Sala de História da Magia

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Sala de História da Magia

Mensagem por Maelynn Baek Lestrange em Qua Dez 19, 2018 3:30 am


Sala de História da Magia




Nessa sala são ministradas as aulas de História da Magia uma vez por semana, depois do almoço. Ela conta com a aparição de estátuas, pinturas e até mesmo fantasmas para a demonstração prática de como aconteceram as histórias mais importantes de Mahoutokoro. As aulas podem ser comparadas a peças de teatro ou filmes e também servem como um momento de descontração. Quando não está ocupada, a sala pode ser visitada por qualquer aluno. Nela, é possível criar qualquer história, uma vez que é encantada para despertar as fantasias de cada um. Assim, surgem móveis, ou então paisagens, personagens interpretados por estátuas, trilhas sonoras temáticas...

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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Hwang Woo Hyun em Qui Dez 20, 2018 6:31 pm

Woohyun definitivamente fora pego de surpresa. Quem diria que pela primeira vez na vida ele seria convidado por um completo estranho para fazerem um trabalho em dupla? Normalmente, o Hwang esperava em silêncio que todos formassem seus grupos, para então solicitar ao professor que fizesse a tarefa sozinho. Não que ele não gostasse de gente, ou fosse totalmente antissocial, só que era tímido demais... Não conseguia olhar em olhos alheios, erguer a voz, muito menos tomar a iniciativa para fazer um trabalho em dupla! Inocência a sua de pensar que conseguiria fugir a vida toda... Sua mais nova dupla, o recém nomeado monitor da Kaze, Min Jae Matsui, era deveras falado por não ter limites. Talvez ele tivesse encontrado Woohyun em meio à multidão de sextanistas e decidido escolhê-lo, assim, de súbito. O Hwang não o julgava, no entanto. Só esperava que sua timidez não o impedisse de confeccionar os resumos que a sensei de História da Magia havia solicitado. Tirar menos de oito pontos em qualquer matéria o levava a um estado mórbido terrível, e não se podia deixar desistir do sonho das vestes douradas.

Minjae havia decidido — sozinho, vale ressaltar, já que Woohyun não erguera a voz em sequer um momento — que se reuniriam logo depois da aula, na própria Sala de História da Magia. O Hwang preferiria estudar na Biblioteca. Lá seria bem melhor, ainda mais porque não poderiam conversar, sob o risco das reclamações da bibliotecária ou do seu amasso. Woohyun adoraria a oportunidade de não ter que falar nada, apenas buscar informações nos enormes livros da história de Mahoutokoro e redigi-los num pedaço de pergaminho amarelado. A sala também era encantada, e podia dar a louca de repente, criar umas fantasias, cenários, estátuas, Kami sabe lá o quê... A interação com o monitor, no fim das contas, era inevitável. Portanto, nervoso como nunca estivera antes, Woohyun carregava alguns livros sobre os braços, a cada segundo mais ansioso pelo momento de ter de murmurar um "boa tarde" a um pseudodesconhecido. E fora mais uma vez inocente ao pensar que tudo daria certo. Foi só adentrar na sala que tropeçou nos próprios pés e deixou meia dúzia de volumes pesados caírem no chão, com um estrondo ensurdecedor. Tão vermelho quanto um tomate, ele ergueu os olhos ao centro do espaço e reconheceu a presença de Minjae. Pelo menos, só ele havia visto aquela cena triste. Não, não: infelizmente só ele havia visto aquela cena triste.

— Boa tarde... — Woohyun murmurou baixinho.


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Min Jae Matsui em Qui Dez 20, 2018 10:25 pm

Honestamente fazer trabalho de história da magia geralmente era um saco, por isso que o jovem procurava sempre pelas pessoas mais espertas para que tivesse alguma ideia mirabolante ou até mesmo surpreendente para que pudesse desenvolver os trabalhos daquela matéria. Não, definitivamente ele não pedia para outros alunos fazerem isso por ele afinal queria sua nota por méritos seus e não de ninguém, mas claro que, sempre que podia pedia alguma ajuda para os mais inteligentes daquela matéria. Por isso, em meio a tantos alunos dentro daquela sala de aula, quando a sensei pediu para que formassem duplas, o pensamento de Min Jae automaticamente pensou em duas pessoas. Primeiramente pensou em ir atrás de uma garota da Hono pois já havia tido algum contato com a mesma, porém, quando viu a garota estava agarrada com um de seus amigos. — É, tinha esquecido que eles estavam namorando... — falou para si mesmo dando de ombros e em seguida procurando pelo segundo aluno no qual tinha pensado. O jovem estava praticamente invisível em meio a todas aquelas pessoas. Não demorou muito para que caminhasse em direção ao garoto e o chamasse para fazer dupla. Sim, porque se tinha uma coisa que Min Jae era, era uma pessoa que odiava ficar enrolando para no final não chegar a lugar nenhum. Talvez até tinha uma fama por não ter limites. O que era muito errado, ele apenas era uma pessoa direta e sem enrolações, o que geralmente causava uma certa estranheza nas pessoas a sua volta. Mas ele era assim, não tinha como mudar.

[…] Marcaram para fazer o trabalho logo após a aula na própria sala de história da magia, dando tempo apenas para que fossem buscar alguns livros para pesquisar ou comer alguma coisa, afinal de contas ninguém é de ferro e história da magia requeria muito carboidratos para que pudessem aguentar aquela chatice. Mais uma vez, ele era um garoto estudioso mas tinha suas preferências escolares e com toda a certeza aquela matéria não se enquadrava e, infelizmente não podia fazer nada. Então, quando a aula terminou tudo o que o jovem monitor fizera foi ir até a cozinha para buscar algumas guloseimas e claro, levá-las para a sala de aula para dividir com o garoto inteligente e invisível. Assim, não demorando muito, Min Jae já se encontrava na sala de história de magia com uma pequena cesta de piqueniques para comer. Ele não tinha intenção nenhuma além de fazer o trabalho. Alguns minutos de espera e já estava ficando impaciente com a demora do colega, tanto é que caminhava de um lado para o outro angustiado achando que o próprio não apareceria por medo, vergonha ou por ter ouvido alguma coisa de seus colegas já que eles eram cheio de brincadeiras inadequadas. Pois bem, foi apenas ter esses pensamentos que o colega entrou na sala de aula, ou melhor, tropeçou caindo de cara no chão. — Você está bem? — correu para ajudar o garoto porém segurava um pequeno riso pois aquele tombo tinha sido engraçado, mas segurava para não deixar o outro mais desconfortável. Estendeu a mão para ajudar o outro levantar. — As vezes aparecem pedras em nosso caminho... — O que diabos foi isso?


