:30. Já estava adiantando sua ronda, para que pudesse retornar ao quarto o mais rápido possível e descansar para o dia seguinte. Raleigh achava que Cole seria um ótimo funcionário do ministério, devido ao seu grande compromisso com as atividades e com a ordem. Nunca questionara-o sobre qual profissão desejava seguir, mas para ela, ele não combinava com um ambiente de trabalho muito flexível.


Assim que colocou todas as alunas na cama e certificou-se de que estavam adormecidas e aquecidas contra o frio, a morena desceu as escadas, saindo da comunal e dando início a ronda. Sua fama de pés de pena não era em vão: mesmo que os sapatos denunciassem os passos dos alunos no dia a dia, Raleigh havia sido abençoada com a graça do andar de uma bailarina, totalmente silenciosa e surpreendedora de seus acusados. Certa vez Olívia questionara-a como seria se fosse capaz de se tornar invisível, já que atualmente, a única coisa que denunciava sua presença era sua sombra, e mesmo assim os mais distraído ainda assustavam-se quando esta surgia do nada. Raleigh riu, e disse que no dia que isso acontecesse, ela se tornaria a mais competente monitora que a escola já tinha visto e o pesadelo número 1 dos que tinham afeição por burlar regras.

O silêncio depois das 22:00 a ajudava a por os pensamentos em ordem para o dia seguinte, além de permiti-la ouvir passos furtivos e vultos com mais facilidade. Uma sombra alta e esguia vinha em sua direção, retirando-a de seus devaneios e notas mentais. A francesa já estava pronta para chamar a atenção do aluno que vinha por aquele caminho, mas quando o dono da sombra contornou a coluna, revelou-se sendo Cole, que havia acabado sua ronda. Raleigh sorriu para ele, animada por ver o amigo, porém este apenas apenas acenou brevemente, quase desesperado para jogar-se em sua cama. A garota suspirou profundamente, desejava que fosse mais empático e falante, mas sabia que não poderia mudar o jeito de ser de seus amigos.

Subiu as escadas em direção ao quinto andar, desejando que os monitores das outras casas já houvessem passado por lá. Acenara positivamente a todos que havia visto e os perguntara, mas todos negaram. Restava a ela fazer o trabalho, agradecida de que ao menos, haviam checados os outros andares.

Suas panturrilhas doíam devido a dura subida, lembrou-se de que era no quinto andar onde eram realizadas as aulas de astronomia, e que eram as mais cansativas devido a distância absurda entre sua casa e a torre onde ocorriam. O pensamento lembrou-lhe da atividade que precisava entregar, porém suas pálpebras acabaram vencendo a discussão, e estava decidida a jogar-se embaixo dos cobertores logo que terminasse a ronda.

Um som lhe chamou a atenção, abafado, porém audível caso parasse de andar. No início acreditou ser apenas alguma peça pregada por sua mente devido ao longo tempo de silêncio ou o som do vento entre as frestas das paredes ou alguma janela esquecida aberta. Mas conforme Raleigh andava, o som se tornava repetitivo e ritmado, que parecia vir do observatório, com poucos intervalos de tempo. Um som que, apesar de desejar estar imaginando coisas,ela conhecia muito bem.
Mano, eu não tô acreditando no que tô ouvindo. — Murmurou para si mesma, ainda incrédula. "que isso seja uma pegadinha de mal gosto de algum fantasma, por favor" implorou mentalmente, era uma situação desconfortável tanto para ela, quanto para quem estava praticando. Infelizmente, não era a primeira que presenciava.

A passos surdos, aproximou-se do observatório, a porta estava encostada, mas o vento lhe fizera o favor de deixar uma pequena fresta para poder observar o interior do local. E o que havia visto, não era agradável, ao menos para ela. Seu peito disparou e seus olhos provavelmente arregalaram-se, não pela situação obviamente, mas por quem encontrava-se nela. Mats, seu primo, com quem possuía uma adorável relação de amor e ódio, estava desobedecendo o toque de recolher, e não somente isso, mas encontrando-se ás escondidas com outro garoto no observatório, e naquele horário, quando indecências estavam livres para correr á solta.