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Hwang Woo Hyun em Qui Dez 20, 2018 11:18 pm

Ainda que estivesse morrendo de vergonha, Woohyun reuniu coragem para responder à pergunta de Minjae. — S-sim. — Afirmou num sussurro. O Hwang era tão desastrado e já havia caído tantas vezes em sua vida que um tombo aqui ou ali não o machucava mais. A vergonha que sentia, no entanto, seguia a mesma, desde a primeira vez que tropeçou no meio do Salão Principal, ainda no primeiro ano, e esbarrou na diretora de Mahoutokoro. Pediu desculpas à sensei tantas vezes que ela até deu risada. Cenas como aquela eram tão comuns que ninguém se surpreendia quando o Hwang esbarrava nas prateleiras da Biblioteca ou tropeçava sobre as almofadas dos dojos. Woohyun esticou os braços, nervoso, e agarrou os livros do chão antes de aceitar a ajuda do outro garoto. Ergueu-se muito rápido, ainda vermelho como um tomate, e largou sua mão com uma velocidade tão impressionante que parecia até ter tomado um choque. — Na verdade, não tem nenhuma pedra aqui... Acho que tropecei nos meus próprios pés. — Explicou, então, sem entender a expressão enigmática que o monitor havia o lançado. Depois de fitá-lo por alguns segundos, desviou o olhar para o centro da sala, a fingir normalidade. Esperava ver mais livros e pergaminhos, mas notou apenas uma pequena cesta sobre uma mesa no canto. Que pitoresco. Ele havia trazido seus livros em uma cesta? Woohyun entendia que mochilas não eram comuns em Mahoutokoro, mas nunca havia cogitado utilizar algo tão incomum...

Mais alguns segundos se passaram até que ele despertasse de seus devaneios. Pigarreou, decidido, e, ainda com certa dificuldade para fitar Minjae por muito mais que três longos segundos, tomou uma iniciativa: — Então... Vamos começar? Era uma pergunta válida. Se recebesse um "não" como resposta, aceitaria em silêncio e faria sua parte do trabalho sozinho. No entanto, quão difícil seria resumir alguns textos? Bem, a sensei havia solicitado alguns capítulos de um livro em especial, mas Woohyun trouxera vários outros que encontrara na biblioteca. Imaginava que poderiam servir de consulta. Woohyun se dedicava demais às tarefas acadêmicas, até mesmo àquelas que não precisavam de tanta dedicação assim. — Eu fui na biblioteca e... — Murmurou, de repente, com um olhar levemente assustado, uma vez que se sentia um pouco intimidado pelo monitor. Antes que pudesse concluir seu pensamento, a sala respondeu às suas palavras e tomou a forma de uma biblioteca. Onde antes não havia nada, agora era um espaço bem iluminado, com algumas mesas e estantes espectrais, porém que pareciam verdadeiras até demais. Maldição! A sala ainda estava ativa, uma vez que a aula havia acabado havia pouco. Woohyun só esperava que ela não fizesse mais transformações desnecessárias. — É... — Suspirou, confuso. Até se esqueceu do que estava falando. Agora, fitava o chão, ainda meio desorientado. Parecia até que tinha batido a cabeça na queda. — E-eu... — E prosseguiu, na esperança de conseguir formar uma frase com sentido. Enfim, desistiu. Relações humanas realmente não eram o seu forte.


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Min Jae Matsui em Sex Dez 21, 2018 12:43 am

Assim que o garoto havia aceitado a ajuda respondeu sobre a expressão que Minjae havia dito, porém sem entender nada do porque daquela explicação – por entender que não havia nenhuma pedra naquele lugar – tudo o que o rapaz pode fazer foi abrir o sorriso que estava segurando, no caso era apenas um sorriso sincero para mostrar que entendia que as vezes somos pessoas que se atrapalham. Oras, quem visse o jovem monitor pelos corredores e salas de aula nunca imaginaria como seu passado foi tão sombrio e ruim, certo? Isso tudo porque, o próprio mentindo para si mesmo, queria viver a intensidade da vida sem nem ao menos se preocupar com as consequências, pelo menos em algumas coisas na vida. — Você se chama Woo Hyun, certo? — perguntou para o garoto que estava olhando para si e em segundos havia desviado o olhar para outro local. Não deixou de notar que estava olhando para a cesta, até porque era meio estranho entrar em uma sala de aula segurando uma cesta, não é? — Ah! Desculpa, é que eu não sou muito bons com nomes. E antes que eu me esqueça, espero que não se importe, eu trouxe alguns lanches para comer durante o trabalho. — esperou alguma reação do garoto por ter falado aquilo, mas simplesmente deu de ombros e continuou a falar sobre aquela cesta. — Sabe, estou há tantas horas sem comer que aproveitei o momento, caso contrário comeria só na hora do jantar. — novamente esperou alguma reação do garoto e deu de ombros novamente quando o mesmo chamou sua atenção para começar o trabalho.

Apenas com um aceno positivo com a cabeça, Min Jae se sentou ao lado de Woo Hyun para começar a fazer o tal trabalho. No entanto, durante a explicação que o colega fazia sobre ter ido a biblioteca, de repente, no meio do nada, a sala se transformou em uma completamente diferente, lembrando-se muito da biblioteca da escola. Um pouco assustado com aquilo, os olhos de Min Jae se arregalaram. Claro que ele sabia que a sala podia se transformar mas para ele tudo era por conta de feitiços feitos pelos próprios senseis. Mas estava muito enganado, aparentemente os alunos também podia fazer aquilo. — O que aconteceu? Você que fez isso? — falou em um tom um pouco alto, mas não para assustar ou coisa do tipo, na verdade ele era quem estava um pouco assustado. — Como você fez isso? — parou de falar por um segundo tomando um pouco de ar, na verdade respirou fundo algumas vezes para se acalmar antes de voltar a falar com Woo Hyun. — Desculpa meus modos, é que sempre achei que fossem os senseis que colocavam algum feitiço nas aulas... — tentava se explicar mas realmente nem sabia se o garoto tinha acreditado naquilo. — Mas porque estamos na biblioteca? Algum motivo em particular? — dessa vez desviou sua atenção para os olhos de Woo Hyun, queria saber o porque ele tinha feito a sala de magia virar a biblioteca da escola. Algum motivo tinha, e bom, por mais que poucos soubessem, ele era muito curioso e não descansava até conseguir o que queria.


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Hwang Woo Hyun em Sex Dez 21, 2018 1:49 am

Embora lutasse contra a vontade de sair correndo, Woohyun ainda assim se esforçava para interagir com o monitor. — S-sim, Woo Hyun Hwang. — Confirmou quase num suspiro. Seu coração sempre pulava quando outras pessoas pronunciavam seu nome. Era muito estranho! O garoto preferia nunca ser notado... Meio encolhido, como um bichinho indefeso, ele conseguiu apenas assentir repetidas vezes, concordando com tudo que Minjae dizia. Não conseguia nem processar direito tantas palavras. Woohyun podia contar nos dedos quantas vezes havia conseguido manter conversas longas com outras pessoas, de tão poucas que foram. A única pessoa que já o havia ouvido falar por mais de dez minutos era sua prima mais nova, Jiyoon. De resto, mais ninguém. Com sua clássica expressão séria, ele tentava se permitir olhar para Minjae. Volta e meia, no entanto, ele se via fingindo folhear um dos livros ou ajeitar as mangas do uniforme. Mesmo que, aos poucos, estivesse se sentindo mais confortável, era difícil não ser tão... Woohyun. Principalmente na presença de um garoto que ele nunca imaginaria um dia trocar uma palavra.

Como se estivesse recebendo uma acusação grave, Woohyun ficou extremamente assustado com a reação de Minjae às mudanças na sala. Por Kami, como explicaria a ela que não fazia a mínima ideia do que havia acontecido? — Ah, é que... — Começou, sem jeito. — Ela responde aos comandos de voz da sensei na aula... Metade já havia ido. Difícil seria continuar, já que o olhar de Minjae sobre si fazia o rosto de Woohyun quase explodir de tão corado, o que o dava vontade de esconder a si mesmo — ou então ao monitor; forçaria-o a segurar um enorme livro entre os dois, de preferência um grande o bastante que não o deixasse ver um centímetro de suas expressões faciais. Com o coração apertado, e ansioso para começar e terminar o trabalho logo, ele se forçou a continuar. — E às vezes responde aos comandos dos alunos também. Vitória! Conseguiu! Uma pena que mais uma pergunta havia sido feita dessa vez. Woohyun respirou fundo, uma vez que sentia faltar-lhe oxigênio constantemente, e inclinou o rosto, confuso, sem saber direito como dar uma resposta. — Eu só ia dizer que passei na biblioteca para pegar mais livros. — Anunciou enquanto apontava em direção aos volumes sobre a mesa. Por fim, com um suspiro suplicante e olhos — não intencionalmente — pidões, ele murmurou baixinho, como uma criança: — A gente já p-pode começar?


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Min Jae Matsui em Sex Dez 21, 2018 2:37 am

Por mais que não devia, aquela situação estava se tornando cada vez engraçada. Não pelo fato de que ele tinha se assustado com a situação que aconteceu há pouco, mas sim porque começou a perceber alguns detalhes de Woo Hyun. Este que, por sua vez começava a despertar algum interesse no jovem monitor pois era um tanto quanto enigmático afinal de contas era um garoto de poucas palavras e talvez até controlasse o que diria. Ouviu atentamente a pequena explicação do garoto que estava deveras vergonhoso e até mesmo nervoso com a presença de Min Jae. — Eu estou te assustando? Me desculpe! — foi a primeira coisa que lhe veio a cabeça, não sabia exatamente como o outro reagiria ao modo bastante diferente e debochado que costumava ser. Mas, em contrapartida aquele jeito era algo no qual ele achava que era muito bom para não acabar invisível no fundo de uma sala de aula sem ser notado por ninguém. Claro que haviam pessoas que preferiam ser assim, e são essas pessoas que sempre tem as melhores histórias para contar. Uma vez conheceu uma garota na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas que tinha visto e compartilhado uma experiência com uma quimera, e sim, ela era do tipo de pessoa que vivia isolada. — Pelo que percebi você está envergonhado, eu fiz algo pra te deixar assim? — no fundo não queria agir daquela maneira, porém não mediu esforços e suas palavras saíram rapidamente fazendo até que ele desse um sorriso meio torto um tanto até debochado mas não em um sentindo ruim.

Livros nunca são demais, não é? — tentou contornar a situação pois sabia que Woo Hyun não iria gostar daquelas brincadeiras como também não era tão íntimo com o mesmo, por isso respirou fundo e pegou um dos livros que o garoto havia trazido para tentar amenizar toda aquela situação. Agora se Woo Hyun quisesse responder o motivo, Min Jae não pouparia esforços em continuar daquele jeito até porque era seu jeito de viver, pelo menos com outras pessoas pois sempre queria mostrar ser uma pessoa feliz no qual ninguém precisasse se preocupar porque não gostava que as pessoas sentisse pena por si. — Você prefere começar pela revolta dos duendes e o banco Gringotes que aconteceu na Europa ou prefere começar pela mancha de Salem que aconteceu na América? — uma pergunta até simples se bem que nenhuma daquela matéria era importante para história de Mahoutokoro, mas como era algo que a sensei havia pedido, Min Jae não podia ser contra, não é? — Aliás, como eu disse, eu trouxe alguns lanches, pode ficar à vontade para se servir... — e com isso largou o livro na mesa em uma pagina aberta que mostrava uma figura que parecia um tribunal que era referente sobre a matéria relacionada ao assunto da mancha de Salem. E em seguida abriu a pequena cesta que havia trazido retirando dois lanches como também duas garrafinhas com um pouco de suco. — Pode pegar, eu não vou morder. — e assim esticou a mão para o garoto oferecendo o lanche como também a garrafinha de suco.