Falar sobre intimidades com outra pessoa era complicado para Raleigh. Sempre que podia, fugia ou desviava desse assunto, fosse com a família ou com amigos. Ela tinha certeza de que, de tudo o que eles falavam, não queria nada daquilo para ela. A ideia de ter filhos era assustadora e o casamento parecia um filme de terror em sua cabeça sempre que pensava nessa hipótese. Estava decidida a ficar sozinha, não se importava em morrer totalmente anônima numa casinha distante das confusões do mundo bruxo (sabia que Logan não a namoraria para sempre, por mais que doesse pensar nisso) e dos descendentes deixados por seus irmãos, tios e primos.

Empurrou a porta com delicadeza, pigarreando em seguida. Mats parou, assombrado com o que havia ouvido. Ver a bunda do primo não era uma das melhores coisas para Raleigh, mas estava decidida a esquecer aquela situação constrangedora o mais rápido possível. Cruzou os braços, esperando o primo erguer as calças e virar-se inicialmente assustado para ela, enraivecendo-se em seguida. Atrás do primo, um outro garoto loiro igualmente assustado apareceu, erguendo as vestes rapidamente. — Vocês, ao menos, estavam usando proteção? — A pergunta era constrangedora. Constrangedora de mais para todos os envolvidos. Mal terminara de falar e seu primo despejara ameaças sobre ela, sobre como se vingaria e a faria pagar por ter lhe atrapalhado. — As suas palavras, não me afetam. E nem me assustam. — Encarou-o firmemente, enquanto se aproximava do mais velho, deixando os braços caírem paralelos ao corpo. — Você conhece as regras. E melhor do que ninguém. Poderia ter se tornado monitor se não fosse tão desobediente e cabeça dura. — Um suspiro de pesar saiu entre os lábios de Raleigh, ignorando os protestos do primo. — Já te escondi muitas vezes, e sabe que sua mãe vai me arrancar a cabeça se souber que estou te acobertando, principalmente com uma testemunha. — Apontou com o rosto para o garoto loiro, que agora estava pálido como um fantasma. Inspirou profundamente, prendendo o ar em seus pulmões e proferindo a sentença final — vai passar o final de semana limpando a sala de troféus Mats. — Um profundo pesar a atingiu, desejosa de que não tivesse que punir o próprio primo. — E para você, menos 50 pontos para sua casa. Agora saiam. — Entristecida, apontou para a entrada do observatório, por onde o garoto loiro saiu apressado, cabisbaixo e murmurando coisas que Raleigh preferiu ignorar. Mats a encarou com profundo ódio, seus olhos tão escuros como ela nunca tinha visto antes. Saiu em seguida, a passos fortes, porém silenciosos, mas não como os dela. A garota terminou sua ronda e desceu as escadas, sentindo-se péssima com toda a situação.


Quando finalmente deitou-se na cama, lembrou de que certa vez alguém dissera que o sexo era um ato de amor entre duas pessoas completamente apaixonadas uma pela outra. Raleigh não era tão inocente a ponto de saber que Mats havia, ocasionalmente traído o namorado, e questionou-se se ele havia deixado de amá-lo e apenas continuava com o mesmo por aparências. Prometeu a si mesma que nunca falaria com ninguém sobre o ocorrido. Em seguida lembrou-se de Logan, será que algum dia, ele desejaria fazer o mesmo com ela? E se quisesse, ela aceitaria? A pergunta perdurou por um longo tempo em sua mente, tempo suficiente para que pudesse adormecer sem uma resposta definitiva.
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Re: Observatório de Astronomia

Mensagem por Piétro Dev. Chateaubriand em Sex Nov 24, 2017 4:57 am

alibi

just tonight

P
iétro não mais fazia ideia de que horas eram, apenas tinha a noção de que era tarde o suficiente para que estivesse lá pro seu quinto sono. Mas ali, naquele pedaço no topo de Beauxbatons, era onde se sentia mais confortável; como se o manto negro que cobrisse o céu o acolhesse também. Ele observava as estrelas, as mesmas que sua avó lhe ensinara, e acabou se perguntando se ela havia se tornado uma delas.