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Hwang Woo Hyun em Sex Dez 21, 2018 3:25 am

De uma vez por todas, a atmosfera da sala estava se tornando menos hostil. Woohyun não sabia se por má fé ou por sinceridade do monitor, mas, mesmo que fosse, ele não seria capaz de perceber ou ligar para isso. Sua inocência falava mais alto que qualquer característica de sua personalidade, até mesmo a timidez. Era tão inerte a tudo que acontecia ao seu redor que era inevitável ter olhinhos distantes, daqueles de crianças curiosas quando se perdem num lugar muito grande. Minjae perguntou-lhe se estava o assustando e Woohyun negou com a cabeça diversas vezes. Na verdade, estava sim. O Hwang era uma pessoa naturalmente assustada quando o assunto era interação humana. As palavras de Minjae certamente pioravam a situação, uma vez que ele parecia ter toda a capacidade de expressar-se que carecia no Hwang. Ainda assim, indulgente como de costume, Woohyun não o deixaria pensar que ele fez algo de errado. Apressou-se em responder, mais preocupado com o que pensaria de si do que com a própria tranquilidade. — Nada! Você não fez nada. Eu sou assim. — Explicou. Por "assim", queria dizer "tímido", "envergonhado", "reservado", "sem jeito" — seu vocabulário falado, no entanto, não era tão extenso. Se pudesse se comunicar por cartas, ainda que cara a cara, sua vida seria muito mais fácil. Vês que boa ideia? Se esse fosse o caso, poderia anotar algumas palavras num pedaço de pergaminho e passá-las pela mesa em direção a Minjae. Faria o máximo para não se encostarem mais uma vez; por nada nesse mundo que deixaria isso acontecer. Woohyun não estava afim de morrer de nervoso naquela tarde.

O comentário sobre livros o fez dar um mínimo sorriso. Livros eram um exemplo de uma das poucas coisas que faziam Woohyun sorrir assim, sem mais nem menos, em frente a outras pessoas. Lia tanto, mas tanto, que às vezes esquecia que viver era necessário — e que nem todo mundo pegaria as referências das histórias que conhecia. Além disso, Minjae ter tomado a iniciativa de começar os resumos deixou Woohyun tão aliviado que ele quase suspirou alto. Podia sentir o peso incômodo sumir do seu coração, e finalmente estava sendo capaz de respirar tranquilamente como um humano normal. — Não sei... — Murmurou, analítico, quando o monitor o solicitou que escolhesse o tema. O Hwang já havia lido sobre os dois, até porque estudava todos os assuntos até mesmo antes de aprendê-los nas aulas. Era indeciso demais para escolher um assim, de cara. Com uma expressão distante, ele fitou as próprias mãos, ainda numa briga interna no processo de escolha. — Hm? — Suspirou, então, quando a atenção foi roubada por mais um comentário de Minjae. Ah, sim, os tais lanches... Woohyun não estava com fome, mas não sabia negar nada a ninguém. Porém, se aceitasse, teria que comer, senão Minjae perceberia sua inércia... O que fazer, então? Uma simples escolha dessas o fazia quebrar mais a cabeça do que qualquer prova. Nunca sabia o que as pessoas esperavam que respondesse ou fizesse. Carecia demais de contato humano para ter alguma noção de como as coisas funcionavam. — Ah... Não, obrigado. Estou sem fome... Minjae-sama. — Respondeu depois de longos segundos de olhares perdidos e feições coradas. Tão pronto, de súbito, colocou o dedo indicador sobre o livro que o monitor havia largado, buscando fugir daquela resposta desconfortável o mais rápido possível. — Podemos começar por... isso.


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Min Jae Matsui em Sex Dez 21, 2018 2:46 pm

Tinha percebido que o colega estava ali apenas para o trabalho, claro! Esse era o principal motivo para terem feito duplas, mas o problema era que Min Jae queria conversar, conhecer mais um pouco sobre ele e até mesmo quem sabe arrumar uma amizade, porém a situação não era nem um pouco das melhores já que Woo Hyun não dava nem um pouco de oportunidade. Veja, Min Jae queria apenas conversar, fazer uma nova amizade, nada mais além do que isso! Até porque passariam muito mais tempos juntos agora que a curiosidade do Matsui foi ativada. — Pois bem, vamos começar a falar sobre a macha de Salem... — era o assunto que fariam seu projeto, não era nada complicado, no entanto, Min Jae não sabia nada sobre aquele assunto por dois meros motivos: o primeiro era que não tinha lido sobre o assunto em questão, e o segundo era que não tinha interesse nenhum sobre aquele assunto, mas, em consequência da formação das duplas, o jovem seria obrigado a saber mais sobre o assunto. — Eu não sei nada sobre o assunto, então vai demorar um pouco para eu começar, preciso ler sobre... — nem sabe mesmo porque tinha falado aquilo, na verdade queria apenas dar uma simples explicação sobre o que sabia sobre o conteúdo, ou seja, nada! Assim, pegou o livro e sentou-se na mesa ao lado do colega, em seguida abriu um lanche que havia trazido e deu uma mordida enquanto lia alguns trechos sobre a matéria. Por mais que a leitura fosse tão maçante, a comida era o contrário, estava realmente deliciosa e ajudava ele a não desmaiar de sono enquanto lia.

Você tem certeza que não quer? Nem uma mordidinha? — novamente ofereceu para o menino, no entanto, esticou seu braço que continha o pedaço de lanche em mãos e colocou praticamente na cara de Woo Hyun. Talvez havia passado dos limites naquele momento, mas realmente, estávamos falando de Min Jae, onde é que ele tem limites? — Sabe, eu não sei porque... — pensou bem antes de começar a falar enquanto esperava para ver se o colega iria morder um pedaço do lanche ou algo do tipo, mas aquela frase que falaria em seguira era mais sobre uma coisa que ele tinha achado desde o começo e agora falaria, já que se sentia mais à vontade ao lado de Woo Hyun. — Mas você me desperta uma curiosidade... — não queria assustar o garoto mas sabia que iria assustá-lo mesmo assim até porque quem em plena sã consciência falaria que alguma outra pessoa despertaria alguma coisa. — Eu não sei porque, mas esse seu jeito me atrai uma curiosidade sem tamanho. — e assim deu um gole de suco que havia aberto para comer junto ao lanche. Certamente aquilo não era algo que deveria dizer para uma pessoa mas não estava nem um pouco raciocinando se era bom ou ruim e muito menos pensando na outra pessoa. Podia ser visto como egoísmo de sua parte, mas era seu jeito, fazia as coisas pensando em seu próprio bem. — Só queria falar, me desculpa se isso te assusta. — finalizou com uma desculpa esfarrapada na qual realmente não queria ter feito, mas era algo que sempre fazia.


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Hwang Woo Hyun em Sab Dez 22, 2018 6:39 am

Woohyun seguia aliviado por finalmente estarem prestes a começar o trabalho. Tanto interações sociais quanto procrastinação o deixavam igualmente nervoso. Não conseguia se perdoar quando percebia que não havia gasto seu tempo com algo útil. Esse era um dos motivos pelos quais ele simplesmente não conseguia começar a participar de alguma liga. Se o fizesse, gastaria todas as suas horas livres naquilo e somente naquilo. Esqueceria-se de viver! — Tudo bem. — Respondeu baixinho quando Minjae anunciou não saber nada do assunto. Não o julgava. Era uma das poucas pessoas que tinham a paciência de ler todos os assuntos antes mesmo deles serem ensinados pelos professores. Se tinha uma coisa que Woohyun sentia orgulho em si mesmo era sua dedicação aos estudos. Sinceramente, se pudesse passar o resto da vida tendo que se preocupar somente com ler centenas e centenas de páginas de livros... Que sonho seria. Infelizmente, a vida era mais que isso. Também tinha que lidar com situações que o deixavam completamente constrangido. E estar ali, na presença de um Minjae totalmente despreocupado, mordiscando um lanche enquanto estudava pacificamente, era uma dessas situações. Por isso, Woohyun desviou o olhar e logo tratou de agarrar um livro qualquer para começar a ler algum capítulo relacionado a Salem.

Mais uma vez, comida sendo oferecida, só que de uma maneira bem mais incisiva do que antes. Woohyun arregalou os olhos, sentiu o sangue subir às bochechas e negou veementemente com a cabeça. Perguntava-se se estava sendo muito mal educado por estar negando mais uma vez. O problema era que não conseguia agir assim, com tanta despreocupação quanto Minjae! Não sabia qual era seu problema, e sentia o coração apertado toda vez que percebia o quão diferente era dos outros. O coração apertou mais uma vez, só que por causa do comentário seguinte do monitor. Se Woohyun já não havia atingido o ápice da vergonha, aquele teria sido o momento. De início, não expressou reação alguma. Apenas apreciou a sensação formigante de ter todo o sangue do corpo concentrado no rosto. Então, extasiado com a junção das palavras "despertar" e "curiosidade" das declarações do outro, sentiu o peito apertar antes de conseguir negar com a cabeça. Não, não estava assustado. Estava apenas num estado de puro pânico e vergonha. No entanto, foi capaz de sorrir. Um sorriso mínimo, quase imperceptível, como se agradecesse ao monitor por reconhecer que Woohyun era uma pessoa de verdade. Muitas vezes era esquecido, ou tratado como alguém tão invisível que ninguém se importava. Era legal saber que realmente existia aos olhos dos outros. Trazia uma sensação quentinha ao peito.

Enquanto evitava qualquer contato com Minjae, Woohyun depositou o livro, ainda aberto, sobre a mesa. Respirou fundo, sentindo os pulmões doerem de tanto que pediam por oxigênio, e esperou que, pouco a pouco, seu corpo retornasse ao estado de normalidade. Num breve segundo, trocou um mínimo de olhares com Minjae, o que foi suficiente para seus olhos serem repelidos em outra direção. Ótimo. Agora, tinha que descobrir o que responder. Mas se Woohyun não sabia fazer nem perguntas básicas a outro ser humano, como "Qual é seu nome?" ou "Que horas são?", como diabos seria capaz de reagir normalmente a um comentário tão peculiar? Digo, "despertar curiosidade"? O que aquilo significava? Por que Minjae estava curioso? Por acaso, que tipo de informação Woohyun tinha a oferecer? Bem, a única coisa de que tinha certeza era sua capacidade de tirar notas altas. Além disso, não se achava nem um pouco interessante. Com certeza Minjae poderia se divertir com informações fornecidas por outras pessoas. O difícil seria dizê-lo a ele, já que Woohyun não estava com forças nem para trocar de posição na cadeira. Com um suspiro derrotado, ainda confuso se queria sair correndo ou ficar na sala, Woohyun refez seu comentário complacente:

— Tudo bem.


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Min Jae Matsui em Sab Dez 22, 2018 3:06 pm

Pelo que entendi você é uma pessoa de poucas palavras... — retornou a falar com o garoto. Na verdade não se importava se ele era quieto, agitado ou apenas estava com vergonha. Estava mesmo aproveitando seu momento até porque estava se divertindo, algo que raramente ele conseguia fazer. Claro, quem visse ele correndo, brincando e aprontando muito pela escola, falaria que ele era sempre alegre, mas eram raro os momentos em que realmente estava feliz, e por incrivel que pareça, aquele, ali naquela sala de aula era um desses. Muitas vezes tudo o que fazia era botar uma máscara e fingir que em sua vida tudo estava bem. — Não se preocupe, eu gosto de pessoas assim, elas são mais interessantes… tem aquele ar de mistério. — deu de ombros e retornou a leitura sobre o trabalho que estavam ali para fazer. Sabia que, provavelmente o garoto ficaria ainda mais vermelho do que já era, pois era algo que não dava para esconder, pelo menos não agora. Assim sendo, sua atenção foi voltada para a pequena garrafa de suco no qual começou a beber, porém, enquanto fazia isso pensava se seria apropriado dizer algumas coisas que estava pensando, até porque já tinha feito muita coisa no qual deixou Woo Hyun desconfortável. É, Min Jae poderia parecer uma pessoa sem limites mas sabia quando era a hora que precisava parar para repensar o que havia feito até aquele momento. Se bem que, não que quisesse mudar o jeito de Woo Hyun ser, mas queria conhecer mais sobre o garoto, pois como ele próprio disse, a curiosidade era grande e queria entender o porque daquilo.