Ali, não era apenas o filho de Evangéline — ou Eva, como era melhor conhecida — Deveraux, a mulher que, segundo a mídia, era uma espécie de Kardashian em Paris. E também não era lembrado do tempo que passara como modelo, o que inclusive ocorrera por influência direta da progenitora.

Ele então pensou em sua mãe — muito embora não costumasse referir-se a ela assim —, e se ela de fato havia amado seu pai. Pensou em como seria com ele mesmo, se algum dia experimentaria a forma mais genuína deste sentimento.

"Talvez o amor fosse uma superstição. Uma oração que dizemos para afastar a verdade sobre a solidão." — Sussurrou consigo mesmo, lembrando-se de um de seus livros favoritos. E, embora sentado, ele inclinou a cabeça para trás, ainda fitando o céu. Parecia que as estrelas estavam juntas umas das outras, quando na verdade haviam milhões de quilômetros de distância as separando. — "No fim, talvez o amor apenas significasse ansiar por alguém incrivelmente brilhante e para sempre fora do alcance."






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Re: Observatório de Astronomia

Mensagem por Antonella Chamber. McCain em Dom Nov 26, 2017 3:56 pm





“A Court of Frozen and Starlight”

Quando o relógio deu as doze badaladas que anunciavam o final do dia anterior e o início do dia seguinte, a voz doce e melodiosa da mulher se fez presente. — Antonella? — Soou como uma pergunta, embora fosse uma afirmação. — Você deveria ir, está tarde.
— Calma mãe, eu já estou terminando esse relatório. — Dizia a garota, apressando a si mesma para escrever as palavras que fluiam de seu cérebro a todo vapor, um ritmo que sua mão infelizmente não podia acompanhar. — O problema é só a minha mão mesmo, mas juro que já estou terminando. — Ela molhou a pena no tinteiro uma última vez, finalizando o relatório com o seu nome como assinatura. Deixou o pergaminho ainda aberto, enquanto jogava as coisas na mochila sem o devido cuidado. Fechou-a e jogou nas costas, um som abafado veio de dentro da bolsa e ela levantou-se da cadeira, entregando o pergaminho ainda aberto para a mulher.
— Você sabe que não precisa entregar o relatório pessoalmente a mim não sabe? E nem que o precisa escrever na minha frente querida, é cansativo demais para você. — Behati levou a mão ao rosto da filha, esfregando a bochecha com o polegar direito. — Ah Ella, você precisa parar de fazer tanto esforço por coisas que não exigem tanto de você. — Finalizou, estalando a língua e retirando a mão do local, apanhando o pergaminho.
— Mas a senhora sabe que eu não confio no monitor chefe. E sabe melhor do que ninguém o que penso dele. — A simples menção ao monitor chefe já causava um estresse considerável na menina, que direcionou-se para a porta, agarrando a maçaneta. — Não vou deixar que ele ponha as mãos em nada feito por mim. — Murmurou mais para si mesma do que como complemento aos argumentos expostos. Behati enrolou o pergaminho e o guardou, voltando a sentar-se na escrivaninha atulhada de coisas a fazer. Antonella girou a maçaneta e abriu a porta, olhando uma última vez para trás. — Por quanto tempo mais planeja ficar aí? — Questionou, observando o tanto de coisas que a mãe ainda tinha para fazer. — Tempo suficiente para provavelmente emendar a noite com o dia, ou nem aparecer amanhã querida. — Disse a mulher, virando o rosto de um lado para o outro, com certeza perdida em meio a tantos papéis.
— Bem, tome cuidado. E não vá dormir tão tarde. — Avisou, antes de passar pela porta e a fechar atrás de si.