Se continuar a ficar vermelho desse jeito eu vou ter que te levar pra ala hospitalar... — até porque sabia que muitas pessoas tinha aquela doença que nem mesmo o nome da pessoa poderia ser chamado que a própria já ficava vermelha, ou até mesmo coisa pior de apenas um pensamento da própria pessoa fazia ela ficar vermelha como um pimentão. — Se bem que… — pigarreou para continuar com aquelas palavras que havia pensado antes de falar, mas que mal tinha, certo? — Você até que fica bonito assim, todo envergonhado. — e ao contrário da situação, agora era Min Jae que estava com o rosto pegando fogo, tanto é que tentou se esconder por trás do livro que estava lendo. Escondendo até uma daquelas risadas bobas de quem queria dizer o que disse mas ao mesmo tempo estava com medo da reação. Mas agora não tinha volta, ele tinha dito e esperaria pela resposta, se bem que, como não conhecia muito bem o menino, era bem capaz de acabar levando um soco no meio do nariz. — Desculpa, as vezes acabo falando muita coisa sem pensar direito… — na verdade não queria se desculpar, mas achou apropriado pois parecia que ele estava passando dos limites, como era mesmo conhecido. Logo, voltou a reler os capítulos do livro sobre o trabalho e consequentemente começou a anotar algumas coisas que usariam para o rascunho, entretanto, entre algumas anotações e leituras, Min Jae se pegava olhando para Woo Hyun escrevendo ou até mesmo fazendo sua leitura. É, realmente, ele era muito bonito!


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Hwang Woo Hyun em Dom Dez 23, 2018 2:49 am

Ainda que pensasse que sua situação não poderia ficar mais deplorável, as declarações seguintes de Minjae fizeram Woohyun encolher-se ainda mais em sua cadeira. Se possível fosse, sumiria da fase da Terra de tanta vergonha que sentia. Ar de mistério... Sequer sabia o que isso poderia significar. Não conseguia entender o que diabos Minjae via de tão interessante em si... Tinha quase certeza que ele se decepcionaria com a capacidade de Woohyun de ser totalmente inerte e sem sal. Só de pensar em ter as atenções do monitor totalmente voltadas para si... Ah, Woohyun até sentia as orelhas esquentarem. Seu pobre coração não suportava ser analisado pelos outros. Exatamente por esse motivo que ele nunca levantava a mão para tirar dúvidas durante as aulas, ainda que elas estivessem o consumindo por dentro. Morria de vergonhas a todos os instantes e ali, naquela sala, sentia-se tão sem graça que jurava que seu peito iria explodir. Se isso realmente acontecesse, seria bom ser levado para a ala hospitalar. Surpreendentemente, esse comentário feito pelo monitor arrancou um sorriso de Woohyun. Um sorriso diferente, com direito a dentinhos expostos e tudo.

O sorriso logo sumiu, porque mais uma vez o Hwang sentiu-se prestes a explodir. Um elogio! Um maldito elogio que fez seu coração quase sair pela boca. Uma coisa que não sabia era reagir a elogios. Não sabia se agradecia, se retribuía, se simplesmente se jogava no chão e esperava a morte chegar... O que fez, afinal, foi lançar a Minjae um olhar totalmente constrangido, com os olhinhos brilhantes arregalados, e depois esconder o rosto nas mãos, como se não ver as feições do monitor fosse fazer sua vergonha passar. Óbvio que não funcionaria! Já havia espiado sua risadinha serelepe e sua expressão constrangida, e naquele momento não fazia a mínima ideia se os papeis realmente haviam se invertido ao ponto do monitor sentir vergonha. Não imaginava que ele fosse capaz de ficar corado! Afinal de contas, por que ele esboçara aquela reação? E por que Woohyun não se sentia capaz de fazer absolutamente nada? Por que, de repente, havia se esquecido completamente do trabalho sobre Salem e agora só se concentrava no aperto quentinho que fazia seu coração quase parar? Por Kami, será que realmente estava morrendo? Rumo à enfermaria, rápido...!

Woohyun reuniu seus últimos traços de coragem para voltar à posição anterior e prosseguir com a leitura. Estava sendo quase impossível absorver qualquer informação sobre a tal mancha de Salem, no entanto. Não conseguia se concentrar. De repente, seus pensamentos eram guiados de volta a Minjae e ele passava a se perguntar se estava sendo observado. Sentia as orelhas esquentarem, o que era um sinal de que estava, sim, sendo observado. Não tinha os culhões para checar com os próprios olhos, mas queria tanto... Com um suspiro quase que desesperado, ele ergueu os olhos a Minjae. Trocaram olhares rápidos até que Woohyun finalmente cedesse ao rubor e voltasse a fitar o livro. — Obrigado. — Disse baixinho em agradecimento. Nem sabia direito porque agradecera, mas as palavras de Minjae, ainda que o tivessem feito passar por um estado breve de pânico e desespero, também foram positivas. Mais uma vez, o trouxe aquela sensação quentinha ao peito. Sendo assim, mostrou ao monitor um sorriso sincero. Bonitinho, radiante e com aquele clássico traço de timidez presente em todas as ações do Hwang.

— Você também... É... Bonito. — Murmurou. Cuspir aquelas palavras foi tão aliviador que, com uma serenidade rara, Woohyun retornou os olhos ao livro como se nada tivesse acontecido.


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Min Jae Matsui em Dom Dez 23, 2018 11:53 am

Já havia escutado aquele tipo de elogio diversas vezes, mas naquele momento parecia algo diferente. Estava se sentindo feliz por receber aquele elogio de uma pessoa que era totalmente estranha para si. Claro que, agora estavam se conhecendo um pouco mais, porém ainda não poderiam ser considerados amigos. Era um sentimento diferente quando recebera o elogio, era como se uma alegria tomasse conta de seu corpo e consequentemente uma pequena risada brotou em sua face. — O-obrigado. — sim, pela primeira vez naquela conversa de poucas palavras, Min Jae havia gaguejado nas palavras, como também estava um pouco surpreso por Woo Hyun ter falado aquilo, já que imaginava que o garoto ficaria em silêncio atrás dos livros tentando se esconder. Até porque, desde o princípio daquele diálogo entre os dois, Woo Hyun era o que menos havia falado algo. Tudo bem que podemos dizer que Min Jae as vezes era muito fora de controle e falava mais do que o cotovelo, mas querendo ou não, o outro estava apenas falando o básico, talvez por vergonha ou sabe-se lá o porque. — Você não precisa se sentir envergonhado ao meu lado... — disse dando de ombros e dessa vez olhava para o outro com uma expressão sincera em seu rosto. Como havia dito, Woo Hyun despertava uma curiosidade nele e, por mais que fosse interessante descobrir sobre aquilo, queria primeiro conhecer o garoto e até mesmo quem sabe se tornarem amigos. Não queria que ele pensasse outra coisa além disso, até porque não sabia nada sobre o outro.

Aliás, você é daqui? Digo, nasceu no Japão... — visto que não conhecia muito bem o garoto, resolveu lançar aquelas perguntas básicas que as pessoas falam durante um diálogo. Não precisava daquilo pois poderia descobrir tudo perguntando para as pessoas da escola, mas sabe como é, não? As pessoas tendem a aumentar as coisas e dizer rumores completamente absurdos sobre outras pessoas. Oras, até mesmo dele já ouviu cada tipo de rumor que nem sabia como começar a explicar o porque daquilo. Porém o pior de todos os rumores foi quando ouviu que seus pais davam de tudo quando ele pedia, mal sabem eles que não tem absolutamente nenhum contato com seus pais ou sua família em geral. — Sabe, não que eu queira mudar seu jeito… Mas não precisa ficar envergonhado… Você pode se soltar, eu prometo que não vou contar para ninguém... — deu uma pequena risada erguendo o dedo mindinho como prova de que estava falando a verdade, até porque não iria contar nada para ninguém pois tudo o que acontecia com ele era guardado somente para si. Não gostava de ficar envolvendo outras pessoas em seus problemas e momentos de felicidade, se bem que também não tinha ninguém com quem compartilhar. — Você nunca pensou em fazer algo completamente diferente? Como, sei lá… Faltar uma aula para se divertir por aí ou se encontrar com alguém no meio da noite depois do horário de dormir? — novamente, não estava tentando fazer nada apenas querendo saber mais sobre Woo Hyun, e talvez, quem sabe, dar um pouco de aprendizado ao mesmo.


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Hwang Woo Hyun em Dom Dez 23, 2018 11:33 pm

Os sentimentos nervosos de Woohyun pouco a pouco tomavam proporções menos críticas. Não sentia mais aquele ímpeto de agarrar seus livros, dar as costas e sair correndo. Lógico que seguia acanhado, sem ter coragem para erguer os olhos a Minjae, mas estava começando a se acostumar com a sensação de estar na presença de outro alguém. De tanto ficar sozinho, Woohyun havia se desacostumado àquilo. Pensava, no entanto, que talvez estivesse passando pelo primeiro processo que levaria a uma amizade. Quem diria, o Hwang fazendo um amigo...? Quando contasse a Jiyoon ou a Chaeyoung o que havia acontecido naquele dia, elas com certeza se surpreenderiam; também esperava que elas o instruíssem no que fazer em seguida, pois, dadas experiências passadas, o garoto com certeza fugiria inconscientemente de Minjae e não teria muita iniciativa, por enquanto, de dizê-lo uma palavra dali para frente. Em silêncio, sentia os lábios formigarem, como se pedissem para que ele sorrisse. Pela primeira vez em muitos anos, ele não havia empacado ou fugido de uma conversa. Uma grande evolução para um menino tão tímido.

Assentiu, meio sem jeito, quando o monitor disse-lhe para não se sentir tão envergonhado. Queria que fosse fácil desligar a consciência e deixar-se falar tudo que tinha vontade de falar... O problema, também, era que Woohyun trabalhava num ritmo meio diferente das outras pessoas. Pensava, ouvia e via demais, então palavras não chegavam rápido o suficiente à sua mente para que conseguisse expressá-las. Era naturalmente observador, colocando-se numa posição de mediação constante, e, em geral, preferia ficar quietinho, a ouvir tudo que os outros falavam, para então respondê-los com toda sinceridade. Às vezes, faltava-lhe somente a coragem para dizer algo, e não o pensamento. Sempre imaginava que seria mal interpretado, ou então que sua opinião não teria tanto valor, e por isso não compartilhava muitas informações com as pessoas. Saber que não era tão chato assim, no entanto, espelhado nas ações e palavras de Minjae, davam ao Hwang um pouco mais de confiança. Dessa forma, ele sorriu e pôs-se a responder a pergunta que lhe fora feita.

— Nasci na Coreia do Sul, mas moro em Biei-cho com minha família. — Respondeu baixinho. Esperava que Minjae tivesse-o ouvido, uma vez que seu tom de voz era naturalmente bem fraco, muitas vezes confundido com um suspiro e então ignorado. — E v-você? Dar prosseguimento a conversas informais ainda era algo muito difícil para o Hwang; Minjae, no entanto, criava um sentimento de confiança tão grande no garoto que, inocente como era, acreditava em cada palavra. Naquela situação, não estava sendo enganado, felizmente. O ruim era que se alguém agisse de má fé e dissesse aquelas mesmas coisas a ele, visando o prejudicar, cairia como um patinho. A inocência de Woohyun fazia-o agir assim; depois de alguns instantes de conflitos, passava a sorrir, como uma criança, entretido com qualquer coisa normal que, ao seu ver, era algo novo. Portanto, fazer um juramento de dedinho foi um motivo para sorrir. Ergueu a mão e aceitou a promessa com um sorriso bem acanhado. Tentaria não se sentir tão envergonhado e dizer o que sentisse vontade de dizer. Ainda assim, tinha as bochechas levemente coradas, e preferiria ouvir tudo que Minjae dissesse, uma vez que o monitor tinha bem mais facilidade para soltar inúmeras frases interessantes.