Antonella não foi para seu quarto como de costume. Ela sabia que naquela noite, não haveria rondas, diferente dos demais alunos. E aproveitou a oportunidade para correr até o observatório e espairecer os pensamentos, o único lugar que lhe trazia paz e tranquilidade verdadeiramente, além da biblioteca ou qualquer livraria. Se algum monitor desavisado aparecesse, ela só precisaria avisar que naquela noite não haveriam rondas. Ninguém pensaria duas vezes sobre suas palavras, não só por ser filha — ainda que adotada — da diretora da escola, mas também pelo caráter que construiu desde o dia em que chegou no lugar.
Removeu os sapatos, colocando os pés sob o piso frio cautelosamente. O choque térmico a despertou, e Ella subiu as escadas, degrau por degrau, com cuidado redobrado, fazendo o máximo de silêncio que lhe era possível. Naquela noite, não haveriam nuvens, a lua estaria cheia e ela poderia ver todas as estrelas por quanto tempo quisesse, sem ninguém para a atrapalhar.

Ou ao menos era isso que a garota achava, ver um borrão que não condizia com o observatório. "Parece que alguém vazou a informação de que não haveria ronda hoje" pensou consigo mesma, revirando os olhos no escuro. O trabalho de monitor realmente nunca tinha fim, mesmo quando seu expediente já havia encerrado faz tempo.
A morena largou a mochila na parede ao lado da porta de entrada do observatório e calçou os pés, passou as mãos pelas vestes, para que desamarrotassem e levou os dedos aos cabelos, esperando que não estivessem tão bagunçados. Em seguida pigarreou, assumindo toda a autoridade que lhe cabia no papel como monitora da Noble. Esperava que aquela sombra, que agora sabia ser um ser humano, não fosse de sua casa, ou ele teria sérias consequências.
— Posso saber o que faz fora da cama a esta hora? — Questionou em tom audível, os braços cruzados e a varinha — Rasputim — Já pronta por entre as mangas, caso precisasse.



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Re: Observatório de Astronomia

Mensagem por Piétro Dev. Chateaubriand em Seg Nov 27, 2017 5:18 am

alibi

just tonight

U
ma corrente de ar gélida invadiu o interior do observatório, balançando a capa do jovem francês e abraçando-lhe em sua solidão. Ele segurou as folhas com esboços gráficos e anotações, antes em seu colo, contra o próprio peito, como se impedisse o vento de levá-las. Talvez os papéis, o lugar e o momento em si não fizessem tanto sentido para qualquer outro que visse aquilo; mas, para Piétro, havia certa singularidade. Era como um poeta que buscava a inspiração, e um filho que buscava pelo conforto de sua família.

No instante seguinte, sentira algo até então indistinguível sobre si, mas sabia que não era o frio. Fosse coisa do seu organismo, intuição ou até mesmo de sua essência mágica, parecia um alerta, que fora confirmado quando pôde ouvir a voz alheia chamando-lhe no escuro. Ele, entretanto, não sentiu qualquer preocupação, tampouco cogitou fugir ou lutar.

O óbvio. — Respondeu, virando-se para analisar a silhueta feminina no fundo. — Eu tenho insônia e um monte de coisa pra fazer. Olhar as estrelas ajuda a relaxar. — Suspirou, sincero. — E faz eu me sentir mais próximo das poucas pessoas que já se importaram de verdade comigo. — Dessa vez, seus olhos fitaram o vazio por um instante. As palavras saíram da boca do rapaz antes de pensar no que estava fazendo: confessando para uma desconhecida. — Sabe, não é fácil quando a maioria das pessoas se aproximam só pela fama ou algo do tipo.


O Deveraux — que, a propósito, possuía certa antipatia por este nome que carregava — permitiu-se uma pequena e fraca risada, agradecendo a ausência de luz. Talvez, quando o dia chegasse, tudo aquilo seria esquecido e os dois mal se encontrariam.






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