A pergunta seguinte o fez tirar alguns segundos para reflexão. A verdade era que nunca nem tinha parado para pensar nessas opções. Gostava de seguir horários, ter uma rotina programada com uma planilha; não tinha amigos para lhe dizerem para parar com aquilo e relaxar um pouco, e sua família incentivava que todos fossem muito estudiosos. De tanto ser criado com essa mentalidade, Woohyun até mesmo desconhecia o que existia além disso. Com olhos confusos e o rosto levemente inclinado para o lado, ele demorou alguns segundos para responder. — Nunca pensei. Você já fez algo assim? — Murmurou, curioso. Se não se enganava, tudo aquilo fugia das regras da escola. Woohyun morria de medo de tomar uma detenção, e imaginava que os professores não gostassem dos alunos que faziam dessas coisas... Minjae, no entanto, era um monitor. A depender do que respondesse, talvez não fosse tão ruim assim. O Hwang mordiscou os lábios, pensativo, e passeou os dedos sobre as folhas do livro a sua frente. Percebera, então, que haviam deixado o trabalho totalmente de lado. Sentia o peito apertar um pouco com aquilo, como se fosse-os faltar tempo, ainda que tudo devesse ser entregue somente na semana seguinte. Num instante, deixou tais pensamentos para lá e fitou Minjae de canto, com os olhinhos brilhantes, deveras ansioso para ouvir sua resposta.


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Re: Sala de História da Magia

Mensagem por Min Jae Matsui em Seg Dez 24, 2018 4:47 pm

A conversa parecia tomar ritmo mais alegre do que aquela coisa em que somente Min Jae estava querendo obter respostas. No caso, agora o próprio Woo Hyun começava a questionar o garoto para saber mais sobre ele, mesmo que as perguntas fossem lançadas pelo próprio Matsui e retrucadas com o famoso “e você?” Era bem aquelas perguntas de praxes para começarem a se conhecer. — Pode parecer estranho pelo meu sobrenome, mas eu nasci na Coreia do Sul, mas logo pequeno mudei para o Japão. — era estranho para ele falar aquelas coisas pois sempre escondeu muita coisa de seu passado, apenas contava o que era interessante, e para ele, falar sobre sua família era a pior coisa do mundo já que não tinha tanto contato com eles e muito menos tinha afeto como de uma família. — Minha mãe era coreana é meu pai… — se segurou para não revirar os olhos mas acabou deixando uma espécie de suspiro de raiva escapar pela boca. — é japonês, por isso mudamos para cá logo quando eu era pequeno. — esperava realmente que Woo Hyun não tivesse visto aquele episódio consigo, mas também se tivesse visto e acabasse sendo questionado, com toda certeza acharia uma desculpa para não responder, afinal era muito bom em arranjar desculpas para não ter que ir para casa durante o recesso ou até mesmo nas férias. Muitas vezes ficava em algum canto ou abrigo para adolescentes, tudo isso para não ter que se encontrar com o seu pai. Assim sendo seu sorriso se tornou mais largo quando o próprio Woo Hyun aceitou a proposta do mindinho.

Não que estivesse pensando naquilo naquele momento, até porque sabia que iria muito chão para que a confiança fosse instaurada entre os dois já que ambos tinham personalidades completamente diferentes. Entretanto, quando questionado sobre sair da sua zona de conforto, Woo Hyun disse praticamente o que Min Jae estava pensando, até porque sabia que ele era do tipo de pessoa que se importava mais com as notas e o aprendizado do que se divertir. Claro que o jovem Matsui ligava para suas notas r o aprendizado, oras, não era porque ele era conhecido daquele jeito que teria que ser um completo rebelde e falhar na única coisa que faria ele ter um bom futuro e ainda longe de sua família. Ele tinha notas exemplares mas sempre achou assim como sempre lhe foi dito que apesar de aprender em uma sala de aula, nada melhor do que praticar fora dela, afinal era assim que sabia exatamente no que era bom. Claro que também não estava falando para ir atrás de encrenca, ok? — Não posso dizer que nunca fiz… — a verdade era que ele já havia faltado algumas aulas como também treinos de quadribol tudo para ficar pela escola fazendo outras coisas como também ficar em seu dormitório e não fazer nada. — Você não ouviu de mim, mas eu nunca roubei uma vassoura e fui para a cidade no meio do ano escolar. — talvez essa fosse a história mais icônica que poderia contar, se bem que a maioria das outras eram bem simples mas tinha seu ar de aventura nelas. — Talvez você queira tentar algo diferente, não sei… — de repente se levantou de onde estava e começou a se aproximar do garoto.

Não tinha nada planejado apenas seguiria o fluxo, por conta disso, Min Jae chegou bem perto de Woo Hyun colocando uma de suas mãos no livro em que o garoto estava lendo com a finalidade de fazer com que ele parasse de ler e consequentemente olhar para Min Jae. No entanto, não parou apenas por aí, aproximou seu rosto perto do rosto do outro, tão perto que estavam apenas centímetros para se tocar e até mesmo um podia sentir a respiração do outro. — Eu sei que isso te incomoda… Tudo bem, me incomoda um pouco também. — suas palavras pareciam mais como um sussurro ao pé do ouvido do que ditas em voz normal. Entretanto, aquilo era nada mais e nada menos algo para fazer com que o outro saísse da sua zona de conforto, e realmente, se até o próprio Min Jae estava se sentindo constrangido, era certeza que o outro também estava. — Sabe, poderia fazer mil e uma coisas para dizer que fez algo de diferente... — continuava a falar mas dessa vez olhava atentamente para os olhos de Woo Hyun e percebeu o quão bonito eles eram, mas rapidamente voltou ao seu raciocínio. — Mas eu acho que devíamos deixar esse trabalho de lado e aproveitar o momento, o que acha? — era apenas uma ideia, até porque tinha uma cesta cheia de comida que havia levado e também uma sala inteira para fazerem o que bem entender e pelo que aprendeu, ela poderia levá-los a qualquer lugar. Tudo só dependida da resposta de Woo Hyun, mas mesmo assim ainda continuava com o rosto próximo ao dele, porque? Não sabia.


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